Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

Sargos - Em época fraca dia razoável

Apesar do frio e da época não ser a melhor para pescar aos sargos mesmo assim eu e o Nuno fomos dar uma volta para fazer uns lançamentos e usufruir um bocado do ar do mar.
Como seria de esperar o peixe estava em pouca quantidade e só ia dando sinal da sua presença de vez em quando apesar de as condições de mar estarem bastante boas.
Eu e o Nuno começámos por pescar em locais diferentes, o Nuno numa zona de mar bruto e eu numa zona de mar mais calmo. Foi com umas colheres de engodo que consegui encostar alguns sargos e realizar algumas capturas que já deram para estar entretido.
De tarde batemos uma frente de mar muito forte e oxigenado mas devido à violência da rebentação estava bastante difícil pescar na zona. No meu caso ainda consegui ferrar nesta zona um sargo grande que devido às condições acabou por partir o estralho.
Apesar do frio e das condições deu para relaxar e ainda fazer o gosto ao dedo com uns sargos.
As minhas capturas deste dia

Cumprimentos
Sérgio Tente

Pescatugateam - Digressão à Galiza - Janeiro 2012

Para começar bem o ano de 2012 com ares novos a rapaziada do Pescatugateam combinou mais uma digressão até à Galiza.
Desta vez os sortudos foram o Pedro Batalha, o Nuno Costa, o Bernardo Cardoso e Sérgio Tente.
Devido ao facto de a ultima digressão ter sido excepcional em termos de convívio e tudo o resto que englobou a digressão era muita a expectativa de voltar e passar uns momentos inesquecíveis com a rapaziada junta.
Desta vez o destino foi mais a norte e o rumo foi até à zona da Corunha onde nunca tinhamos estado portanto foi num espírito de descoberta que arrancámos.
Partimos na 6ª feira por volta da meia noite e como a viagem foi de 600km e paragens pelo meio a chegada aconteceu passadas mais de 6 horas e já com o dia a nascer.
Observámos e analisámos algumas zonas antes de iniciar a jornada e então começou a grande questão "onde pescar se isto tem tudo bom aspeto?". Como entre nós existem algumas ideias diferentes sobre abordagens de pesca optámos por nos dividir por zonas diferentes. O Pedro e o Bernardo começaram por um local mais fundo, numa furna de mar bem batido enquanto eu e o Nuno optámos por um local de águas mais baixas.
Começou bem o Pedro com 6 sargos ferrados em 7 lançamentos mas assim como começou bem depressa acabou com os peixes a sairem do pesqueiro e a não darem mais sinais de vida.
No meu caso optei por um local em que existia pouca água mas que achei que com a subida da maré ia proporcionar umas condições excelentes de pesca e assim foi. Eu e o Nuno começámos a bater a mesma zona e logo de início quase todos os lançamentos davam picadas com peixe a sair, a desferrar e alguns sargos grandes a partir. Nesta fase da subida o mar acabou por crescer consideravelmente tornando a zona em que estávamos algo perigosa com as vagas grandes a "comer" o pesqueiro e com as pedras molhadas a serem autênticas armadilhas.
Os sargos iam dando sinal e lá fui compondo uma poça de água com as capturas. Nesta fase o Nuno consegue as duas melhores capturas da digressão com 2 sargos na casa do 1.4kg e na mesma fase eu consigo ferrar 3 sargos dos quais não consegui fazer nada. Num canal bem fundo entre pedras consegui ferrar autênticos comboios que tinham uma crença muito vincada em afundar e fugir para trás de umas pedras das quais era quase impossível tirá-los, foi uma pena pois eram concerteza excelentes exemplares.
Na vazante e já com o Pedro e o Bernardo a pescar em águas baixas o peixe fraquejou um pouco e até final do dia ia saindo um outro sargo mas com pouco ritmo. O cançasso, a chuva e o frio nesta altura também já só pediam Hotel, um banho quente, comer qualquer e descançar.
Neste primeiro dia de pesca saliento para além das capturas uma quantidade enorme de sargos a desferrar e a partir principalmente pelas dificuldades dos pesqueiros com alguns obstáculos e quase todos os sargos virem ferrados pelo beiço. Uma curiosidade importante é que o facto de termos levado engodo não fez qualquer diferença não tendo em nenhum dos dias sentido peixe a entrar ao engodo.
Já no Hotel tivemos a amabilidade do seu dono que nos guardou as capturas numa câmara frigorifica proporcionando assim que o pescado tivesse vindo em excelentes condições.
Depois de uma banho, juntámos os petiscos num quarto, compraram-se umas cervejolas, convívio e depois ainda se seguiu uma ida ao café do Hotel onde se conversou um bom bocado pretexto também para beber mais umas cervejolas e tirar elações daquilo que tinha sido este primeiro dia de pesca. Depois foi cair na cama dormir meia duzia de horas (que pareceram minutos) e acordar ainda de noite para um segundo dia de pesca.
No segundo dia uma das opções seriam uns pesqueiros daqueles de encher o olho mas acabámos por desitir tal não era a dificuldade do caminho (pensando claro que ainda tinhamos um dia inteiro de pesca pela frente e mais 600km de viagem até casa).
Optámos por ficar na mesma zona e acabámos ao longo do dia por andar a saltar de pesqueiro em pesqueiro com o objectivo também de percebermos quais os hábitos dos cardumes de sargos na zona.
A chegada aos pesqueiros mostrou-nos logo que provavelmente seria um dia difícil já que o mar tinha caído muito, as águas estavam lusas e o dia apresentava-se com céu pouco nublado.
O Pedro foi o primeiro a iniciar a pesca tendo corrido uma série de pesqueiros sem sucesso. No meu caso e dos restantes aproveitou-se para espreitar na maré vazia os buracos onde pescariamos e as zonas com mais comida. Curiosamente as pedras na zona não tinham muito alimento com apenas alguns mexilões míudos e com algumas pedras com percebe que quando tinha era enorme. As pedras tinham sim muito limo vermelho e será importante mais à frente falar sobre isso.
Iniciámos todos a pesca "a sério" perto da hora de almoço e apesar de o céu ter tapado e o mar ter crescido qualquer coisa a presença dos sargos foi muito à quem das expetativas. Apesar de termos corrido uma série de pesqueiros diferentes sentia-se muito pouco peixe e os que iam aparecendo não eram grandes ou pelo menos aqueles que estávamos à espera.
Nesta fase o Pedro escolheu um "acantilado" onde ninguêm tinha experimentado e teve um "dejá-vu" do dia anterior com 6 peixes em 7 lançamentos e assim como no dia anterior tal como apareceram desapareceram não dando qualquer sinal daí para a frente. Eu e Nuno optámos de novo pelas águas baixas e também sem grande sucesso. Neste dia o peixe para além de ser em pouca quantidade também vinha todo pelo beiço (nas águas baixas) o que fez com que tivèssemos perdido alguns sargos na luta e a içar.
Depois foi arrumar as coisas passar pelo Hotel, agradecer a amabibildade pela forma como fomos recebidos (como tem sido sempre timbre na Galiza) e toca a arrancar para casa.
Voltando um pouco atrás e falando do sargo em si apercebi-me que os peixes tem na sua dieta as tais algas veremelhas muito abundantes nas pedras locais que depois de os amanhar se percebe bem que sim. Na minha opinião e de todos os que tem comido os sargos que tem vindo da Galiza o sabor do peixe não sendo mau claro fica uns furos abaixo dos nossos. Provavelmente poderá ser da altura do ano mas já aconteceu o mesmo no ano passado e em altura diferente. Depois de provar e comprovar tenho que dizer a titulo de curiosidade que os nossos sargos em termos de sabor tem mais qualidade.
Relativamente à digressão em si podemos dizer que mais uma vez foi excepcional com grandes momentos de pesca e convívio. Deu para estudar mais um pouco os hábitos e caracteristicas de peixe e pesqueiros na costa galega assim como conhecer pesqueiros e paisagens de beleza extraordinária. Não tendo sido forte em peixe mesmo assim deu para todos fazerem o gosto ao dedo e trazer uns sargos de bom tamanho para casa.
Esperamos que se repita muito em breve pois para nós Pescatugateam as digressões à Galiza já fazem parte do calendário anual.
À chagada fomos recebidos com um dia cinzento, frio e chuvoso

Tirando as primeiras impressões ainda cheios de sono

A zona de pesca à maré vazia
Observando os pesqueiros fundos

A minha "arrecadação"

Em pose de final de jornada


Resultado da minha pesca do 1º dia



As capturas do Nuno no 1º dia


Os 2 melhores exemplares da digressão


Bom lote do Pedro nos peixes do 1º dia

Dos bonitos exemplares do Pedro



Estávamos na Galiza portanto bebeu-se "Estrela Galicia"


Um dos pesqueiros do 2º dia...magnífico mas só de maré vazia


Içando um sargo


Dois bonitos exemplares


Nuno e Bernardo em ação de pesca

Pedro em ação de pesca

Capturas do Nuno no 2º dia

4 bonitos exemplares



Bonitos exemplares do Bernardo


Capturas do Pedro no 2º dia


Até breve Galiza
Cumprimentos Pescatugateam

Sargos - Prendas de Natal

Como costuma ser um hábito no dia seguinte ao Natal o Pescatugateam realiza um pescaria/convívio e este ano não foi excepção.

Na companhia do Nuno, do Kiko e do António Júlio passámos um dia bem agradável apesar do frio que se fez sentir.

Quanto a peixe não foi grande coisa, o mar estava com umas condições perfeitas mas o peixe não abeirou em grande quantidade. Com os pesqueiros a meter muita areia foi necessário mudar de pesqueiro para fazer alguma coisa que se visse.

Com a maré cheia lá encostaram uns sargos que deram para estar entretidos mas com um ritmo fraco e com muito peixe pequeno.

Por todos devemos ter realizado cerca de 40 capturas incluindo os peixes pequenos que devolvemos. Os sargos que se aproveitaram eram na casa das 400/500g tendo apenas aparecido 4 exemplares de realce.

De qualquer forma foi um belo dia de convívio como é timbre do Team Pescatuga.


Deixo-vos a foto dos meus dois exemplares maiores que considerei "prendinhas de natal". Das 18 capturas que realizei só guardei 9 e partilho convosco a foto de 2 bonitos sargos que pela beleza e porte mereciam uma foto para mais tarde recordar.




Cumprimentos e um grande 2012 a todos

Sérgio Tente

Artigo - Mundo da Pesca

Está já disponível a revista Mundo da Pesca nº131 do mês de Janeiro da qual faz parte um artigo sobre Pesca à bóia na zona dos Remédios em Peniche elaborado por Sérgio Tente.
Num artigo de 4 páginas faz-se referência a este destino de pesca com conselhos e dicas sobre pesca à bóia no local e ainda com fotos em acção de pesca.
Espero que gostem.



Cumprimentos
Sérgio Tente

Sargos - Final de tarde em grande

Para aproveitar uma folgazinha de mar e de vento conbinei com o amigo Nuno Costa e com António Julio fazer uma pescazinha aos sargos à bóia.
Como o tempo já não perdoa e o frio já aperta saímos de casa um pouco depois do que costuma ser normal para as nossas jornadas. Manhã de muito nevoeiro também dificultou a viagem que teve de ser feita com cuidados redobrados e bem mais devagar.
Escolhemos um cantinho do nosso roteiro de inverno e toca a ir observar as condições.
Encontrámos um mar lindo, azulão e oxigenado mas com uma ondulação enorme com sets na casa dos 3 metros. Escolhemos um pesqueiro alto e na parte da manhã os resultados foram bastante fracos tendo entre os 3 conseguido apenas 5 sargos todos na casa das 400g.
Parámos para uma almoçarada num restaurante da zona e nas calmas lá se falou do planeamento da pesca de tarde. Com o mar a cair para o final do dia e a maré às 17:45h, hora em que já é praticamente de noite foi com calma e tempo que abordámos o novo pesqueiro.
Iniciada a pesca e mesmo com pouca água começámos logo a sentir uns peixes e alguns de bom tamanho a partir de imediato.
Nas 2 ultimas horas os peixes entraram com a maré e foi um final de dia bem a gosto.
Conseguimos dar com os sargos a comer numas pedras um pouco longe dos pesqueiros e foi como se costuma dizer "sempre a haviar". Todos os lançamentos davam ferrgens, toques ou peixe a partir/desferrar. Foram 2 horas de grande divertimento para nós como momentos de pesca de topo com umas molhas pelo meio e deu para todos fazerem uns peixes.
Foi sem duvida daqueles finais de dia que gostava de ter regularmente...muito bom.

A minha pesca que totalizou 11kg com o maior exemplar a pesar 1.150g. Os sargos estavam incrivelmente gordos e proporcionaram lutas bem espataculares.







Cumprimentos

Sérgio Tente

Sargos - Jornadas com mar grande

Para quem gosta de pescar à bóia os dias de mar grande acabam por ser inibidores e muitas vezes fazem mesmo desistir de uma jornada que à partida nos faz pensar desde logo ser uma batalha perdida.
Eu pessoalmente gosto de desafiar alguns desses dias e quando as condições estão quase no limiar do impossível explorar as possibilidades que tais condições em determinados pesqueiros podem/ou não proporcionar.
Como a maioria dos pesqueiros aqui na zona são de pouca profundidade os mares grandes trazem na generalidade ondulação rebentada nas zonas de acção de pesca e portanto só nas 2/3 horas de praia-mar se poderá conseguir pescar.
Quando falo em mares grandes refiro-me a ondulação entre 2.5 e 3.5 metros pois mais do que isso impossibilitará a pesca em mais de 90% das zonas de que falo e onde pesco. Importante será salientar que a direcção do mar também tem toda a influência e em pesqueiros que aguetam uma ondulação de 3 metros de NW pode não aguentar 2.5 metros W ou 3.5 metros de S deixarem pescar num local que 2.5 metros de um outro quadrante não o permita. Ainda a amplitude das marés também terá toda a influência dado que numa maré de lua com uma amplitude na praia-mar de 3.5metros é completamente diferente de uma maré de meia lua de por exemplo 2.7 de amplitude em que a pouca água fará com que as condições sejam quase impraticáveis.
Costuma dizer-se que "mares grandes, peixe grande" e eu apesar de não concordar a 100% com essa teoria (pelo menos não se aplica a todos os pesqueiros) concordo obviamente que o mar forte e oxigenadão faz com que os sargos grandes saiam dos buracos para comer e se deixem enganar com mais facilidade.
Mares grandes permitem também a utilização de materias mais "brutos" precavendo desde logo a possibilidade de algum bom exemplar poder sair-nos em sorte. Com ondulação grande por norma temos águas mais tapadonas (nem sempre claro) o que permite fugir aos fluores e fios finos e apostar noutros diametros já que o peixe anda menos desconfiado e come mais à vontade. Conhecer bem os pesqueiros será essencial pois no pouco espaço de tempo que temos para fazer a jornada há que jogar pela certa e aproveitar cada rasada de mar para tentar capturas.
Há ainda que saber interpretar os mares grandes que se forem de enchio para além de serem perigosos poucas são as vezes que proporcionam pescas razoáveis sendo que na maioria das vezes afastam o peixe. O ideal são os mares certinhos com vagas com espaçamento médio a curto que proporcionem um trabalhar contante e regular do mar.

De seguida relato-vos algumas dessas situações em que com mares grandes consegui tirar algum proveito da jornada e não dar como perdido um dia de pesca.


Jornada 1


Neste dia previam ondulação de NW com 2.8m mas no pesqueiro deparei-me com "sets" que passavam os 3 metros. Num pesqueiro que não chega a ter 5 metros de profundidade à maré cheia é muito. Aproveitei as rasas de mar e a pescar fora numa zona de laje/cabeços e consegui nas 3 horas de maré cheia (1 a encher e 2 a vazar) 17 capturas algumas delas de bom tamanho. Foi uma questão de paciência e vantagem de conhecer bem a zona. Quando o mar deixou cada lançamento deu um peixe ou uma picada falhada.


Aqui ficam os 3 maiores (1.650g; 1.500g; 1.100g)





Jornada 2

Neste dia o mar estava o dobro daquilo que se previa. Ondulação na casa do 3 a 3.5 metros só deixaram fazer alguma coisa porque estava em lua nova e com uma amplitude de maré de 3.7m. No espaço de 2 horas consegui 15 capturas a pescar na escoa da forte rebentação com auxilio de uma boa engodagem de um canal que por norma só mete peixe com mar grande. Aqui o facto de na maré-cheia ter uma profundidade na casa dos 8/10 metros facilitou a pesca mas mesmo assim com 2 horas de vazante já era impossivel pescar.

Sargos na casa das 700/800g




Jornada 3

Neste dia foi dos tais que se pescou mesmo no limite. Ondulação de W na casa dos 3 metros num local de 5/6 metros de profundidade à maré cheia. Em 3 horas de pesca devo ter pescado 45 minutos porque o mar rebentado não deixava fazer quase nada em condições. Nas rasadas e lançando para o local certo ainda consegui ferrar 10 sargos todos grandes com 5 deles a partir nas pedras (mesmo a pescar grosso) e outros 5 que consegui tirar.


5 sargos deram 6kg




Um belo exemplar



Por outro lado nestes dias mesmo que não se consiga fazer uma boa pesca uma coisa é certa a beleza do mar nestes dias é inquestionável e só por isso já temos motivos mais do que suficientes para considerar o nosso tempo muito bem empregue.


Cumprimentos
Sérgio Tente

Achigã - Provavelmente o meu novo record

Sendo que por esta altura já é raro pescar ao achigã pelo facto de o tempo não convidar a tal e a actividade da espécie ser muito mais reduzida foi com grande agrado que consegui mais uma excelente captura de um "micropterus salmoides" de belo porte.
Pelo facto de o mar estar sem condições combinei com o Pedro Batalha e o Francisco Santos ir dar uma volta até ao campo, apanhar um bocado de ar e usufruir da beleza que esta pode proporcionar.
Dia frio, céu tapado e depois de alguns dias de chuva davam poucas expectativas de grande pescaria. Como a maior parte dos locais aqui na zona estão dizimados pela pesca irresponsável de "pescadores" que teimam em arrasar com tudo o que meche tivemos que andar muitos km´s para conseguir algum sossego e possibilidaes de alguma boa captura. Fomos até ao Alentejo e pelo caminho também aproveitámos para comer uns belas bifanas, beber umas cervejolas e meter a conversa em dia.
Quando chegámos ao local da pesca encontrámos a água algo acastanhada e uma ausência completa de actividade. Como pescámos dentro de água de imediato constatámos que a água estava gelada o que ainda deficultaria mais a possibilidade de capturas.
No meu caso escolhi uma pesca de fundo, bem lenta ou quase parada com vinis caçando nos cantos que achei poderem dar algum peixe. Foi desta forma que junto a uma árvore com pequenos toques consegui ferrar um excelente achigã que deu "água pela barbas" com uma luta dignissíma, levando fio sem parar, com cabeçadas brutais, tentando esconder-se em tudo quanto era estrutura que apanhou pelo caminho.
Para além desta captura senti apenas mais dois toques e o Pedro Batalha conseguiu uma captura de um exemplar na casa das 500g.
Como o achigã foi devolvido imediatamente a seguir às fotos não havia balança e fiquei sem saber o peso mais estimámos que poderia andar perto dos 3kg. Medi apenas com palmos e tinha 3 palmos meus que a 22cm cada palmo dá 66cm (o que é muito achigã).
Deixo-vos a fotos.



Cumprimentos
Sérgio Tente

Sargos - A ultima antes do Inverno

Com a diferente disponibilidade dos membros do “team”, é habitual formarmos grupos diferentes quando se trata de ir desfrutar desse grande momento que é uma jornada de pesca. Desta feita, calhou-me a honra e o prazer de contar com a companhia do Kiko, um grande amigo
já anterior ao “recente” grupo pescatuga, e que, chegou a fazer parte de outro grande grupo de amigos da pesca do qual faziam parte os pais de alguns de nós!
Consultando a previsão para esta jornada, sabíamos que seria provavelmente das últimas do ano com condições de mar e tempo tranquilo. Também as temperaturas das águas, nada normais para a época, faziam acreditar que esta seria das últimas oportunidades do ano de fazer capturas em grande quantidade e de bom tamanho.
Devido à distância que nos separa da costa, as nossas jornadas começam sempre muito antes do nascer do dia, e esta não foi excepção. Conversa e paragem para café e chegámos ao pesqueiro
ainda com noite cerrada. Aos primeiros lançamentos à “chumbadinha”, começo a sentir os primeiros peixes, mas devido à pouca prática que tenho nessa técnica, senti muitas dificuldades em ferrar grande parte dos peixes que senti. Quando mudei para a bóia já ao raiar do dia, momento em que o Kiko começa a pescar também, começam a sair os primeiros peixes de bom porte e com uma cadência muito constante.
Ao final da manhã, contando já os dois com uma pesca muito interessante, o Kiko com uma “fezada” num pesqueiro no qual tem tido fortuna, decide tentar a captura de uma dourada. No primeiro lançamento tem uma boa picada e faz sinal a alertar-me para o que se seguiria.
Segundo lançamento e aí está o grito de guerra do Kiko a pedir o auxílio com o chalavar! Como sempre, uma luta gloriosa e um troféu dos que ficam para recordar. Com o alerta dado, decidi tentar a minha sorte também, mas devido ao mar com enchios perigosos que entretanto se tinha instalado, decidi pescar num sítio mais recuado. Em dois lançamentos perdi duas douradas a partir a linha, devido aos poderosos arranques para o abrigo das lajes. Devido a estar recuado, a
linha em tensão partia facilmente ao roçar nas pedras. A partir daí, seguramente devido ao rebuliço instalado, o cardume afastou-se ou afundou e não sentimos mais nada.
Estava feita mais uma jornada para recordar, em grande companhia, com a sensação de dever cumprido e, corpo e a alma rejuvenescidos para mais uma semana de trabalho.
Fica o registo das pescas dos dois, tiradas já em casa, antes daquela que é, para mim, a pior mas tão necessária parte da pesca, a limpeza do material!

Capturas do Francisco
Capturas do Kiko

Cumprimentos
Francisco Santos

Robalos - Mais uma spinadela rápida

Num destes dias eu e o Pedro Batalha decidimos ir fazer meia duzia de lançamentos despois do trabalho. Previa-se um final de tarde sem vento e com mar calmo portanto fomos aproveitar a acalmia pois as abertas para fazer uns lançamentos começam a escassear.
Começámos ainda de dia e fizemos o anoitecer e cerca de hora e meia já de noite. Foi o suficiente para termos realizado umas capturas de robalos, perdido mais uns quantos e ainda devolvido uma série de pequenotes. Mais uma vez os robalos grandes faltaram à chamada.
Deu para divertir e espairecer de um dia de trabalho.
Acabámos a beber uma cervejola e a comer uma bela sandes de alcatra e toca a ir cedinho para casa que no dia seguinte era dia de trabalho.
Aqui ficam as nossas capturas

Cumprimentos
Sérgio Tente

Sargos - Mar que dá....mar que tira

Pois é com a mudança do tempo e entrada dos mares de inverno começou a ser praticamente impratícavel pescar à bóia em muitos dos pesqueiros que frequento.
Como muitas vezes o verdadeiro objectivo é ir dar uma volta, respirar o ar do mar e destressar os dias não se dão por perdidos.
Combinei com o Bernardo ir ver como estavam alguns pesqueiros e ver se os sargos já tinham debandado de vez ou se ainda havia um ou outro que se tivesse atrasado e por outro lado espiar uns buracos para preparar umas batidas ao robalo nas proximas noites frias que se avisinham.
As previsões eram de mar na casa dos 2 metros mas a crescer para 3 à hora da maré, algum vento e a principal preocupação era o espaçamento de onda na casa dos 15 que traria concerteza perigo á zona que optámos bater.
Descendo ao primeiro pesqueiro ainda no lusco-fusco fomos surpreendidos com mar verde e coroas de areia encostadas. Neste primeiro pesqueiro foi quase impossível fazer alguma coisa pois o mar não deixava pescar e a água ia ficando acastanhada da areia que se levantava.
Optámos por agarrar nas coisas e fazer mais uma boa caminhada a pé até um local onde com água seria pelo menos possível fazer as 2/3 horas da maré-cheia.
Pesqueiro manhoso nestas condições mas seria a unica hipotese de pescar neste dia. Mal chegámos fomos logo "abençoados" por uma onda enorme que fez questão de nos meter a escorrer dos pés à cabeça. Retirámos o material da zona e voltámos já que mais molhados do que já estávamos era impossível. Entretanto fizemos algum engodo de guerra e de imediato começámos a sentir sargotes que com o decorrer da pesca se atulharam no pesqueiro. Impressionante o numero de sargotes palmeiros que capturámos nesta jornada e calculo que deviam estar às centenas na zona (motivo de grande satisfação). Pelo meio das capturas e devoluções lá iam aparecendo uns sargos melhores que se guardaram na casa das 400/800g tendo o maior exemplar sido capturado no meu ultimo lançamento e pesou 1.300g. Saliento ainda o meu azar com as douradas pois mais uma vez lá pendurei uma que depois de a ter encostado com cuidadinho acabou por desferrar...é o normal.
O mar foi crescendo muito e tornou a pesca impossível e em termos de segurança as coisas também estavam a descambar pelo que demos por terminada mais uma jornada com um resultado que apesar de fraco superou as expetativas do que se estava à espera com tais condições.

O resultado da nossa pesca




Cumprimentos


Sérgio Tente

Pescatugateam - Digressão à Galiza

Pois é à muito que aqui a rapaziada do pescatugateam andava com a ideia de fazer uma jornada aos sargos pela costa da Galiza e finalmente lá conseguimos organizar as nossas vidas e encher um carro com 4 elementos do team e desta foi de vez.
Eu (Sérgio Tente), o Bernardo Cardoso, o Nuno Costa e o Francisco Santos fomos os aventureiros que tivemos a sorte de "embarcar" nesta digressão que foi no mínimo extraórdinária pelos momentos fabulosos que vivemos neste fim-de-semana que só pecou por ser curto e ter passado a "mil à hora". Pena foi que o Pedro Batalha e o Kiko não tenham podido estar presentes nesta jornada mas nunca nos esquecemos deles e da falta que por lá fizeram no que toca a companheirismo, boa disposição e amizade que disponibilizam sempre.
Em primeiro lugar será importante dizer que não somos uma Team de pesca que se junta só para pescar, somos sim um grupo de verdadeiros amigos que felizmente tem o mesmo gosto/vício (e entenda-se aqui a palavra vício como algo extremamente saudável) por esta actividade que é a pesca.
Sem termos organizado metódicamente a jornada no que toca a destinos fomos com mente aberta para descobrir e perder tempo a ver. Eu pessoalmente já conhecia e já tinha pescado em algumas zonas e desde o Cabo Homem ao Finisterra já tinha estado em muitos locais que só pelo passeio valem a pena pois são lindos. Para o resto da rapaziada era algo totalmente novo e portanto o mais importante era usufruir das paisagens, conhecer novos locais e obviamente pescar.
Saímos de Santarém por volta da meia-noite e fomos por aí a cima nas calmas, com paragens para café, esticar as pernas, e comer alguma coisa, na estrada velocidade reduzida para gastar menos combustível porque o carro ia muito carregado e quase 500km em esforço podem fazer mossa. Na viagem boa disposição com fartura, rir até não poder mais e lá chegámos bem a tempo de iniciar a nossa jornada.
Neste primeiro dia as previsões eram de mar na casa dos 2 metros a crescer para 3 metros ao final do dia, sem vento e com céu algo nublado ou seja condições mais do que suficientes para se apanhar uns peixes.
A verdade é que nas nossas cabeças estava não a vontade de fazer pescas de grandes quantidades mas sim a captura de um exemplar troféu. Como sabemos pelas águas galegas é possível realizar capturas de sargos acima dos 2kg com alguma regularidade e apesar de esta não ser a altura mais forte por lá o certo é que nas nossas cabeças isso pouco interessava e o desejo de conseguir um exemplar desse calibre era sem duvida um dos grandes objectivos de cada um de nós.
Neste primeiro dia tivemos a companhia de 2 amigos que não conheciamos pessoalmente. Eu já tinha falado algumas vezes com o António Simões pelo telefone mas nunca tinha tido o prazer de o conhecer pessoalmente. Neste dia encontrámo-nos mas disso falarei mais à frente.
Depois de amanhecer lá estávamos na zona dos pesqueiros e antes de pescarmos corremos uma série de zonas diferentes já que também tinhamos tempo pois a maré seria apenas ao final do dia. Como nos pesqueiros que tinhamos escolhido o mar estava a ficar muito grande optámos por procurar com mais calma tendo em conta a subida da maré e do mar. Entretanto acabei por falar com o António Simões telefonicamente e como não estávamos muito longe combinámos encontranos e fazer uma jornada em conjunto. Assim foi e foi no meio da uma estrada que acabámos por nos cruzar e conhecer pessoalmente, criando logo ali um ambiente saudável e de boa disposição. Com o António Simões estava o José Reis que também tivemos o prazer de conhecer neste dia.
Arrancámos então para a zona de pesca. Posso dizer que foi excelente principalmente pelo convívio entre todos. Pescou-se, trocaram-se ideias, imperou a boa disposição e ainda por cima sairam uns belos sargos que tornaram o dia fantástico.
A zona de pesca tinha condições muito interessantes, com o mar bem oxigenado, bastante marisco nas pedras o que facilitou a nossa jornada. Por outro lado o facto de o mar ter crescido muito tornou o pesqueiro bastante perigoso com enchios manhosos eque varriam tudo. Tivemos que abandornar o nosso pesqueiro e optar pela segurança de outro.
O Nuno e o Francisco fizeram o pesqueiro (e fizeram-no com muita classe...diga-se de passagem) e conseguiram umas capturas bem interessantes, pena foi terem perdido muito peixe.
Eu e o Bernardo ficamos numa zona perto na companhia do António Simões e do José Reis e foi mais a conversa do que a pesca. A pesca que fomos fazendo foi mais "caça" do que outra coisa mas acabou por dar bons resultados e boas capturas pena foi que como eu estava a pôr os meus sargos numa poça de água veio um enchio maluco e 4 foram à vida (estavam vivos portanto não fiquei muito chateado com a situação). De tarde todos iamos sentido peixe e realizando capturas e isso fez passar rápido o tempo que ia voando. O António e o José Reis entretando foram embora e nós ainda por lá ficámos até anoitecer conseguindo assim mais umas capturas.
O mar no final do dia já metia respeito com vagas grandes a varrer tudo mas mesmo assim o peixe aguentava mas a pesca é que já era difícil de ser feita em condições.
Falando dos amigos (e permitam-me que os trate assim) António Simões e José Reis o que podemos dizer é que são de facto pessoas excelentes com uma maneira de estar na pesca extremamente saudável, prestáveis e de uma boa disposição incrível. Da nossa parte um muito obrigado por tudo. Cito uma frase do António Simões "Viver a pesca pescando amigos".
Final de dia e quase a cairmos para o lado (sim porque estávamos com uma directa em cima, 500km de estrada e uma dia de pesca) fomos para o merecido descanço. Ficámos por Cangas num Apart-Hotel com vista para Vigo onde já tinha ficado anteriormente e onde conheço os donos. Tomar um belo banho, jantar, lavar e acondicionar os peixes e toca a dormir que no dia seguinte havia "guerra" logo pela madrugada.
No segundo dia voltámos à descoberta e experimentámos vários pesqueiros. Mais uma vez como a maré era ao final do dia deu para vasculhar e tentar arranjar um local para tentar uns sargos.
Neste dia o mar apresentáva-se enorme com vagas na casa dos 5 metros portanto todo o cuidado era pouco até porque quando não se conhece não se pode inventar e muito menos arriscar.
Começámos por uma zona muito funda com algum aspecto mas que apresentava águas verdes. Neste primeiro pesqueiro não se sentiu nada apesar de a maré ainda estar algo vazia não "acreditámos" no local e toda de abalar.
No segundo pesqueiro, mar com uma cor maravilhosa mas com muito limo. A ausência de comida nas pedras também nos fez desistir deste onde perdemos tempo precioso e quando demos por nós faltavam cerca de 3 horas para anoitecer e consequentemente dar por terminada a nossa jornada.
Dirigimo-nos s um terceiro local este com um aspecto não muito apetecível (à primeira vista). O Nuno e o Francisco escolheram uma zona de mar forte, com balcões e pedras marisqueiras mas acabaram por ser traídos pelo facto de o mar ter muita força e não ter criado condições para fazer uma pesca em condições o que acabou por ser fatal e proporcionar um reduzido número de capturas por parte deles.
Eu e o Bernardo acabámos por ficar num local que à pertida não tinha grande apecto mas que me chamou a atenção pelo trabalhar regular do mar e pelo facto de ter uns cabeços submersos que podiam proporcionar alguma coisa. Assim foi, fizemos pesqueiro e de imediato entraram sargos. As capturas eram constantes e pelo meio muitos foram os peixes que partiram e desferraram. Conseguimos os dois uma pesca muito agradável e ritmada no espaço de 2 horas. Pelo meio ferrei aquele que seria o grande exemplar da jornada mas como não o consegui encalhar acabei por perdê-lo. O resultado final ainda acabou por ser bastante bom.
Como tudo o que é bom acaba depressa foi arrancar para baixo e fazer mais 500km até Santarém.
Em suma foi um fim-de-semana extraórdinário com muito boa disposição, alma lavada, pesca q.b. e ainda com capturas. Faltou então o "tal" sargo troféu...fica para a proxima que espermos que seja em breve.




O Pescatugateam (Nuno, Sérgio, Bernardo e Francisco)


Pescatugateam em acção de pesca


(Sérgio Tente e Bernardo Cardoso)


(Nuno Costa)


(Francisco Santos)


A paisagem maravilhosa




O amanhecer com um mar enorme




O aspecto de um pesqueiro à maré vazia




Daqueles pesqueiros que prometem...




Mar excelente




Aspecto não lhe faltava




Observando os pesqueiros (Francisco, Nuno e Bernardo)





Depoois do merecido descando a Team pronta para o 2º Dia na Galiza





O 1º sargo da digressão





O maior exemplar do 1º Dia






Os sargos do Nuno - Pesca do 1º dia






Os negros da Galiza - Pesca 1º Dia (Sérgio Tente)





Teca-TugaTeam






Teca-TugaTeam2





Bonito exemplar do Bernardo





O 1º do 2º dia





O meu maior exmplar e maior da digressão (muito longe dos desejados sargalhões galegos)





O resultado da minha pesca do 2º dia





O resultado da pesca do Bernardo no 2º dia





O Pescatugateam e os amigos António Simões e José Reis





Para terminar aqui fica mais uma foto da rapaziada já com cara de saudades...até breve Galiza!!








Cumprimentos
Pescatugateam