Pesca ao sargo - E voltou a falhar...e porquê!?

Depois de finalmente terem aparecido uns sargos já dignos desse nome mais uma vez e como no resto deste ano depressa se cançaram e tudo voltou ao normal.
Depois do relato dos ultimos sargos grandes realizei mais 3 jornadas no mesmo pesqueiro mas com condições bastante diferentes. Num dia apanhei a água muito acastanhada, noutro águas lindas mas um vento muito forte no limite do impescável que nunca deixou trabalhar a pesca no local onde possivelmente poderia desentocar um peixe com o isco e noutro dia mar com águas abertas onde se via o fundo por todo o lado. Muito provavelmente por não ter encontrado condições idênticas acabei por não ter conseguido os resultados pretendidos.
Mas nestas coisas da pesca à bóia tem que haver sempre um plano B e se necessário um plano C, D por aí em diante. Na primeira das jornadas que aqui relato falo do dia seguinte ao das capturas dos sargos grandes. Neste dia mares na casa dos 3 metros e ventos de SW de 35km/h com rajada  de 45km/h. De facto o mar estava muito mexidão, com uma oxigenação perfeita, azulão com tudo para meter uns sargos grandes a grande questão é que o canal onde realizei as capturas anteriores fica afastado cerca de 30 metros  e com o vento que estava nem com muito boa vontade lá conseguia meter o pião e mesmo quando caia na zona vinha "de mota" para a margem. Como já sabia que seria assim ou pelo menos parecido levei um bom engodo e tentei encostar o peixe. Díficil pois o pesqueiro tem uma maneira de "correr" manhosa e o engodo anda às voltas acabando sempre por escoar pelos canais fundos (o que é o normal) mas isso afastava o engodo demasiado da zona onde poderia andar peixe e desta forma ainda acabaria por estragar mais o dia tirando o peixe de um local inacessível para outro igual ou pior já que o mais provável era se o sargo entrasse ao engodo iria para fora atrás e aí nada a fazer. Acabei por engrossar muito o engodo, engodar a seco e tentar apanhar os peixes que ali entrassem alvorando o isco numa zona com muito pouca profundidade e no limiar da rebentação. Por incrível que pareça com um mar forte e com "cara" de peixe grande só me entravam sargotes de palmo e menos mas a certa altura cada lançamento pendurava imediatamente um. Mudar de anzol, iscadas maiores e o resultado era o mesmo. Acabei por apostar num buraco fundo a pescar com batente pesado e só desta forma consegui meia duzia de sargos na casa das 500g estes sim já aproveitados.
Na segunda jornada na companhia do Nuno e do Antonio Julio escolhemos na mesma zona 3 pesqueiros diferentes. Eu voltei à base e como as águas estavam barrentas confesso que perdi logo a moral. Primeiro pesqueiro deu-me 3 capturas de rajada de sargos bonitos mas com a "ganga" do mar tive que abandonar o local não fosse alguma massa de água varrer-me. Não faltou muito pois passados alguns minutos se de lá não tenho saído não sei muito bem....Neste dia o mar estava a crescer de 2.4 para 4 metros e apesar de não ter chegado a crescer tanto ganhou uma força muito considerável. Céu tapado e pouco vento neste acabaram por não fazer a diferença já que as águas escuras até pediam um bocadinho de sol para ajudar. Já no pesqueiro do Nuno mais 2 sargos e a confirmação de que as "tábuas" já por ali não andavam. Muitas vezes consegui passar i isco pelos canais onde tinha realizado boas capturas e se não estavam secos parecia.
Na ultima jornada neste local quis fazer a experiência de mesmo com mar mais parado e águas abertas tentar ver se os buracos lá tinham alguma coisa ou se afinal era mesmo só peixe de corso e se era ou não residente ali. Recordo que alguns dos sargos maiores neste local eram negros e não "salpicados" (sargo de arribação). Foi mais um dia de fiasco com muita captura de peixe pequeno e nos canais só uma safia de 700g e um sargo de 600g de resto uma mão cheia de sarguetas pequenas como é obvio devolvidas. Neste dia mar na casa de 1.6m com ausência de vento. Céu aberto e águas lusas....tudo de mau para pescar ao sargo ;) mas só experimentando e tirando conclusões é que se vai consolidando o saber. Quem pensa que já sabe tudo está no mau caminho e eu sinto que ainda tenho muito mas muito para aprender com o mar.
Até ao lavar dos cestos há vindima e eu até final do ano ainda quero fazer uma teca "daquelas".

Nestas jornadas nem tive muita vontade de tirar fotos mas as poucas que tirei com o telemovel partilho aqui convosco.


O pião em acção num dia negro mas de águas lindas...faltou o peixe grande

 
 
Lá foram saindo uns sargotes (poucos) deste lote, 6 todos irmãos

 
Escostado estava bem bonito mas as sarguetas monopolizavam completamente o local

 
Simplesmente lindos (até custa a acreditar que exista quem não devolve estas maravilhas). Foram mais de 30 deste lote que com todo o cuidado voltaram ao seu habitat para mais tarde me darem alegrias

 
Com mares destes não é fácil encostar peixe grande. Quem sabe com isco vivo teria sido diferente.....

 
A unica pesca que mereceu foto com um sargo de 900g e os outros de 500/600g


Melhores diram virão...quando é que não se sabe.

Cumprimentos
Sérgio Tente
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4 Fazer comentário:

ntyper disse...

Boas sérgio,acima das fotos das várias pescarias adorei o relato companheiro,um pensamento e uma reflexão sobre o que pode ou não correr como esperamos e que tudo na vida é uma aprendizagem constante o que damos como certo hoje,pode ser incerto amanhã só nos resta sermos o mais olho vivo possivél para apanharmos o máximo de informação possivél no menor espaço de tempo um grande abraço e espero que consigas aquela "carga"antes do fim do ano.

Alexandre disse...

Boas SÉRGIO!
Este ano os grandes não encostam nem por nada,sai uns quantos bons depois volta ao mesmo peixe miúdo que é pena andar a tirar,vamos ver se melhora.
um abraço

Pedro Franco disse...

Pois é Sérgio isto anda difícil de peixe, agora que já choveu bastante e o mar já deu uns valentes coices pode ser que eles abeirem e colaborem para grandes jornadas.
Abraços e é como dizes melhores dias virão

PêJotaFixe disse...

Viva, Sérgio!
Está igual por todo o lado! Se o ano passado a "desculpa" era a falta de chuva, mar, tempos de sul, etc. este ano estou bastante apreensivo porque estão reunidas todas as condições mas falta o essencial: peixe!
Já nem sei o que diga porque isto anda tudo às avessas e já nada é o que era. As referências que tinhamos do antigamente de nada valem. Só nos resta esperar que caia algo do ceu, sem serem tornados...

Saúde, da boa ; ))