Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

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lucios e Achigãs em Espanha

Agora que é tempo de defeso em Portugal em águas interiores, muitos pescadores desportivos portugueses rumam até ao país vizinho para pescar Achigãs e Lucios.
Pelo que tenho visto de viagens a Espanha todas as barragens da Estremadura e Andaluzia Espanhola têm exemplares de bom porte destas 2 espécies.
O rio Guadiana é fabuloso pela sua extensão e diversidade de pesqueiros, com grandes Barragens como Cijara, Garcia Sola e Orellana construídas à várias décadas são habitat de grandes exemplares.
No caso de Orellana no ano passado foi capturado um Lucio com 32kgs.
Há que ter em atenção que as licenças de pesca que são por província ou seja a licença da Andaluzia não serve para barragens da Estremadura ou qualquer outra província.  
As licenças são tiradas nos bancos e custam 4,80€ anuais no caso de licença simples de pesca apeada para ciprinideos e Achigãs ou Lucios.
Para o caso de patos , ponttons, kayaks ou barcos, a leis diferem de barragem para barragem e será necessário consultar as condições de cada barragem em especial.
Em Espanha também são muito comuns os coutos de pesca, que para além das licenças de província será necessário obter outra para estes casos.
Basta levar o BI ou cartão de cidadão e uma cópia destes, atenção que os bancos em Espanha fecham ás 14h.
Á no entanto a ressalvar que é habitual o furto de viaturas Portuguesas junto ás barrangens.
Todos os companheiros com quem tenho falado foram alvos ou conhecem alguém que sofreu danos nas viaturas, há casos de terem os 4 pneus furados ou rasgados.
É conveniente não deixar à vista qualquer peça de vestuário ou apetrechos de pesca, que podem suscitar o interesse alheio.

Ficam os registos em filme sobre a pesca aos lucios e Achigãs do site www.depredators.com/
 Na bacia do Guadiana


A pesca com Spinner baits




A pesca com Rãs e Poppers




Espero que desfrutem, 
Abraço
Pedro Batalha




Pescar Barbos com amostras artificiais

Neste artigo o nosso companheiro Valter Cabral dá-nos umas dicas de como e com que artificiais se podem capturar alguns ciprinideos, neste caso Barbos.
Os barbos pertencem à mesma família das Bogas, Carpas e Pimpões, serão talvez os mais agressivos e oportunistas com uma dieta alimentar mais vasta.
Alimentando-se de pequenos crustáceos, algas, moluscos e outros peixes existentes nas bacias hidrográficas por onde proliferam.
Existem nas águas Peninsulares 5 espécies de Barbos, segundo indicações do livro vermelho dos vertebrados de Portugal, nenhuma das espécies se encontra em vias de extinção, no entanto a espécie Barbus comizo está ameaçado ou em perigo.
Esta situação pode estar relacionada com construção de barragens que não estão preparadas para as migrações na época de acasalamento e posturas, à poluição, à pesca excessiva a alterações climáticas , alterações do habitat.

                                                                       Alburno
Nome cientifico : Alburnus alburn
É mais uma das espécies introduzidas recentemente em Portugal.
Esta espécie é de momento uma das fontes de alimento no predadores que existem nas águas de Portugal e Espanha.
Trata-se de um pequeno ciprinídeo, bastante parecido com o escalo. É no entanto mais espalmado e de cor prateada, com o dorso esverdeado escuro, por oposição ao dourado do escalo. É bastante activo e encontra-se sempre em busca de comida, normalmente em pequenos cardumes desorganizados e junto à superfície da água. Alimenta-se de plâncton e pequenos insectos, crustáceos, larvas e tudo o que possa servir de alimento para refrear a sua voracidade. Os ovos são postos na areia, cascalho ou rocha, a baixa profundidade. Cresce até cerca dos vinte centímetros.
Em anos de calor mais intenso pode ter até 4 posturas.
Fonte parcial do texto e foto: http://barragemstac.blogspot.com/

Para a pesca ao Barbo podem ser utilizados os mais variados tipos de amostra que geralmente se utilizam para a pesca ao Black Bass, Lúcio e LucioPerca.
A sua utilização varia com a época do ano coincidindo com as movimentações dos cardumes dos Alburnos, temperaturas da água, temperatura ambiente e todos aqueles factores comuns à pesca de predadores.
Em zonas de grande profundidade, em épocas mais frias ou durante o Inverno, podemos procurar os Barbos com amostras de profundidade, alternando um spinning lento com paragens e toques pelo fundo.
Algumas das amostras que nos podem dar frutos são do género das Rapala Clanckin Rap. 
Com os cranks de profundidade como os Norman lures e as Lucky Craft também podem realizar boas Capturas.
                                                     Foto:delawaretrophybass.com
                                                               Foto:insideline.net
As amostras articuladas também resultam sejam elas de plástico duro como as River2Sea V-joint ou moles como as revolucionárias e muito realistas Sébile Magic Swimmer.
                                                                     Foto:http://www.peche-leurre-evolution.com
Quando o tempo aquece e os cardumes de Alburnos se movimentam por todas as camadas de água, a pesca com Spinnerbaits, Vinis, Popers e Passeantes como as Headon Zara Spook podem funcionar na perfeição. 

                                                       Foto:http://www.basstackledepot.com   
                                                         Foto:fish-buzzers.blogspot.com
Fica o registo das pescas com inúmeras capturas capturas de Barbos, alguns com mais 5kgs.








Um próximo artigo será dedicado à pesca de um predador que agora já se encontra em algumas das nossas albufeiras e rios; o Lucio

Como fazer nós de união - Por Mário Barros

Iscadas para Douradas

"Saber ler e interpretar o mar" é muito importante mas existem outros sinais em terra que nos podem dar indicações fulcrais de boas capturas.
Muitos pescadores detestam o facto dos Caranguejos Pilados estarem encostados e os peixes andarem enjoados com tanta fartura de alimento, eu não penso assim em relação à pesca dos sparideos como o Sargo e Dourada.
É para mim um óptimo sinal quando nas rochas encontro dejectos de Pilado feitos pelas Gaivotas.
Os dejectos assemelham-se muito aos dos Lagostins nas barragens e rios feito pelas lontras e Raposas, são bolas acastanhadas com patas, cascas e bocados partidos de Caranguejo.
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Como escolho o tipo de iscada para iniciar uma sessão de pesca?
Geralmente o nascer do dia é sempre o mais proveitoso quer para Sargos ou Douradas, a escolha pode ser um pouco complicada, já que a pesca ás Douradas é um pouco ingrata e por vezes chata.
Ou os peixes estão lá ou passamos horas a olhar para a bóia sem dar sinal, enquanto que aos Sargos é tudo muito mais simples e mais eficaz.

Em relação à apanha eu prefiro à mão, porque posso escolher o tamanho que pretendo para iscar.

Apanha:
Durante a noite (melhor as luas com pouca luminosidade).
Depois prefiro as marés a vazar, porque as rochas estão molhadas e os Caranguejos ainda se alimentam nelas.
Por fim com auxilio de leds, com as lâmpadas convencionais fogem assim que sentem o fluxo de luz.
Para começar tenho de ter uma boa quantidade de isco, apanho Caranguejos pequenos e grandes, machos ou fêmeas.
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Se iniciar a pesca só aos grandes exemplares,começo por iscar uma Moura inteira sem retirar qualquer pata ou tenaz.
Desta forma evita-se que pequenos peixes como as Safias ou Sargotes mordisquem e estraguem a iscada.
É certo que se falham mais picadas, mas teremos quase a certeza de que quando pica é Dourada ou outro peixe de bom porte.
O anzol é espetado entre 2 patas, mantendo por algum tempo o Caraguejo vivo, acontece por vezes prender no fundo pois o Caranguejo agarra-se e esconde-se pelas reentrâncias das rochas submersas.
[img]http://img14.imageshack.us/img14/5403/mourainteira.jpg[/img]

Se esta opção não der resultados e quisermos continuar a apostar em grandes exemplares podemos com auxilio de um tesoura cortar e retirar algumas partes do Caranguejo.
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O problema desta iscada é que os peixes pequenos mordiscam o miolo e assim retiram parte importante da iscada, a qualquer pequeno sinal da bóia, deve-se retirar e tornar a fazer todo processo e lançar de novo.
Este tipo de iscada pode ser utilizado para os Sargos se o Caranguejo for pequeno.

Depois há também a hipótese de iscar com metades (tem sido muito polivalente em capturas de Sargos e Douradas).
Consiste em cortar o Caranguejo em 2 retirar algumas patas sem retirar a casca e iscar.
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Se nada disto resultar, há sempre os Sargos com iscadas mais pequenas e partidas.
Corta-se o Caranguejo aos bocados e vai-se iscando enchendo e subindo pela aste do anzol.
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Qualquer uma destas formas de iscar tem-me dado capturas quer de Douradas, Sargos, Safias e grandes Bodiões.

Existem concerteza mais formas de iscar o Caranguejo, eu tenho utilizado estas com alguns bons resultados, se tiver mais alguma forma de iscar que queira ver aqui publicada faça aqui o seu comentário.

Abraço

Aos Robalos com engodo

Boas
Esta é uma das formas com que faço a pesca nocturna aos Robalos com bóia,
com a técnica de engodagem que é utilizada para a pesca na praia ao fundo.
Geralmente procuro locais com fundos de areia e alguma (pouca) pedra, com o mar a bater indirectamente no pesqueiro como;
Cantos, enseadas e outros locais mais abrigados da rebentação.

Este ano o mar ainda não se proporcionou para os pesqueiros onde habitualmente faço este tipo de pesca, de qualquer forma aqui fica a explicação da técnica que eu utilizo.

Sardinhas frescas para engodo e isca, procuro sempre Sardinhas frescas para iscar, são mais consistentes e evita-se o uso do elástico de silicone para atar.
A areia deve ser a mais fina possível, tipo a areia fina de obra com alguma goma.
Com uma pedra batem-se e misturam-se as Sardinhas juntamente com a areia até formar uma massa consistente.
Com as mãos fazem-se bolas do tamanho de laranjas, e engoda-se para o pesqueiro.
Pessoalmente nunca engodo antes de fazer o 1º lançamento, depois vou engodando ritmadamente a cada lançamento.
Nos anzóis gosto de utilizar os tamanhos 2 e 3/0, iscando com lombinhos ou filetes de Sardinha sem pele.
As bóias vão das 10g até ás 35g, podendo ser de correr ou fixas mas com starlight.
As montagens podem e devem variar consoante o fundo as condições do mar e do pesqueiro.
Aqui deixo 2 montagens possíveis das muitas que se podem utilizar:

Esta é uma das que pode ser utilizada com rebentação fraca e mares mais calmos.


Esta utilizo-a com mares mais mexidos, o chumbo assente no fundo tranca mais a bóia na corrente e ondulação.
Deve ser utilizada em pesqueiros com fundos de areia.
Este foi o resultado duma pesca efectuada com neste tipo de pesca.

Agora é esperar que as condições se proporcionem para mais uma investida, espero ter ajudado e tirado algumas dúvidas.
Abraço

Como geralmente faço....

Boas, este é um artigo prometido e que devido a circunstancias que me são um pouco desfavoráveis, só agora dou por iniciado, mas será mais adequado fazer este artigo por capítulos.
A pesca é um mundo de pormenores, e cada um de nós, adapta-se ás circunstancias que nos são apresentadas.
Não quero de forma alguma com este artigo dizer; que é assim que se faz ou é assim que se pesca....Não... é apenas a minha interpretação de leitura dos pesqueiros, da forma como se apresenta o mar, das expecies a procurar e da forma como as vou tentar capturar.
Muito há a dizer e a cada dia de pesca mais alguma coisa há a acrescentar, acontecendo por vezes mudar-mos de opinião, acerca desta ou daquela situação, e ainda bem, porque só assim se poder aprender e evoluir.

Neste artigo vou tentar retratar a forma de leitura de alguns pesqueiros, onde se vai fazer a engodagem, perceber se o engodo está a trabalhar bem no pesqueiro, onde provavelmente iremos fazer as capturas e com que iscos que utilizaria.
Pessoalmente não tenho preferência por pesqueiros tipo, pesco tanto em altura como de nível, recorrendo ao cesto e ao chalavar (camaroeiro) para auxiliar as capturas dos grandes
exemplares.
As pescas que geralmente faço são à bóia com canas de 6 e 7 mts e com carretos serie 6000, que num artigo seguinte falarei em pormenor.
O material que utilizo: Canas Iridium e Exclusive pro da prosargos em 6mts e Tica Taurus em 7mts.

Mas tomemos este pesqueiro com exemplo para iniciar este artigo, é um daqueles que me
agrada logo à 1ª vista para uma pesca aos Sargos.
Uma enseada em rocha, com o mar a entrar bem oxigenado com uma boca funda à saída, ladeada por 2 lajes.
Nestas condições iria engodar forte (com Sardinha moída, areia e água) o mais atrás possível, utilizando uma cana com 7mts armada com uma bóia tipo pião de 30g com um estralho de 4/5 mts.
Para isco, sem duvida as gambas congeladas e uns caranguejos partidos enfiando o anzol nº 3 ou 4 pelos orifícios das patas retiradas.

A pesca: lançar o mais distante possível e recolher até 1/2 mts da boca da enseada, aí procurava os Sargos alvorados (meia água) que viriam ao engodo.
Provavelmente o mar iria trazer a bóia até ao interior da enseada, nesse momento deitava mais uma colher de engodo, (os Sargos no meio do rebuliço investiriam sem medo e em disputa).
Um dos sinais que podemos seguir, são as Gaivotas, estas picam a água para onde escoa o engodo, e assim podemos ter uma ideia da corrente e lançar a bóia nessa direcção.
No clip seguinte pode se ver as zonas de pesca e engodagem.


A situação seguinte é o mesmo mesmo pesqueiro mas com condições de pesca totalmente diferentes.
O mar está com menos força, com uma ondulação mais pequena e regular.
Neste caso utilizaria
canas de 6 ou 7 mts, menos engodo e deitando pouco de cada vez, as bóias a utilizar seriam até 20g máximo, os iscos variavam entre as iscadas pequenas com gamba, percebe, mexilhão ou anelídeos
Com mares mais calmos tento utilizar iscos mais escuros.
Os fios nestas condições podem ser um dos factores mais importantes, e os fluo carbono a opção mais adequada.
A montagem a mais suave possível com pouco chumbo no estralho e anzois nº 4 ou 6
2 exemplos dos fio que utilizo; Prosargos Iridium fluocabono e Maxima Fluocarbono
A pesca seria feita dentro da enseada e junto ás extremidades dos lajões.
A pescar fora da enseada, é quase certo que as Bogas atacavam as iscadas assim que caíssem na água.
Aqui fica um outro clip com uma vista mais vasta com algumas escoas que podem ser bons
spots.

Outro factor importante quando observamos um pesqueiro, é a variedade e quantidade de alimento disponível nas rochas submersas à maré cheia.
O Sargo e a dourada são mariscadores por natureza alimentando-se dos mais variados crustaceos, moluscos, e sazonalmente de algas.
Quando um pesqueiro tem conjugados todos estes factores, a pesca de bons exemplares é
quase garantida.
Mexilhão e algas com algum percebe e Lapas.
Percebes e algumas Lapas
Neste caso "um pleno" todos os ingredientes necessários.

Os Ouriços são outro dos alimentos naturais dos sargos e Douradas.
Infelizmente ainda há pescadores "mal formados" que nestes pesqueiros levam uma arrilhada para triturar e desfazer o marisco virgem que está na rocha e assim engodar o pesqueiro.
Este acto deve ser condenável e evitado a todo o custo, é uma situação infeliz e egoísta por parte de quem a pratica.
Retirar o marisco do pesqueiro "seca-o" de peixe, é precisamente por ele lá estar que o pesqueiro é bom.
Não quero eu dizer que sou contra os mariscadores que fazem da apanha destes o seu ganha pão, mas sim contra os pescadores desportivos que praticam estes actos.

Aqui um outro pesqueiro típico para uns Sargos com uma profundidade até 2,50mts e onde logo nas 1ªs horas da manhã se pode tentar um Robalo.
O nº1 significa o ponto de engodagem, o nº2 o local onde eu pescaria aos sargos e o nº3 onde tentaria os Robalos com uma iscada de Sardinha.
Engodaria fraco ao "belisco" com Sardinha e com as cabeças das gambas iscadas mas moídas.

Muito mais há para escrever e por isso fica para um próximo "capitulo" novos pesqueiros, técnicas de engodagem, montagens e outras situações que possam vir a surgir através de comentários feitos por vós.
Até lá um abraço, vá aparecendo e comentando, em breve haverá um passatempo surpresa para quem participar com comentários neste blog.