Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

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Percebes/Perceves

Este artigo foi já publicado por mim num site/forum de pesca em Portugal, mas penso que nunca será demais repetir a sua publicação neste espaço.
É sobre o Percebe ou Perceve
(Pollicipes pollicipes) é um crustáceo, pertencente à subclasse Cirripedia, superordem Thoracica, ordem Peduculata e subordem Scalpelloidea.(informação retirada de wikipédia).
Um petisco procurado por nós e um dos crustáceos que faz parte da base alimentar de Sargos e Douradas.
A sua pele rija e dura faz com que muitas vezes não se utilize como isco, retirá lo da rocha e desfazer a pele rija e aproveitar o miolo carnudo é tarefa difícil e por vezes ingrata.
Mas existe uma forma simples e eficaz de aproveitar todo seu o miolo para uma iscada.
Consiste em congelar os Percebes durante alguns dias, o frio e gelo "descarnam-lo" e a tarefa fica bem mais simplificada.
Mas passo a explicar com as fotos seguintes.
1º Não devemos retirar mais do que o necessário para uma jornada de pesca +- 250/400g que
congelamos por 3 a 4 dias.
Quando descongelados retirar a unha que sai com alguma facilidade e apertamos até sair por uma das extremidades.(como geralmente se faz com o casulo)
O aspecto será este e depois é só iscarmos da forma que acharmos mais correcta, eu prefiro enfia los pelo anzol até passar um pouco a aste.

Nota:Todo este processo deve ser feito no pesqueiro, se retirarmos o miolo em casa, perde humidade, volume, e seca.
Por este motivo todos os percebes que não forem utilizados podem ser lançados ao mar para servir de engodo.
Espero ter tirado algumas duvidas, abraço e até breve.

Iscar com lapas

A lapa é um isco esquecido entre os pescadores desportivos, talvez por uma outra ocasião se ter usado como isco e o resultado ter sido infrutífero.
Mas pode ser em quase todas as ocasiões um isco de fácil acesso, barato, e por vezes mais fatal que as gambas, minhocas e outros.
Tem uma forma própria para ser usado com resultados, pode dar algum trabalho na preparação, mas não se dá por perdido no final da jornada de pesca.
...Arrancamos as Lapas da rocha com uma navalha...
...Com a navalha (convem ter a lamina bem afiada ) separamos o corpo musculado da concha, com cuidado para não rebentar o saco com os órgãos, tripa, e cabeça...
São apenas estas partes da Lapa que vamos utilizar como iscada, a parte carnuda podemos moer com uma pedra e engodar.

O aspecto final é este, muito diferente de uma iscada com todo o corpo da lapa.
Esta iscada deve ser utilizada em condições de mares mais calmos para se obterem melhores resultados.
Espero ter tirado algumas duvidas.
Abraço
Iscada de caranguejo

Este artigo é sobre a forma como eu geralmente isco o caranguejo ( mouras, o caranguejo verde e outros ), é apenas a forma com eu o faço não querendo dizer que seja a mais correcta.

Para pescar grandes Sargos, que são mais desconfiados e as douradas, penso que este isco é um dos melhores nas zonas onde geralmente pesco.
Utilizo um anzol um pouco maior do que uso com iscadas de gamba, sinto que se desferra menos peixe com anzóis ligeiramente maiores.

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O hayabusa FKS 130 é já a alguns anos o meu eleito, este modelo também está presente na OWNER com o nome de FUKASE.
É um anzol muito afiado que ferra bem, não dobra mas tem o senão de enferrujar e partir no ponto da ferrugem, por isso apenas o utilizo uma única vez.

O exemplo de iscada que vou dar é com um caranguejo verde ( carcinus maenas )
daqueles que se apanham em lagoas e águas mais salobras.
Também se vende em algumas casa de artigos de pesca.

Retiro as patas e as tenazes, corto o caranguejo em 2 metades deixando apenas 1 pata em cada.

Depois enfio o anzol por um dos orifícios de uma das patas a sair noutro, e torno a fazer o mesmo com a outra metade.
O resultado final é este:

Para iscar ás Douradas geralmente só tiro uma pata e uma das tenazes, enfiando o anzol pelo orifício da pata a sair pelo da tenaz.
Comigo por vezes resulta, experimente e depois comente aqui se desejar.
Abraço

Outros sinais
Para mim tão importante como saber ler o mar, (reconhecer um fundão, saber se o mar está a pôr ou a tirar areia, conhecer a morfologia do pesqueiro....) é saber o porquê de ali se encontrar peixe.
O mais certo é que o peixe se ande a alimentar, então procuro sempre reconhecer o seu alimento em cada pesqueiro.

Tenho pescado em locais onde penso que o robalo se alimenta de choco (Sepia officinalis).
As ovas de choco passam despercebidas a muitos pescadores desportivos, porque a sua aparência é idêntica a algum tipo de alga.
Os ovos, de cor negra e piriformes, dispõem-se como que em cachos e são colocados sobre diversos substratos: algas, zosteras, pedras, tubos de espirógrafos e outros.

Tenho encontrado posturas em baías e enseadas abrigadas da rebentação, o robalo não só se alimenta dos progenitores na época de postura como depois se vem alimentar dos alevins em crescimento.

Outro dos possíveis alvos da voracidade dos robalos são as enguias da areia (sandeel).
As imitações mais conhecidas são as da marca Redgill e Ragot


São pequenos peixes que se deslocam em cardume e que fazem as delicias do robalo, ao mais pequeno sinal de perigo enfiam se na areia deixando a cabeça de fora.
Existem locais onde se pesca com este pequeno peixe vivo directamente no anzol (Aveiro).
Por várias vezes tenho as encontrado em pequenos bancos de areia, onde vou apanhar Tiagem.

Outro dos dos sinais que podemos em atenção ,e que eu tenho sempre como um dos mais determinantes é o caranguejo Pilado.

Sempre que este caranguejo se encontra em águas mais próximas da costa, é certo que grandes peixes se andam a alimentar ( sargos, douradas e robalos entre outros ), no verão cheguei a capturar robalos com 3 e 4 pilados no bucho.
Os pescadores profissionais guardam los em "caixas" flutuantes e utilizam no para iscar os aparelhos.

Depois temos aqueles sinais mais visíveis, como é o caso dos cardumes de Petinga que ao serem atacados saltam em debandada fora de água ou como me aconteceu este ano ver Petingas mortas na areia da praia junto à rebentação.

Deixo para um próximo artigo outros tipos de "sinais" que nos podem dizer onde encontrar o nosso peixe e saber como utilizar os nossos recursos.
Meus amigos por vezes temos lá tudo é uma questão de aprender a ler e aproveitar.

Nota:Para elaborar este artigo recorri a fotos disponibilizadas na net, assim com a parte de algum, texto.