Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

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Jacinto de água


Este é sem duvida uma daquelas espécies que todos concordam no seu malefício para o ecossistema e biodiversidade autóctone.
A sua beleza esconde o seu mau "carácter".

Desde pequeno que estou habituado a ver sazonalmente esta vegetação a cobrir e a destruir largos mantos de água.
As fotos que se seguem são de minha autoria, os locais apesar da aparência são distintos mas mostram como pode ficar ao se introduzir
esta espécie.

Depois a aparência será muito idêntica a esta:

As águas ficam estagnadas, sem a incidência do sol acabam sem oxigénio e a grande maioria dos peixes acaba por morrer.
No caso desta foto costumávamos em anos anteriores capturar Pimpões e Achigãs em quantidade, este ano não sequer peixe algum mexer por entre a vegetação.
Deixo vos também alguns textos e vídeos retirados de outros locais na net.

A introdução:
O JACINTO-DE-ÁGUA ( Eichhornia crassipes) foi uma espécie introduzida na Europa por motivos ornamentais, tendo sido vista em Portugal, pela primeira vez, nos anos 30 do século passado. É originária da bacia do Amazonas, sendo hoje um problema sério
em vários cursos de água e lagoas no nosso país, dado o seu carácter altamente invasivo, principalmente no Ribatejo, Estremadura, Beira Litoral e Douro Litoral.
Como é uma planta flutuante, facilmente se desloca com as correntes de água e com o próprio vento, chegando a formar densos e intermináveis tapetes, que tapam completamente a superfície da água, prejudicando, assim, todo o normal ecossistema aquático, uma vez que se dá uma alteração das características físico-químicas das águas, devido à impossibilidade de a luz solar penetrar uma massa tão compacta de folhagem.
A sua reprodução faz-se tanto por semente, como por rizomas ou pequenos fragmentos e o seu crescimento é extremamente rápido. Sobrevive, até, em terra se houver alguma água disponível.
Acaba também por prejudicar o aproveitamento recreativo dos cursos de água, lagos e lagoas onde prolifera.
É considerada uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, sendo, por tal motivo, proibido o seu comércio como planta ornamental.

Publicações mais técnicas:
Observações
Está incluída:
- na lista da IUCN das 100 mais perigosas espécies exóticas invasoras
(http://www.issg.org/database/species )
- na lista das espécies que mais ameaçam a biodiversidade na Europa
preparada no âmbito do EEA/SEBI2010 Expert Group on trends in invasive
alien species e EEA/ETC Biological Diversity
(http://belgradeconsultation.
ewindows.eu.org/reports/rep285401/chp248445/sec486335).
- na lista das 20 espécies exóticas invasoras mais perigosas de Espanha
http://www.masmar.com/files/TOP20_final_2.pdf

O seu possível aproveitamento:
Devido a uma tecnologia inovadora no tratamento de efluentes a partir da utilização de jacinto d?água como agente despoluidor, desenvolveram-se estudos para o aproveitamento da biomassa resultante deste processo, propondo-se a sua utilização como base para fonte energética. No intuito de se integrar processos, utilizou-se para a desidratação da planta aquática jacinto d?água um secador solar de exposição directa, composto de cobertura transparente em duplo vitral, chapa absorvedora em ferro galvanizado pintada de preto e com área de 1,5m2 e isolante térmico com camadas de serragem e lã de vidro. Foram avaliados durante o processo de desidratação solar os seguintes parâmetros: tempo de secagem, características físico-químicas da planta e eficiência do processo de secagem. O levantamento das temperaturas do ar na entrada, na saída e no interior do secador solar durante todo processo de desidratação foi monitorizado por sistema computorizado de aquisição de dados.
fonte:http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=6715951


Um video elaborado pela Querqus para a TV:


Abraço
Pedro Batalha

Campeonato Nacional de voo Acrobático



A Associação Portuguesa de Acrobacia Aérea (APAA) e a Comissão de Voo Acrobático da Federação Portuguesa de Aeronáutica uniram-se de forma a criar um grande espectáculo aéreo. No seguimento do sucesso alcançado no ano passado, este ano voltamos em força e com muitas surpresas.

Com a participação de 11 pilotos nacionais e internacionais, salientando a presença da comitiva espanhola que tanto nos enriquece neste percurso de crescimento da modalidade em Portugal, a edição do ano transacto foi o lançamento de um campeonato que se quer cada vez mais competitivo e capaz de potenciar novas entradas e competitividade dos pilotos portugueses.A prova será no Aeródromo de Santarém entre 4 e 7 de Junho de 2009. Este evento com entrada livre, contará com uma zona de público preparada para poder proporcionar bons momentos aos inúmeros curiosos e amantes da aeronáutica esperados durante os dias da Competição.

Última aquisição

Olimpus Stylus 1030 SW


Aqui está a "menina" que me vai ajudar em artigos que à muito espero fazer.
É uma máquina super compacta, com 10,1 megapixel`s, suporta quedas até 2mts, pressões até 100kg... e o melhor....fotografa e filma debaixo de água até aos 10mts sem caixa estanque.
Vai fazer o seu baptismo este fim de semana no mar, com fotos e filmes subaquáticos da vida marinha.
Deixo aqui o link ao site oficial da Olimpus USA para verem mais alguns detalhes.

Abraço
Pedro Batalha

Rectificação ao artigo sobre a alteração da lei

A ultima alteração à lei da pesca lúdica, no parque do sudoeste Alentejano, levantou algumas duvidas acerca da possibilidade ou não, da pratica do exercício da pesca aos dias feriados.
Já antes o amigo Mário Pinho tinha alertado para esse facto num comentário no artigo aqui publicado.
Agora e para confirmar essa sua apreciação, o blog oceanusatlanticus.blogspot.com do Fernando Encarnação, publica um artigo a esclarecer essa situação.
Afinal é permitida a pesca aos dias feriados, mesmo que o feriado seja uma 4ª feira.

Obrigado aos 2 pelo esclarecimento.
Abraço
Pedro Batalha

Alterações nas leis da pesca

Foram publicadas e já estão em vigor as alterações ás leis 143/2009 e 144/2009.

Entre as alterações sobressai a permissão do uso de engodo na pesca apeada a nível nacional.
Mas como nem tudo são rosas......deixou de ser possível a pesca nos dias feriados no parque natural do sudoeste Alentejano.
Para ver todo o documento ou fazer o download clique aqui.

Sitio do Pescador com revista online

Está lançada a revista e-zine gratuita e online do site o sítio do pescador em http://www.pescador.com.pt/
É uma revista feita com diversos artigos publicados neste espaço, que conta já com 11 anos de existência.
Aqui vos deixo os links para uma leitura desta nova revista:

Para ver clicar em cada uma das fotos.
Nº 0

Nº1
Para visualizar este conteúdo tem de ter instalado o adobe flash player, para fazer o download clicar nesta foto.

Estão de parabéns o Paulo e todo o staff deste site por esta iniciativa.

Abraço
Pedro Batalha

Considerações sobre canas

Este é um artigo de inteira responsabilidade do Sérgio Tente.
Já foi antes publicado no fórum OceanoIbérico, irá ser aqui também publicado pelo seu excelente conteúdo informativo.

"Muito se poderia falar acerca do material disponível no mercado em relação a canas de bóia mas neste tópico esse não será o principal objectivo.
Seria interessante deixarmos aqui algumas das nossas "crenças" pessoais acerca das canas que utilizamos neste tipo de pesca e os "porquês" dessas escolhas.
Todos os amantes deste tipo de pesca já tiveram com certeza uma variedade de varas de diferentes marcas procurando a cada compra que faz a sua cana de sonho. Mas afinal o que é para nós uma cana de sonho ou a cana perfeita?

Algumas considerações (pessoalmente falando):

Em primeiro lugar temos que saber aceitar que nem todos os pescadores tem os mesmos gostos, ideias e necessidades e aquilo que para nós parece o perfeito pode ser para outra pessoa algo banal ou mesmo dispensável, portanto acho que é mais do que aceitável que no mínimo se respeitem os gostos e preferências dos outros.
Muitas vezes existe a tendência de que quem não tem bom material não é bom pescador o que na minha opinião é totalmente incorreto. Não são raras as vezes que encontro pescadores extremamente bem equipados que no final de uma jornada não conseguiram realizar capturas e ao invés pescadores que utilizam material teoricamente fraco fazerem grandes pescarias.
Considero que numa primeira abordagem devemos procurar aprender e a cada jornada que fazemos aprendemos algo de novo, depois à medida que vamos aperfeiçoando a nossa técnica irmos também "alimentando" as nossas necessidades.
Quando se começa a pescar à bóia não se sente a necessidade de ter 3 ou 4 canas para diferentes cenários mas passados alguns anos já temos a ideia de que para aquele pesqueiro, para aquele tipo de mar, para aquela falésia, etc., etc., seria mais indicado pescar com uma cana de acção X e não de acção Y e assim vão aparecendo os resultados.
Uma coisa que tenho aprendido ao longo destes ultimos anos é que quando pescamos de Norte a Sul vamos vendo que cada zona tem as suas tradições e os seus materiais preferidos. Por exemplo quando se vai até à Figueira da Foz é quase uma bandeira local ver os pescadores da zona utilizarem canas grauvell e noutras zonas do país acontece o mesmo com outras marcas e modelos.

Preferências pessoais:

Neste campo as hipoteses de escolha são muitas e cada um de nós vai construindo as suas tais "crenças" e acreditando naquilo que lhe proporciona resultados visíveis.
Na minha optica considero-me um pescador em fase de aprendizagem mas já consegui criar preferências claras acerca das características mais indicadas para as minhas necessidades.
O meu tipo de pesca preferido é a pesca à bóia de preferência com pião mas também gosto de fazer outros tipos de pesca à bóia com características e abordagens bem diferentes:

Algumas abordagens:

- Pesca com pião médio ou grande (+ de 30 gramas)
- Pesca com pião pequeno (- de 30 gramas)
- Pesca com bóias tipo caneta de média gramagem
- Pesca com bóias tipo caneta de gramagem leve

Para estas diferentes abordagens concerteza que uma unica cana serviria mas na minha opinião pessoal preferia utilizar (e utilizo) três canas diferentes todas de 6 metros. Deixei de pescar (com muita pena minha) com canas de 7 metros devido a um problema que tenho nas costas e não tenho nenhuma de 5 metros porque considero 6 metros uma cana mais completa e versátil.



No caso da primeira cana da imagem uma cana mais rija adequada a mares médios e fortes com uma acção até 100g. Utilização de piões pesados e ideal para pescas "brutas" e exigentes.
No caso da segunda cana é a cana que utilizei durante estes últimos 4 anos em muitas das jornadas e tive também uma de 7 metros. Esta cana que considero intermédia é aquilo que considero "pau para toda a obra" mas em mares muito fortes perde um pouco as suas qualidades. Tem uma acção até 80 gramas
No caso da ultima, uma cana muito macia utilizo para pescas muito suaves e com bóias leves. Gosto muito de pescar aos carapaus e às Safias com ela. Tem uma acção de 8-80g.
Pesquei também algum tempo com uma Hiro Power X de 7 metros (das antigas) e gostava bastante da cana. Acção de 20-80g era uma cana macia mas muito certinha nas ferragens.

P.S. - Não quero com isto fazer qualquer tipo de publicidade seja a marcas ou a modelos mas apenas mostrar as minhas preferências

No caso da pesca com pião gosto utilizar canas de acção semiparabólica ou progressiva com características mais "rijas" mas para mares mais calmos utilizando piões leves (15/20g) gosto de uma cana mais macia. No caso de pescas suaves com bóias leves e fios finos uma cana com uma acção tipo 8-80g.

Uma cana certinha, pouco "bambalhona" pode ajudar muito mantendo o fio esticado, o correcto trabalhar da montagem, ferragem e trabalhar do peixe.





Não quer obviamente dizer que estas sejam as opções mais adequadas ou muito menos as mais correctas mas de facto são aquelas que mais me agradam.
Quando pescamos em diferentes cenários e pesqueiros com características especificas também acabamos por nos tornar mais selectivos nas canas que escolhemos:

Exemplos de alguns cenários de pesca:

- Em molhes ou pontões
- Em pesqueiros ao nível da água.
- Em pesqueiros baixos (3 a 5 metros de altura)
- Em pesqueiros altos ou falésias.
- Em pesqueiros com muitos obstáculos à sua frente (rochas)

Para estes diferentes cenários pensamos de imediato no tamanho das canas que na minha opinião devem ter entre 5 e 7 metros. Por exemplo quando estamos a pescar num molhe onde temos uma grande quantidade de pés de galo à nossa frente ou num pesqueiro com muita rocha à nossa frente considero que uma cana de 7 metros pode fazer toda a diferença no momento de tirar o peixe da água mas se a estivermos a falar de uma cana parabólica vamos ter de novo um problema e os 7 metros já não vão ser tão vantajosos. Em pesqueiros baixos ou junto à água com poucos obstáculos uma cana de 5 ou 6 metros será mais indicada e também mais "amiga" das costas do pescador. Pescando alto ou em falésia será aconselhável utilizar 6 ou 7 metros de preferência semiparabóbila ou progressiva porque se torna uma segurança no momento de içar e recolher o peixe não deixando que o fio venha muito junto à parede da falésia correndo assim o risco de partir.
Neste caso mais uma vez vamos ao longo dos tempos criando uma base de dados mental que nos proporciona que possamos organizar a nossa jornada consoante as características do local ou pesqueiro que escolhemos prevenindo desta forma eventuais contratempos ou dificuldades inesperadas.
Terminando esta parte será também importante dizer que existem muitos pescadores a pescar nestes cenários que utilizam outros materias bem diferentes como canas de acção elevada, fundo, chumbadinha, etc., etc., e também conseguem grandes resultados o que mais uma vez prova que a adapatabilidade do pescador ao local de pesca pode fazer toda a diferença.

Ferrar e "matar" o peixe

A ferragem do peixe é como sabemos um factor que pode fazer toda a diferença no final da jornada . Muitas vezes acabamos a jornada a dizer "epá o peixe estava a comer mal" ou "desferrei muito peixe" ou ainda "não conseguia ferrar peixe nenhum". É bem verdade que a forma de o peixe comer varia bastante de um dia para o outro, seja consequênia da lua, cor da água, luminosidade, etc., etc., o que é um facto é que por vezes também se facilita e não se muda a montagem ou a cana com que se está a pescar.



Com mares calmos pessoalmente gosto de utilizar uma cana mais "macia" porque aliado ao material mais suave (bóias leves e fios finos) conseguimos muitas vezes realizar mais ferragens do que quando estamos com canas rijas.
Em mares grandes com ondulação forte e grandes escoas claramente que a cana rija vai trabalhar melhor a montagem e no momento da ferragem será muito mais eficaz.
No que toca a "matar" o peixe uma cana de 7 metros "acaba" muito mais depressa com as investidas de um peixe do que uma de 5 metros, isto claro, aliado ao correcto ajuste ou trabalhar do carreto e da sensibilidade do pescador.

Pescando com mar calmo e materiais suaves pode ter as suas recompensas



Exemplar de 1.600g capturado com mar quase parado, material suave e cana com uma acção de 10-80g.



Resistência das Varas

A resistêcia das nossas canas de bóia é um assunto que muito tem sido discutido. Muitos de nós quando pensa em adquirir uma cana para pescar à bóia um dos primeiros factores que nos preocupa é "quanto peso levanta". Se é certo que existem varas extremamente resistentes eu pessoalmente considero que ter um cesto/rabeca é quase mais importante do que ter uma cana que tem escrito no rótulo que está testada para 4,5 ou 9kg. Claro é que se foram testadas a içar estes pesos garante ao pescador uma certa confiança e credibilidade no momento dos grandes "testes".
Quando estamos a pescar de altura e ferramos um grande exemplar mesmo que tenhamos toda a confiança na nossa cana esta tem que estar em perfeita harmonia com o resto do material. Carreto, fio, destorcedores e anzol também fazem parque da "máquina" e sem um equilibrio entre todas as peças o seu funcionamento vai ser pouco satisfatório.
Em pesqueiros junto à água as coisas são diferentes e qualquer vara desde que bem manejada consegue "vencer" um grande exemplar cabendo aqui ao pescador trabalhar o peixe e saber interpretar o momento e local onde encalha-lo.
Pessoalmente e quando estudo as características da cana que pretendo comprar um dos pontos que preocupa é a resistência da ponteira e 2º elemento de ponteira (devido aos lançamentos com pião e momento de balanço para meter o peixe em terra) e resistência do 2º elemento da cana local onde grande parte da força é exercida. Uma boa cana tem que ser equilibrada sem pontos fracos para que não aconteçam "desastres" que não estavam previstos.

O Vento e o Mar:

Um dos factores que mais pode influenciar a nossa jornada é o vento. Quando não temos nenhum local abrigado e teimamos em pescar com vento neste caso a escolha de uma cana de 7 metros pode ser um desastre porque como dizia a canção "o corpo é que paga". Mas o vento nem sempre é inimigo porque pode fazer tapar as águas e no caso da pesca em si alguns pesqueiros com vento pelas costas faz com que consigamos fazer lançamentos bastante mais longos e "bater" locais que com outras condições seriam inacessíveis. Infelizmente a grande maioria das vezes o vento é um grande inimigo dos pescador.
Quando nos deparamos com mares grandes e estamos a pescar em zonas baixas uma cana de 7 metros pode ajudar bastante pois por vezes como o mar "agarra" no fio traz de imediato a bóia para a margem, nestes casos pescar com canas de 5 ou até mesmo 6 metros por vezes torna-se um autêntico inferno.
No que toca a pescar de altura com mares grandes sem duvida que uma cana mais rija e uma montagem forte vão com certeza facilitar mais a vida ao pescador.
No que toca ao trabalhar de peixe em mares grandes exige-se uma cana (e também carreto e material) que consiga "obedecer" ao pescador a trazer no momento certo o peixe para o local onde o tencionamos tirar. As chamadas "pescas brutas" à bóia em mares que pouco agradam à maioria dos pescadores de bóia podem também proporcionar grandes momentos mas para que tal aconteça exige-se material a condizer.
Pedro Batalha em acção num dia de mares de 3 metros
Limpeza e manutenção

Este é um dos pontos que contra mim falo. Não tendo eu muito a dizer acerca deste assunto deixo apenas algumas dicas que podem ser úteis e que actualmente comecei a fazer:
- No final da jornada e ainda no pesqueiro limpar a cana com um pano para evitar que areias, impurezas ou salpicos de engodo/isco risquem ou estalem a cana quando estamos a recolher os elementos.
- Dar uma passagem em água doce quando chegamos a cana limpa mais convenientemente a cana e tira o sal que vai oxidar e estragar rapidamente o porta-carretos e os passadores.
- Se possível com um pano embebido em vaselina passar com o mesmo em toda a cana e esta fica quase como nova.

Para terminar defendo mais uma vez que muitos de nós temos gostos diferentes e existe muito e bom material no mercado, cabendo ao pescador encontrar os materiais e neste caso a cana que melhor preencha os seus requisitos. Independentemente da marca ou modelo das canas que escolhemos saber ler e entender os locais onde pescamos é o primeiro grande passo.

Abraço
Sérgio Tente

Greenpeace


Não querendo entrar ou estar a criar conflito com quem faz da pesca seu sustento, não posso deixar de aqui postar mais alguma informação referente á pesca profissional.
É dada pelo Greenpeace Portugal que através dos seus estudos, e tem algumas conclusões bem evidentes:
http://www.greenpeace.org/portugal/lista-vermelha
Sargos , Robalos, Douradas.....ainda não fazem parte desta lista, ao contrário do que este governo afirma.
Sobre a pesca de arrasto (todos nós sabemos o que se passa, menos os governantes)
http://www.greenpeace.org/portugal/oceanos/pesca-de-arrasto
A sobrepesca:
http://www.greenpeace.org/portugal/oceanos/sobrepesca
As capturas acidentais:
http://www.greenpeace.org/portugal/oceanos/captura
Um barco de pesca profissional mata acidentalmente o peixe que cada um de nós pode levar uma vida para pescar.
e muito mais.......

Esta matéria só vem confirmar o que outros estudos antes concluíram; cerca de 0,5% de todo o pescado capturado é por pescadores lúdico/desportivos.

Será que os governantes ainda acreditam que somos nós os grandes causadores, do decréscimo de peixe?
Pelo vistos.......
Como já muitos sabem, foram hoje publicadas em diário da republica, novas leis sobre a pesca na Costa Vicentina e também na pesca geral em mar.
Diário da República, 1.ª série — N.º 25 — 5 de Fevereiro de 2009
Portaria n.º 143/2009 -
Lei PNSACV
Portaria n.º 144/2009 -
Lei geral
Ao fazer a leitura destas 2 portarias, surgem de imediato alíneas que demonstram a pouca vontade do legislador permitir a continuidade da pesca lúdica apeada, senão vejamos;
Lei geral:
2 — Na pesca a partir de embarcação podem ser usados
iscos e engodos.
3 — Na pesca apeada só podem ser utilizados iscos.
1ª- Não podemos utilizar engodo

4 — Quando tenham sido atingidos os pesos máximos a
que se referem os n.os 1 a 3,(10kg) é proibido continuar a pescar, excepto em competições de pesca desportiva.
2ª-Se for praticante inscrito numa prova desportiva pode capturar tudo o que conseguir, (quem já viu competições em mar durante o verão, sabe que 90% do pescado capturado não está em condições para a alimentação, nem para ser doado a instituições de benevolência).
.................e muito mais..........

Lei para o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina:

b) Por cada cana ou linha, é permitida a utilização de
um máximo de três anzóis, com uma abertura igual ou superior a 9 mm.
Ou seja, temos de pescar sempre no mínimo com anzóis de nº 1/0
1 — A pesca lúdica no PNSACV só é permitida nos
seguintes períodos:
a) De quintas -feiras a domingos e aos dias feriados;
2ªs, 3ªs, e 4ª a pesca lúdica não é permitida.
b) Entre o nascer e o pôr do Sol
De noite a pesca está proibida, com a seguinte excepção:
2 — Exceptua -se do disposto na alínea b) do número
anterior a pesca à linha nos molhes, nas praias não concessionadas
e nos pesqueiros autorizados pelo Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB,I. P.), sem prejuízo do disposto na regulamentação da pesca lúdica.
A pesca está totalmente proibida ás seguintes expecies e nas seguintes datas:
a) Sargos, Diplodus sargus e Diplodus vulgaris, entre
1 de Janeiro e 31 de Março;
b) Bodião, Labrus bergylta, entre 1 de Março e 31 de Maio.
..................

As ilações que retiro ao ler estas novas portarias, é que o legislador quer em 1º lugar restringir ao máximo a pesca lúdica em prole da pesca desportiva em competição e da pesca profissional.
Como antes referi, as capturas em competição são mantidas dentro de sacos de plástico até à pesagem, isto faz com que em dias de calor, o peixe fique em estado impróprio para qualquer
tipo de consumo humano.

Enquanto isto, os profissionais podem continuar a sua faina, sem fiscalização rígida, manter redes e aparelhos ilegais, arrastar e destruir o habitat natural e depois vender o seu peixe em circuito paralelo.
Parece que só os Srs. ministros é que não sabem, que os profissionais vendem parte do seu pescado fora do circuito normal.
Será que sabem quantas dezenas de anzóis tem um aparelho?
ou quantos klms podem ter os panos de redes?
Será que não sabem que os profissionais de Vila real de santo António vão descarregar o seu pescado a Espanha?
Será que não sabem que os profissionais fazem lances de redes em Parques Naturais como a Berlenga e outros?
......e muito, muito mais.......
Já alguém viu na tv, alguma noticia sobre uma boa faina?Acho que não, ninguém vê quando os profissionais capturam peixe em excesso ou fazem uma boa campanha.
É tal e qual como os Agricultores, têm apoios do estado e da comunidade europeia, ostentam bons artigos, e choram para as tvs quando as coisas correm mal.
E o resto da população tem estas regalias?...eu não tenho.... trabalho e desconto e não recebo subsídios.

Pois é amigos, parece que somo nós com uma cana e carreto que fragilizamos e destruímos os recursos deste país.....


Pode consultar e fazer download aqui
A indignação é geral e este assunto está a ser debatido em vários locais pela net, aqui ficam alguns:
http://www.pescaemsintra.com/phpBB3/viewtopic.php?f=32&t=7619
http://oceanoiberico.forumeiros.com/legislacao-e-reas-protegidas-f36/acho-que-rebentou-a-bomba-t200.htm
http://www.pescacomamostras.net/informacoes-uteis-e-noticias-sobre-pesca-f29/conforme-se-previa-t3630-15.htm#50742
http://www.pescador.com.pt/livre/viewtopic.php?f=17&t=4011
http://kayakfishing.forumeiros.com/legislacao-f27/nova-lei-da-pesca-t885.htm?sid=c9b7b02b2a41ff8c37b14c787ccd5ab8

Peskama, um grande blog

Este é sem duvida um dos grandes blogs, é Espanhol, tem reconhecimento e faz furor além fronteiras.
Tem relatos de grandes capturas de Pargos, Robalos, Douradas e outras espécies de grande porte.
Para além das capturas, tem muita informação essencial para quem quer praticar o Kayakfishing.

Em Portugal para se informar mais sobre esta modalidade inscreva-se no fórum http://kayakfishing.forumeiros.com/, onde pode encontrar amigos de norte a sul com a paixão da pesca em Kayak.

Abraço


Homem ao mar

Com o mar muito alterado nestes dias um homem com 58 anos foi "agarrado" pelas ondas na foz do Douro.


"Homem apanhado pelas ondas salvo por populares
Um homem de 58 anos foi, esta tarde, arrastado pelas ondas na Foz do Douro, no Porto.
Depois de minutos de aflição, e de algumas tentativas frustradas, alguns populares que estavam no local conseguiram retirá-lo da água.
A vítima, em estado de hipotermia grave, foi transportada para o Hospital de Santo António.
O cão desapareceu no mar."

A fonte desta notícia é o Jornal de notícias na sua pag. web em:
http://jn.sapo.pt/multimedia/video.aspx?content_id=1115740

Sites/Foruns e eventos

Apesar de andar um pouco afastado de fóruns de pesca, fui recentemente convidado pelo Rodrigo Zacarias do blog pescanaespuma, para fazer parte de um projecto recentemente criado por ele, também com a companhia do Miguel Reis do blog pesca na costa Alentejana.
É um novo fórum de pesca que não pretende competir ou tirar o lugar aos outros, pelo contrário pretende ser um espaço que sirva para a divulgação de tudo o que se relacione com pesca lúdico/desportiva e actividades a ela agregadas.
O fórum OcenoIbérico pretende ser como as "pág. amarelas dos blogs e sites de pesca existentes", nele todos os autores de blogs Portugueses e Espanhóis, podem divulgar o seu espaço, com os artigos que desejarem na área dos relatos.
Será dada indicação dos restantes sites/fóruns assim como das suas actividades e eventos.
Pode ser dada indicação de espaços comerciais e valores dos materiais adquiridos sempre que algum membro o solicitar.

Haverá em breve uma lista com todas as lojas físicas e virtuais existentes em Portugal e Espanha assim com um link ao via Michellin para aceder aos diferentes caminhos possíveis.
Como é um espaço de e para amigos, gostamos de tratar as pessoas pelo nome apesar de
poderem ter um nick.
Se tiver um blog e o queizer divulgar pode aqui, fazer o seu registo e assim ajudar e contribuir para uma partilha sã de conhecimentos.
Pode inscrever-se aqui.

Aqui deixo também alguns eventos a realizar nos próximos tempos.


Nauticampo salão internacional de navegação de recreio e caravanismo de 7 a 15 de Fevereiro.

Fórum pescacomamostras - PCA
Encontro PCA - kayakfishing norte
Data:07 Fevereiro 2009
Local:Praia da agudela - Matosinhos -Praia de Melres - Gondomar*
*caso não existam condições para realizar no mar
Para participar e conhecer os regulamentos faça a sua inscrição aqui.
Este evento tem o apoio da DiverKayaks.


Câmara municipal de Mora:
Morapesca - Feira nacional de importadores de material de pesca de 13 a 15 de Fevereiro
(Cartaz e informações ainda não disponíveis)


Fórum pescacomamostras - PCA
I torneio nacional de spinning e corrico de costa
Para participar e conhecer os regulamentos faça a sua inscrição aqui.


Fórum Kayakfishing

"No próximo dia 1 de Março de 2009, vai-se realizar o Primeiro Encontro Nacional de Pesca em Kayak, evento que vai ter lugar em Juromenha, organizado pelo Fórum Kayak Fishing , associado á Peskayak- Associação Portuguesa de Pesca em Kayak,com a vertente desportiva (competição de pesca ao achigã) , e com o indispensável convívio: um grande jantar, com a distribuição de Prémios e Sorteio de Brindes."
Para participar e conhecer os regulamentos faça a sua inscrição aqui.
Este evento tem o apoio da DiverKayaks.

Abraço

A todos obrigado e bom ano novo

O ano de 2008 está a terminar e com ele, este blog fará 1 ano de existência.
Muito ainda há a fazer, tenho algumas ideias que gostaria de pôr em prática no decorrer do próximo ano.
Uma é a continuação do ultimo passatempo, em que irei colocar as fotos em votação para os prémios a oferecer.
Também quero fazer alguns novos clips com filmagens aos Sargos e Douradas, e talvez Robalos, mais clips subaquáticos com os mais variados temas......fundo de pesqueiros, comedias, habitats, peixes em plena acção natural....etc etc.

Para mim este não foi um daqueles anos para mais tarde recordar, espero que o novo ano, traga mais e melhores momentos para aqui os partilhar.

Quero agradecer a todos os que visitam este espaço e aos que participam com comentários dando o feedback necessário para continuar.
Um agradecimento especial aos meus amigos Sérgio Tente, Nuno Costa e Kiko pela disponibilidade e ajuda sempre que foram solicitados....este espaço também é deles.
Agradeço também à empresa Magospesca/Prosargosteam, que me faculta material, sem que me forçe ou imponha condições, devo dizer que, escrevo e dou a minha opinião pessoal sem que me digam como ou o que escrever.
Também um obrigado ao Rui Aguiar da DiverKayaks, à empresa Amorim Dias e Quelhas lda., ao parque de campismo Penichepraia, Revista Mundo da Pesca,Corine de farme, Plastiagro, aos biologos do parque marinho da arrábida e da faculdade de ciências da universidade de Lisboa e do Algarve...e a todos os que de alguma forma contribuiram para dar vida a este espaço.

A todos umas boas festas e um ano novo cheio de capturas.

Obrigado
Pedro Batalha


Grande Cetácio

Mais um grande Cetácio já sem vida e em estado de decomposição deu à costa em Peniche Junto à Papoa.
No domingo quando fui pescar para essa zona reparei neste incidente.
Não sei qual a sua espécie, nem o peso que teria mas seguramente algumas toneladas.
Permaneceu durante todo o passado fim de semana, e pelo menos até 3ª feira, dia em que alguns amigos que por ali pescavam notaram um cheiro putrefacto e as água em seu redor "leitosas".
Este espécie junta-se a um outro individuo da espécie de baleia Anã encontrada também já sem vida no areal da praia do Baleal.
Ver noticia completa aqui.

Convite

Gostaria de fazer um convite a todos os "blogistas".
A função de um blog sobre pesca é mostrar e dar a conhecer as diferentes e mais variadas vertentes que se conjugam com a pesca.

Quer seja, o ambiente os pesqueiros as técnicas ou as capturas, há blogs que se debruçam em especial para uma ou outra destas vertentes.
O que faz desta nossa paixão um assunto sem fim e onde ninguém é dono ou senhor da razão absoluta.
A prova disso é quando há um campeonato do mundo, e aparecem cá os Ingleses, Italianos os Franceses e outros, com técnicas completamente diferentes das que os tugas utilizam e conseguem bons resultados.
Até há uns 30 anos atrás, não se utilizava o asticot (larva de Varejeira) foram os franceses que introduziram esse isco, que agora é indispensável numa pesca em águas interiores.
Assim como as sementes de cânhamo, trigo, ervilhaca e outras.
A pesca desportiva é uma "ciência" em constante evolução.
Este meu convite é direccionado a todos os que visitam este blog e também tenham o seu, independentemente de ser vocacionado quer seja para o rio ou mar, se quiserem partilhar o vosso link enviem-me um email para pmbatalha@gmail.com.
Existem muitos e bons pescadores com blogs que nos são desconhecidos.
A única "condição" que proponho é que tenham pelo menos 2 ctualizações mensais.
Irei também a partir da próxima semana fazer um artigo mais profundo sobre cada um dos blogs que tenho na minha lista de blogs.
Há blogs muito interessantes, feitos por autores com verdadeiros conhecimentos das matérias que retratam.

Fico a aguardar esses vossos links.
Abraço

Man of War - Caravela Portuguesa

Depois de ouvir as notícias dos últimos dias, em que se falou da ocorrência de queimaduras em crianças provocadas por Caravelas Portuguesas na zona de Peniche.
E tendo uns dias de Férias ainda por gozar, pensei em ir ter com os responsáveis da capitania para fotografar ver e filmar esses seres.
Não foi necessário, num dos dias em que andei a recolher material para elaborar um artigo, encontrei mais uma.
De imediato fiz o registo em foto e filme, e comuniquei à guarda para fazerem a sua remoção.
Deixo aqui esse registo, para quem nunca as viu ao vivo ter uma ideia da sua aparência.

"Portuguese man o'war"

O clip



As informações que se seguem foram retiradas na sua totalidade do site Wikipédia.

A
caravela-portuguesa (Physalia physalis), também conhecida como garrafa-azul, é um animal do grupo dos cnidários. Tem cor azul e tentáculos cheios de células urticantes, e aparece nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos.

Características gerais:

A caravela-portuguesa não tem movimento próprio - flutua à superfície das águas, empurrada pelo vento, com os seus tentáculos por baixo, sempre prontos a envolver um peixe para a sua alimentação. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros.

A caravela portuguesa é comummente identificada como uma água-viva, mas na verdade, é uma colónia de quatro tipos de pólipos. A caravela-portuguesa tem quatro tipos de pólipos:

  • Um pneumatóforo transformado numa vesícula cheia de ar;
  • Os dactilozoóides que formam os tentáculos;
  • Os gastrozoóides que formam os "estômagos" da colónia; e
  • Os gonozoóides que produzem os gâmetas para a reprodução.

Os cnidócitos, que são as células urticantes, portadoras dos nematocistos, encontram-se nos tentáculos e são accionados pela "rede nervosa". A caravela-portuguesa tem dois tipos de nematocistos: pequenos e grandes; estes "órgãos" conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia. A sua acção é baseada nas suas pressões osmótica e hidrostática individuais. Existem numerosas células sensoriais localizadas na epiderme dos tentáculos e na região próxima à boca.

A caravela-portuguesa é importante para a alimentação das tartarugas marinhas, que são imunes ao veneno.

Um animal semelhante é a velella. O flutuador da caravela é simétrico bilateralmente com os tentáculos no final, enquanto a velella é simétrica radialmente com a vela em um ângulo. Além disso, a caravela tem um sifão, contudo a velella não.

Uma curiosidade é o nome da caravela-portuguesa noutras línguas: em inglês, chama-se "Portuguese man o'war", literalmente "homem de guerra português", sendo que man-of-war é uma expressão para um navio armado.

Abraço

Mitos da engodagem

Boas, todos nós ouvimos histórias de como se "queimam pesqueiros", ora seja com engodo de Sardinha, Ouriço ou outro, quando me contam estas histórias pergunto porquê, e ou não sabem responder porque lhes foi ensinado por alguém que antes tinha sido ensinado por outro, ou simplesmente dão respostas que não concordo em absoluto.
Não sou muito de ouvir e ficar por aí, se alguém me diz que engodar com Ouriço 2 dias seguidos escalda o pesqueiro, sinto vontade de provar o contrário ou perceber o porquê destas afirmações.
Até pode ser, que o Ouriço tenha alguma substancia tóxica na sua composição e que os peixes se alimentem em pequenas quantidades de cada vez.
Mas não vou muito por esta teoria, quase todos os Sargos que amanho têm pontas de espinho de ouriço no bucho.

Como qualquer ser vivo os peixes fixam-se e criam o seu habitat ora seja em buracos, fendas, grutas...em determinados locais e em determinadas alturas do ano.
Ora se hoje vou à pesca a um determinado pesqueiro e capturo por ex. 15 Sargos, quer isto dizer que no dia seguinte estes 15 já lá não estão.
Se lá fôr alguns dias seguidos o normal será uma diminuição lógica das capturas, seja com ou sem engodo, a não ser que tenha encostado e fixado um cardume com algumas centenas de Peixes.
O mesmo se passa com as Sardinhas....ainda há poucos anos atrás numa praia de Peniche desaguava um esgoto duma instalação fabril de conservas.
Nesta praia as capturas eram em nº elevado de Sargos, Robalos e até Douradas, e todos os dias havia restos de sardinha pelo pequeno areal.
Os peixes vinham gordos, nunca me pareceu que tivessem enjoado tal manjar.
Já-me aconteceu em algumas situações de pesqueiros altos ver os peixes a mariscar na rocha, deito uma colher de engodo e rapidamente desaparecem.....mas será por ser do engodo?
Também não me parece, se tive-se deitado uma pedra a reacção teria sido idêntica.
O mundo subaquático é totalmente diferente no nosso, e ainda temos muito a aprender para compreendermos melhor as reacções dos peixes.
Por isso prefiro pensar que não é o engodo a desculpa para uma má pesca.

Este tema é sem dúvida um dos que mais polémicas levanta entre a nossa comunidade, "cada cabeça sua sentença" e cada um de nós terá a sua forma própria de pensar a respeito dele.
Até que me mostrem provas em contrário eu não sou apologista "dos pesqueiros queimados" pelo uso de engodo.
Se alguém quiser discutir este tema será uma mais valia enriquecedora para todos.

Abraço
Teste subaquático de amostras parte2

Clip subaquático de 11 amostras
Este é o resultado de um trabalho conjunto meu e do sérgio tente
Livro Vermelho dos vertebrados de Portugal


Foi reeditado pela 3ª vez o livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, com actualizações e novos critérios de avaliação sobre a distribuição, perigo de extinção, percentagem de ocupação entre outras, das espécies autóctones de Portugal.
Esta 3ª versão é sobre peixes dulciaquícolas, Anfíbios, Repteis, Mamíferos e aves, estará para uma próxima edição a dos Peixes de água salgada.
Desde muito novo que "persegui" esta "bíblia" dos nossos recursos do meio animal e foi com muita satisfação que o adquiri hoje na livraria escolar editora no jardim do Campo Grande em Lisboa no edifício Caleidoscópio.
É uma publicação do I.C.N.& B. com uma tiragem de apenas 1.500 exemplares.
Se alguém quiser este livro e tiver dificuldades em adquiri lo, entre em contacto comigo para o meu mail, posso tentar adquirir e depois enviar-vos.
O valor é de 45 euros.

Ano polar Português


Hoje tive o privilégio de conhecer um Português entre os melhores do mundo, o professor José Xavier, membro do Comité Português para o IV Ano Polar Internacional.

José Xavier
José Xavier a mais dos 60 graus Sul, na sua quinta expedição cientifica à Antárctica.
José é um jovem investigador português que faz ciência polar desde 1997, é doutorado pela Universidade de Cambridge e investigador pós-doutoral do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e da British Antarctic Survey.
Esta expedição faz parte das iniciativas cientificas de Portugal para o Ano Polar Internacional.

Visite o seu blog em: cientistapolarjxavier.blogspot.com e delicie-se com fotos lindíssimas e informação das suas expedições.
Pode ver mais sobre este tema em: www.cienciahoje.pt/index.php?oid=20715&op=all

Afinal temos razão para nos sentirmos orgulhosos.
Abraço