Pescar Barbos com amostras artificiais

Neste artigo o nosso companheiro Valter Cabral dá-nos umas dicas de como e com que artificiais se podem capturar alguns ciprinideos, neste caso Barbos.
Os barbos pertencem à mesma família das Bogas, Carpas e Pimpões, serão talvez os mais agressivos e oportunistas com uma dieta alimentar mais vasta.
Alimentando-se de pequenos crustáceos, algas, moluscos e outros peixes existentes nas bacias hidrográficas por onde proliferam.
Existem nas águas Peninsulares 5 espécies de Barbos, segundo indicações do livro vermelho dos vertebrados de Portugal, nenhuma das espécies se encontra em vias de extinção, no entanto a espécie Barbus comizo está ameaçado ou em perigo.
Esta situação pode estar relacionada com construção de barragens que não estão preparadas para as migrações na época de acasalamento e posturas, à poluição, à pesca excessiva a alterações climáticas , alterações do habitat.

                                                                       Alburno
Nome cientifico : Alburnus alburn
É mais uma das espécies introduzidas recentemente em Portugal.
Esta espécie é de momento uma das fontes de alimento no predadores que existem nas águas de Portugal e Espanha.
Trata-se de um pequeno ciprinídeo, bastante parecido com o escalo. É no entanto mais espalmado e de cor prateada, com o dorso esverdeado escuro, por oposição ao dourado do escalo. É bastante activo e encontra-se sempre em busca de comida, normalmente em pequenos cardumes desorganizados e junto à superfície da água. Alimenta-se de plâncton e pequenos insectos, crustáceos, larvas e tudo o que possa servir de alimento para refrear a sua voracidade. Os ovos são postos na areia, cascalho ou rocha, a baixa profundidade. Cresce até cerca dos vinte centímetros.
Em anos de calor mais intenso pode ter até 4 posturas.
Fonte parcial do texto e foto: http://barragemstac.blogspot.com/

Para a pesca ao Barbo podem ser utilizados os mais variados tipos de amostra que geralmente se utilizam para a pesca ao Black Bass, Lúcio e LucioPerca.
A sua utilização varia com a época do ano coincidindo com as movimentações dos cardumes dos Alburnos, temperaturas da água, temperatura ambiente e todos aqueles factores comuns à pesca de predadores.
Em zonas de grande profundidade, em épocas mais frias ou durante o Inverno, podemos procurar os Barbos com amostras de profundidade, alternando um spinning lento com paragens e toques pelo fundo.
Algumas das amostras que nos podem dar frutos são do género das Rapala Clanckin Rap. 
Com os cranks de profundidade como os Norman lures e as Lucky Craft também podem realizar boas Capturas.
                                                     Foto:delawaretrophybass.com
                                                               Foto:insideline.net
As amostras articuladas também resultam sejam elas de plástico duro como as River2Sea V-joint ou moles como as revolucionárias e muito realistas Sébile Magic Swimmer.
                                                                     Foto:http://www.peche-leurre-evolution.com
Quando o tempo aquece e os cardumes de Alburnos se movimentam por todas as camadas de água, a pesca com Spinnerbaits, Vinis, Popers e Passeantes como as Headon Zara Spook podem funcionar na perfeição. 

                                                       Foto:http://www.basstackledepot.com   
                                                         Foto:fish-buzzers.blogspot.com
Fica o registo das pescas com inúmeras capturas capturas de Barbos, alguns com mais 5kgs.








Um próximo artigo será dedicado à pesca de um predador que agora já se encontra em algumas das nossas albufeiras e rios; o Lucio

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1 Fazer comentário:

Nuno Rodrigues disse...

Excelente artigo do Valter!
Também já ando com o kayak no Tejo a experimentar umas amostras, mas até ao momento sem qualquer sucesso! Espero começar a fazer umas capturas de barbos e lúcios mal as águas aqueçam um pouco mais e o peixe fique mais ativo. Até lá…é ir dando banho às amostras :D eheh
Abraço