É claro que o titulo deste artigo nada tem a ver com a realidade, é mais uma brincadeira que nós aqui no pescatuga temos uns com os outros a quando de uma boa captura.
Capturar uma Dourada à bóia com 4kg ou mais, é decerto um momento para ficar sempre registado nas nossas memórias pessoais.
A 1ª arrancada é dela, 40, 50mts ou mais....haja fio no carreto e sorte à mistura, sentir que o peixe está por entre rochas submersas, procurando sempre um local de abrigo, torna a captura sempre imprevisível até ao último momento.
Irei aproveitar este artigo para desenvolver algumas questões que me têm colocado.
Conhecer o fundo do pesqueiro é uma mais valia para derrotar as grandes Douradas, a morfologia deste é um factor determinante para sabermos até onde podemos forçar o equipamento.
- Logicamente que em fundos de areia podemos forçar mais até ao limite as nossas linhas.
- Em fundos mistos convém saber onde está ou estão, aqueles rochas de que tanto os peixes gostam para se abrigar e tentar escapar.
Forçar um pouco para o lado contrário ou tentar abrandar o arranque forçando pode ser decisivo.
-Fundos em caneiros de pedra, tentar sempre trabalhar o peixe paralelamente aos caneiros.
-Fundos só de pedra ou maioritariamente de pedra, pessoalmente deixo as Douradas levarem a linha que quiserem nos 1ºs arranques.
Por vezes até param entocadas entre as rochas, nessa altura relaxe, sente-se, fume um cigarro, mas sempre com tensão na cana, nunca afrouxe, é imprescindível estar sempre a sentir tensão, por norma acabam por sair preferindo o mar aberto.
As douradas têm placas ovais convexas no céu da boca e na parte inferior, assim como molares, em suma a boca da Dourada é bastante rija, se o anzol estiver mal espetado, afrouxar a linha é meio caminho para se desferrar.
As águas;
-Em águas calmas e pouco oxigenadas, a tarefa é sempre mais difícil, por vários motivos, a apresentação do isco deverá ser mais trabalhada ou natural.
-As linhas mais finas, a nossa presença mais refundida para que a nossa sombra se torne menos visível..etc.
-E quando se consegue ferrar uma, é quase certo que irá para o fundo, procurar todos os buracos e reentrâncias possíveis para se esconder e fugir.
Procure por uma escoa, ( zona de águas mais mexidas devido ao recuo da onda) para trabalhar a Dourada, pode parecer um contraceno, mas as escoas fazem-nas subir e sair do fundo.
É certo que teremos a Dourada de lado a aproveitar a força da água, mas estará fora das rochas submersas.
Depois com calma e com o auxilio de xalavar ou do cesto, teremos um troféu para mais tarde recordar.
Estes são apenas alguns apontamentos pessoais, referem-se a pesqueiros de costa, em mar aberto.
Nunca esquecer que todas as capturas têm a sua particularidade e na pesca não há uma ciência exacta.
Muito mais há para escrever e num próximo artigo tentarei falar, dos materiais e o porquê da sua utilização.
Abraço
Pedro Batalha































































