Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

Pescar Barbos com amostras artificiais

Neste artigo o nosso companheiro Valter Cabral dá-nos umas dicas de como e com que artificiais se podem capturar alguns ciprinideos, neste caso Barbos.
Os barbos pertencem à mesma família das Bogas, Carpas e Pimpões, serão talvez os mais agressivos e oportunistas com uma dieta alimentar mais vasta.
Alimentando-se de pequenos crustáceos, algas, moluscos e outros peixes existentes nas bacias hidrográficas por onde proliferam.
Existem nas águas Peninsulares 5 espécies de Barbos, segundo indicações do livro vermelho dos vertebrados de Portugal, nenhuma das espécies se encontra em vias de extinção, no entanto a espécie Barbus comizo está ameaçado ou em perigo.
Esta situação pode estar relacionada com construção de barragens que não estão preparadas para as migrações na época de acasalamento e posturas, à poluição, à pesca excessiva a alterações climáticas , alterações do habitat.

                                                                       Alburno
Nome cientifico : Alburnus alburn
É mais uma das espécies introduzidas recentemente em Portugal.
Esta espécie é de momento uma das fontes de alimento no predadores que existem nas águas de Portugal e Espanha.
Trata-se de um pequeno ciprinídeo, bastante parecido com o escalo. É no entanto mais espalmado e de cor prateada, com o dorso esverdeado escuro, por oposição ao dourado do escalo. É bastante activo e encontra-se sempre em busca de comida, normalmente em pequenos cardumes desorganizados e junto à superfície da água. Alimenta-se de plâncton e pequenos insectos, crustáceos, larvas e tudo o que possa servir de alimento para refrear a sua voracidade. Os ovos são postos na areia, cascalho ou rocha, a baixa profundidade. Cresce até cerca dos vinte centímetros.
Em anos de calor mais intenso pode ter até 4 posturas.
Fonte parcial do texto e foto: http://barragemstac.blogspot.com/

Para a pesca ao Barbo podem ser utilizados os mais variados tipos de amostra que geralmente se utilizam para a pesca ao Black Bass, Lúcio e LucioPerca.
A sua utilização varia com a época do ano coincidindo com as movimentações dos cardumes dos Alburnos, temperaturas da água, temperatura ambiente e todos aqueles factores comuns à pesca de predadores.
Em zonas de grande profundidade, em épocas mais frias ou durante o Inverno, podemos procurar os Barbos com amostras de profundidade, alternando um spinning lento com paragens e toques pelo fundo.
Algumas das amostras que nos podem dar frutos são do género das Rapala Clanckin Rap. 
Com os cranks de profundidade como os Norman lures e as Lucky Craft também podem realizar boas Capturas.
                                                     Foto:delawaretrophybass.com
                                                               Foto:insideline.net
As amostras articuladas também resultam sejam elas de plástico duro como as River2Sea V-joint ou moles como as revolucionárias e muito realistas Sébile Magic Swimmer.
                                                                     Foto:http://www.peche-leurre-evolution.com
Quando o tempo aquece e os cardumes de Alburnos se movimentam por todas as camadas de água, a pesca com Spinnerbaits, Vinis, Popers e Passeantes como as Headon Zara Spook podem funcionar na perfeição. 

                                                       Foto:http://www.basstackledepot.com   
                                                         Foto:fish-buzzers.blogspot.com
Fica o registo das pescas com inúmeras capturas capturas de Barbos, alguns com mais 5kgs.








Um próximo artigo será dedicado à pesca de um predador que agora já se encontra em algumas das nossas albufeiras e rios; o Lucio

Sargos - Em época fraca dia razoável

Apesar do frio e da época não ser a melhor para pescar aos sargos mesmo assim eu e o Nuno fomos dar uma volta para fazer uns lançamentos e usufruir um bocado do ar do mar.
Como seria de esperar o peixe estava em pouca quantidade e só ia dando sinal da sua presença de vez em quando apesar de as condições de mar estarem bastante boas.
Eu e o Nuno começámos por pescar em locais diferentes, o Nuno numa zona de mar bruto e eu numa zona de mar mais calmo. Foi com umas colheres de engodo que consegui encostar alguns sargos e realizar algumas capturas que já deram para estar entretido.
De tarde batemos uma frente de mar muito forte e oxigenado mas devido à violência da rebentação estava bastante difícil pescar na zona. No meu caso ainda consegui ferrar nesta zona um sargo grande que devido às condições acabou por partir o estralho.
Apesar do frio e das condições deu para relaxar e ainda fazer o gosto ao dedo com uns sargos.
As minhas capturas deste dia

Cumprimentos
Sérgio Tente

Pescatugateam - Digressão à Galiza - Janeiro 2012

Para começar bem o ano de 2012 com ares novos a rapaziada do Pescatugateam combinou mais uma digressão até à Galiza.
Desta vez os sortudos foram o Pedro Batalha, o Nuno Costa, o Bernardo Cardoso e Sérgio Tente.
Devido ao facto de a ultima digressão ter sido excepcional em termos de convívio e tudo o resto que englobou a digressão era muita a expectativa de voltar e passar uns momentos inesquecíveis com a rapaziada junta.
Desta vez o destino foi mais a norte e o rumo foi até à zona da Corunha onde nunca tinhamos estado portanto foi num espírito de descoberta que arrancámos.
Partimos na 6ª feira por volta da meia noite e como a viagem foi de 600km e paragens pelo meio a chegada aconteceu passadas mais de 6 horas e já com o dia a nascer.
Observámos e analisámos algumas zonas antes de iniciar a jornada e então começou a grande questão "onde pescar se isto tem tudo bom aspeto?". Como entre nós existem algumas ideias diferentes sobre abordagens de pesca optámos por nos dividir por zonas diferentes. O Pedro e o Bernardo começaram por um local mais fundo, numa furna de mar bem batido enquanto eu e o Nuno optámos por um local de águas mais baixas.
Começou bem o Pedro com 6 sargos ferrados em 7 lançamentos mas assim como começou bem depressa acabou com os peixes a sairem do pesqueiro e a não darem mais sinais de vida.
No meu caso optei por um local em que existia pouca água mas que achei que com a subida da maré ia proporcionar umas condições excelentes de pesca e assim foi. Eu e o Nuno começámos a bater a mesma zona e logo de início quase todos os lançamentos davam picadas com peixe a sair, a desferrar e alguns sargos grandes a partir. Nesta fase da subida o mar acabou por crescer consideravelmente tornando a zona em que estávamos algo perigosa com as vagas grandes a "comer" o pesqueiro e com as pedras molhadas a serem autênticas armadilhas.
Os sargos iam dando sinal e lá fui compondo uma poça de água com as capturas. Nesta fase o Nuno consegue as duas melhores capturas da digressão com 2 sargos na casa do 1.4kg e na mesma fase eu consigo ferrar 3 sargos dos quais não consegui fazer nada. Num canal bem fundo entre pedras consegui ferrar autênticos comboios que tinham uma crença muito vincada em afundar e fugir para trás de umas pedras das quais era quase impossível tirá-los, foi uma pena pois eram concerteza excelentes exemplares.
Na vazante e já com o Pedro e o Bernardo a pescar em águas baixas o peixe fraquejou um pouco e até final do dia ia saindo um outro sargo mas com pouco ritmo. O cançasso, a chuva e o frio nesta altura também já só pediam Hotel, um banho quente, comer qualquer e descançar.
Neste primeiro dia de pesca saliento para além das capturas uma quantidade enorme de sargos a desferrar e a partir principalmente pelas dificuldades dos pesqueiros com alguns obstáculos e quase todos os sargos virem ferrados pelo beiço. Uma curiosidade importante é que o facto de termos levado engodo não fez qualquer diferença não tendo em nenhum dos dias sentido peixe a entrar ao engodo.
Já no Hotel tivemos a amabilidade do seu dono que nos guardou as capturas numa câmara frigorifica proporcionando assim que o pescado tivesse vindo em excelentes condições.
Depois de uma banho, juntámos os petiscos num quarto, compraram-se umas cervejolas, convívio e depois ainda se seguiu uma ida ao café do Hotel onde se conversou um bom bocado pretexto também para beber mais umas cervejolas e tirar elações daquilo que tinha sido este primeiro dia de pesca. Depois foi cair na cama dormir meia duzia de horas (que pareceram minutos) e acordar ainda de noite para um segundo dia de pesca.
No segundo dia uma das opções seriam uns pesqueiros daqueles de encher o olho mas acabámos por desitir tal não era a dificuldade do caminho (pensando claro que ainda tinhamos um dia inteiro de pesca pela frente e mais 600km de viagem até casa).
Optámos por ficar na mesma zona e acabámos ao longo do dia por andar a saltar de pesqueiro em pesqueiro com o objectivo também de percebermos quais os hábitos dos cardumes de sargos na zona.
A chegada aos pesqueiros mostrou-nos logo que provavelmente seria um dia difícil já que o mar tinha caído muito, as águas estavam lusas e o dia apresentava-se com céu pouco nublado.
O Pedro foi o primeiro a iniciar a pesca tendo corrido uma série de pesqueiros sem sucesso. No meu caso e dos restantes aproveitou-se para espreitar na maré vazia os buracos onde pescariamos e as zonas com mais comida. Curiosamente as pedras na zona não tinham muito alimento com apenas alguns mexilões míudos e com algumas pedras com percebe que quando tinha era enorme. As pedras tinham sim muito limo vermelho e será importante mais à frente falar sobre isso.
Iniciámos todos a pesca "a sério" perto da hora de almoço e apesar de o céu ter tapado e o mar ter crescido qualquer coisa a presença dos sargos foi muito à quem das expetativas. Apesar de termos corrido uma série de pesqueiros diferentes sentia-se muito pouco peixe e os que iam aparecendo não eram grandes ou pelo menos aqueles que estávamos à espera.
Nesta fase o Pedro escolheu um "acantilado" onde ninguêm tinha experimentado e teve um "dejá-vu" do dia anterior com 6 peixes em 7 lançamentos e assim como no dia anterior tal como apareceram desapareceram não dando qualquer sinal daí para a frente. Eu e Nuno optámos de novo pelas águas baixas e também sem grande sucesso. Neste dia o peixe para além de ser em pouca quantidade também vinha todo pelo beiço (nas águas baixas) o que fez com que tivèssemos perdido alguns sargos na luta e a içar.
Depois foi arrumar as coisas passar pelo Hotel, agradecer a amabibildade pela forma como fomos recebidos (como tem sido sempre timbre na Galiza) e toca a arrancar para casa.
Voltando um pouco atrás e falando do sargo em si apercebi-me que os peixes tem na sua dieta as tais algas veremelhas muito abundantes nas pedras locais que depois de os amanhar se percebe bem que sim. Na minha opinião e de todos os que tem comido os sargos que tem vindo da Galiza o sabor do peixe não sendo mau claro fica uns furos abaixo dos nossos. Provavelmente poderá ser da altura do ano mas já aconteceu o mesmo no ano passado e em altura diferente. Depois de provar e comprovar tenho que dizer a titulo de curiosidade que os nossos sargos em termos de sabor tem mais qualidade.
Relativamente à digressão em si podemos dizer que mais uma vez foi excepcional com grandes momentos de pesca e convívio. Deu para estudar mais um pouco os hábitos e caracteristicas de peixe e pesqueiros na costa galega assim como conhecer pesqueiros e paisagens de beleza extraordinária. Não tendo sido forte em peixe mesmo assim deu para todos fazerem o gosto ao dedo e trazer uns sargos de bom tamanho para casa.
Esperamos que se repita muito em breve pois para nós Pescatugateam as digressões à Galiza já fazem parte do calendário anual.
À chagada fomos recebidos com um dia cinzento, frio e chuvoso

Tirando as primeiras impressões ainda cheios de sono

A zona de pesca à maré vazia
Observando os pesqueiros fundos

A minha "arrecadação"

Em pose de final de jornada


Resultado da minha pesca do 1º dia



As capturas do Nuno no 1º dia


Os 2 melhores exemplares da digressão


Bom lote do Pedro nos peixes do 1º dia

Dos bonitos exemplares do Pedro



Estávamos na Galiza portanto bebeu-se "Estrela Galicia"


Um dos pesqueiros do 2º dia...magnífico mas só de maré vazia


Içando um sargo


Dois bonitos exemplares


Nuno e Bernardo em ação de pesca

Pedro em ação de pesca

Capturas do Nuno no 2º dia

4 bonitos exemplares



Bonitos exemplares do Bernardo


Capturas do Pedro no 2º dia


Até breve Galiza
Cumprimentos Pescatugateam

Sargos - Prendas de Natal

Como costuma ser um hábito no dia seguinte ao Natal o Pescatugateam realiza um pescaria/convívio e este ano não foi excepção.

Na companhia do Nuno, do Kiko e do António Júlio passámos um dia bem agradável apesar do frio que se fez sentir.

Quanto a peixe não foi grande coisa, o mar estava com umas condições perfeitas mas o peixe não abeirou em grande quantidade. Com os pesqueiros a meter muita areia foi necessário mudar de pesqueiro para fazer alguma coisa que se visse.

Com a maré cheia lá encostaram uns sargos que deram para estar entretidos mas com um ritmo fraco e com muito peixe pequeno.

Por todos devemos ter realizado cerca de 40 capturas incluindo os peixes pequenos que devolvemos. Os sargos que se aproveitaram eram na casa das 400/500g tendo apenas aparecido 4 exemplares de realce.

De qualquer forma foi um belo dia de convívio como é timbre do Team Pescatuga.


Deixo-vos a foto dos meus dois exemplares maiores que considerei "prendinhas de natal". Das 18 capturas que realizei só guardei 9 e partilho convosco a foto de 2 bonitos sargos que pela beleza e porte mereciam uma foto para mais tarde recordar.




Cumprimentos e um grande 2012 a todos

Sérgio Tente

Artigo - Mundo da Pesca

Está já disponível a revista Mundo da Pesca nº131 do mês de Janeiro da qual faz parte um artigo sobre Pesca à bóia na zona dos Remédios em Peniche elaborado por Sérgio Tente.
Num artigo de 4 páginas faz-se referência a este destino de pesca com conselhos e dicas sobre pesca à bóia no local e ainda com fotos em acção de pesca.
Espero que gostem.



Cumprimentos
Sérgio Tente

Sargos - Final de tarde em grande

Para aproveitar uma folgazinha de mar e de vento conbinei com o amigo Nuno Costa e com António Julio fazer uma pescazinha aos sargos à bóia.
Como o tempo já não perdoa e o frio já aperta saímos de casa um pouco depois do que costuma ser normal para as nossas jornadas. Manhã de muito nevoeiro também dificultou a viagem que teve de ser feita com cuidados redobrados e bem mais devagar.
Escolhemos um cantinho do nosso roteiro de inverno e toca a ir observar as condições.
Encontrámos um mar lindo, azulão e oxigenado mas com uma ondulação enorme com sets na casa dos 3 metros. Escolhemos um pesqueiro alto e na parte da manhã os resultados foram bastante fracos tendo entre os 3 conseguido apenas 5 sargos todos na casa das 400g.
Parámos para uma almoçarada num restaurante da zona e nas calmas lá se falou do planeamento da pesca de tarde. Com o mar a cair para o final do dia e a maré às 17:45h, hora em que já é praticamente de noite foi com calma e tempo que abordámos o novo pesqueiro.
Iniciada a pesca e mesmo com pouca água começámos logo a sentir uns peixes e alguns de bom tamanho a partir de imediato.
Nas 2 ultimas horas os peixes entraram com a maré e foi um final de dia bem a gosto.
Conseguimos dar com os sargos a comer numas pedras um pouco longe dos pesqueiros e foi como se costuma dizer "sempre a haviar". Todos os lançamentos davam ferrgens, toques ou peixe a partir/desferrar. Foram 2 horas de grande divertimento para nós como momentos de pesca de topo com umas molhas pelo meio e deu para todos fazerem uns peixes.
Foi sem duvida daqueles finais de dia que gostava de ter regularmente...muito bom.

A minha pesca que totalizou 11kg com o maior exemplar a pesar 1.150g. Os sargos estavam incrivelmente gordos e proporcionaram lutas bem espataculares.







Cumprimentos

Sérgio Tente