Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

A pesca está de luto


A vida traz nos momentos tristes como este, quem o conheceu sabe o empenho e dedicação que dedicou à divulgação da pesca com artificiais em Portugal.
Ao sonho e concretização de ter um espaço com garantias de sucesso e reconhecimento além fronteiras.
Obrigado por tudo Luís Vicêncio

Considerações sobre canas

Este é um artigo de inteira responsabilidade do Sérgio Tente.
Já foi antes publicado no fórum OceanoIbérico, irá ser aqui também publicado pelo seu excelente conteúdo informativo.

"Muito se poderia falar acerca do material disponível no mercado em relação a canas de bóia mas neste tópico esse não será o principal objectivo.
Seria interessante deixarmos aqui algumas das nossas "crenças" pessoais acerca das canas que utilizamos neste tipo de pesca e os "porquês" dessas escolhas.
Todos os amantes deste tipo de pesca já tiveram com certeza uma variedade de varas de diferentes marcas procurando a cada compra que faz a sua cana de sonho. Mas afinal o que é para nós uma cana de sonho ou a cana perfeita?

Algumas considerações (pessoalmente falando):

Em primeiro lugar temos que saber aceitar que nem todos os pescadores tem os mesmos gostos, ideias e necessidades e aquilo que para nós parece o perfeito pode ser para outra pessoa algo banal ou mesmo dispensável, portanto acho que é mais do que aceitável que no mínimo se respeitem os gostos e preferências dos outros.
Muitas vezes existe a tendência de que quem não tem bom material não é bom pescador o que na minha opinião é totalmente incorreto. Não são raras as vezes que encontro pescadores extremamente bem equipados que no final de uma jornada não conseguiram realizar capturas e ao invés pescadores que utilizam material teoricamente fraco fazerem grandes pescarias.
Considero que numa primeira abordagem devemos procurar aprender e a cada jornada que fazemos aprendemos algo de novo, depois à medida que vamos aperfeiçoando a nossa técnica irmos também "alimentando" as nossas necessidades.
Quando se começa a pescar à bóia não se sente a necessidade de ter 3 ou 4 canas para diferentes cenários mas passados alguns anos já temos a ideia de que para aquele pesqueiro, para aquele tipo de mar, para aquela falésia, etc., etc., seria mais indicado pescar com uma cana de acção X e não de acção Y e assim vão aparecendo os resultados.
Uma coisa que tenho aprendido ao longo destes ultimos anos é que quando pescamos de Norte a Sul vamos vendo que cada zona tem as suas tradições e os seus materiais preferidos. Por exemplo quando se vai até à Figueira da Foz é quase uma bandeira local ver os pescadores da zona utilizarem canas grauvell e noutras zonas do país acontece o mesmo com outras marcas e modelos.

Preferências pessoais:

Neste campo as hipoteses de escolha são muitas e cada um de nós vai construindo as suas tais "crenças" e acreditando naquilo que lhe proporciona resultados visíveis.
Na minha optica considero-me um pescador em fase de aprendizagem mas já consegui criar preferências claras acerca das características mais indicadas para as minhas necessidades.
O meu tipo de pesca preferido é a pesca à bóia de preferência com pião mas também gosto de fazer outros tipos de pesca à bóia com características e abordagens bem diferentes:

Algumas abordagens:

- Pesca com pião médio ou grande (+ de 30 gramas)
- Pesca com pião pequeno (- de 30 gramas)
- Pesca com bóias tipo caneta de média gramagem
- Pesca com bóias tipo caneta de gramagem leve

Para estas diferentes abordagens concerteza que uma unica cana serviria mas na minha opinião pessoal preferia utilizar (e utilizo) três canas diferentes todas de 6 metros. Deixei de pescar (com muita pena minha) com canas de 7 metros devido a um problema que tenho nas costas e não tenho nenhuma de 5 metros porque considero 6 metros uma cana mais completa e versátil.



No caso da primeira cana da imagem uma cana mais rija adequada a mares médios e fortes com uma acção até 100g. Utilização de piões pesados e ideal para pescas "brutas" e exigentes.
No caso da segunda cana é a cana que utilizei durante estes últimos 4 anos em muitas das jornadas e tive também uma de 7 metros. Esta cana que considero intermédia é aquilo que considero "pau para toda a obra" mas em mares muito fortes perde um pouco as suas qualidades. Tem uma acção até 80 gramas
No caso da ultima, uma cana muito macia utilizo para pescas muito suaves e com bóias leves. Gosto muito de pescar aos carapaus e às Safias com ela. Tem uma acção de 8-80g.
Pesquei também algum tempo com uma Hiro Power X de 7 metros (das antigas) e gostava bastante da cana. Acção de 20-80g era uma cana macia mas muito certinha nas ferragens.

P.S. - Não quero com isto fazer qualquer tipo de publicidade seja a marcas ou a modelos mas apenas mostrar as minhas preferências

No caso da pesca com pião gosto utilizar canas de acção semiparabólica ou progressiva com características mais "rijas" mas para mares mais calmos utilizando piões leves (15/20g) gosto de uma cana mais macia. No caso de pescas suaves com bóias leves e fios finos uma cana com uma acção tipo 8-80g.

Uma cana certinha, pouco "bambalhona" pode ajudar muito mantendo o fio esticado, o correcto trabalhar da montagem, ferragem e trabalhar do peixe.





Não quer obviamente dizer que estas sejam as opções mais adequadas ou muito menos as mais correctas mas de facto são aquelas que mais me agradam.
Quando pescamos em diferentes cenários e pesqueiros com características especificas também acabamos por nos tornar mais selectivos nas canas que escolhemos:

Exemplos de alguns cenários de pesca:

- Em molhes ou pontões
- Em pesqueiros ao nível da água.
- Em pesqueiros baixos (3 a 5 metros de altura)
- Em pesqueiros altos ou falésias.
- Em pesqueiros com muitos obstáculos à sua frente (rochas)

Para estes diferentes cenários pensamos de imediato no tamanho das canas que na minha opinião devem ter entre 5 e 7 metros. Por exemplo quando estamos a pescar num molhe onde temos uma grande quantidade de pés de galo à nossa frente ou num pesqueiro com muita rocha à nossa frente considero que uma cana de 7 metros pode fazer toda a diferença no momento de tirar o peixe da água mas se a estivermos a falar de uma cana parabólica vamos ter de novo um problema e os 7 metros já não vão ser tão vantajosos. Em pesqueiros baixos ou junto à água com poucos obstáculos uma cana de 5 ou 6 metros será mais indicada e também mais "amiga" das costas do pescador. Pescando alto ou em falésia será aconselhável utilizar 6 ou 7 metros de preferência semiparabóbila ou progressiva porque se torna uma segurança no momento de içar e recolher o peixe não deixando que o fio venha muito junto à parede da falésia correndo assim o risco de partir.
Neste caso mais uma vez vamos ao longo dos tempos criando uma base de dados mental que nos proporciona que possamos organizar a nossa jornada consoante as características do local ou pesqueiro que escolhemos prevenindo desta forma eventuais contratempos ou dificuldades inesperadas.
Terminando esta parte será também importante dizer que existem muitos pescadores a pescar nestes cenários que utilizam outros materias bem diferentes como canas de acção elevada, fundo, chumbadinha, etc., etc., e também conseguem grandes resultados o que mais uma vez prova que a adapatabilidade do pescador ao local de pesca pode fazer toda a diferença.

Ferrar e "matar" o peixe

A ferragem do peixe é como sabemos um factor que pode fazer toda a diferença no final da jornada . Muitas vezes acabamos a jornada a dizer "epá o peixe estava a comer mal" ou "desferrei muito peixe" ou ainda "não conseguia ferrar peixe nenhum". É bem verdade que a forma de o peixe comer varia bastante de um dia para o outro, seja consequênia da lua, cor da água, luminosidade, etc., etc., o que é um facto é que por vezes também se facilita e não se muda a montagem ou a cana com que se está a pescar.



Com mares calmos pessoalmente gosto de utilizar uma cana mais "macia" porque aliado ao material mais suave (bóias leves e fios finos) conseguimos muitas vezes realizar mais ferragens do que quando estamos com canas rijas.
Em mares grandes com ondulação forte e grandes escoas claramente que a cana rija vai trabalhar melhor a montagem e no momento da ferragem será muito mais eficaz.
No que toca a "matar" o peixe uma cana de 7 metros "acaba" muito mais depressa com as investidas de um peixe do que uma de 5 metros, isto claro, aliado ao correcto ajuste ou trabalhar do carreto e da sensibilidade do pescador.

Pescando com mar calmo e materiais suaves pode ter as suas recompensas



Exemplar de 1.600g capturado com mar quase parado, material suave e cana com uma acção de 10-80g.



Resistência das Varas

A resistêcia das nossas canas de bóia é um assunto que muito tem sido discutido. Muitos de nós quando pensa em adquirir uma cana para pescar à bóia um dos primeiros factores que nos preocupa é "quanto peso levanta". Se é certo que existem varas extremamente resistentes eu pessoalmente considero que ter um cesto/rabeca é quase mais importante do que ter uma cana que tem escrito no rótulo que está testada para 4,5 ou 9kg. Claro é que se foram testadas a içar estes pesos garante ao pescador uma certa confiança e credibilidade no momento dos grandes "testes".
Quando estamos a pescar de altura e ferramos um grande exemplar mesmo que tenhamos toda a confiança na nossa cana esta tem que estar em perfeita harmonia com o resto do material. Carreto, fio, destorcedores e anzol também fazem parque da "máquina" e sem um equilibrio entre todas as peças o seu funcionamento vai ser pouco satisfatório.
Em pesqueiros junto à água as coisas são diferentes e qualquer vara desde que bem manejada consegue "vencer" um grande exemplar cabendo aqui ao pescador trabalhar o peixe e saber interpretar o momento e local onde encalha-lo.
Pessoalmente e quando estudo as características da cana que pretendo comprar um dos pontos que preocupa é a resistência da ponteira e 2º elemento de ponteira (devido aos lançamentos com pião e momento de balanço para meter o peixe em terra) e resistência do 2º elemento da cana local onde grande parte da força é exercida. Uma boa cana tem que ser equilibrada sem pontos fracos para que não aconteçam "desastres" que não estavam previstos.

O Vento e o Mar:

Um dos factores que mais pode influenciar a nossa jornada é o vento. Quando não temos nenhum local abrigado e teimamos em pescar com vento neste caso a escolha de uma cana de 7 metros pode ser um desastre porque como dizia a canção "o corpo é que paga". Mas o vento nem sempre é inimigo porque pode fazer tapar as águas e no caso da pesca em si alguns pesqueiros com vento pelas costas faz com que consigamos fazer lançamentos bastante mais longos e "bater" locais que com outras condições seriam inacessíveis. Infelizmente a grande maioria das vezes o vento é um grande inimigo dos pescador.
Quando nos deparamos com mares grandes e estamos a pescar em zonas baixas uma cana de 7 metros pode ajudar bastante pois por vezes como o mar "agarra" no fio traz de imediato a bóia para a margem, nestes casos pescar com canas de 5 ou até mesmo 6 metros por vezes torna-se um autêntico inferno.
No que toca a pescar de altura com mares grandes sem duvida que uma cana mais rija e uma montagem forte vão com certeza facilitar mais a vida ao pescador.
No que toca ao trabalhar de peixe em mares grandes exige-se uma cana (e também carreto e material) que consiga "obedecer" ao pescador a trazer no momento certo o peixe para o local onde o tencionamos tirar. As chamadas "pescas brutas" à bóia em mares que pouco agradam à maioria dos pescadores de bóia podem também proporcionar grandes momentos mas para que tal aconteça exige-se material a condizer.
Pedro Batalha em acção num dia de mares de 3 metros
Limpeza e manutenção

Este é um dos pontos que contra mim falo. Não tendo eu muito a dizer acerca deste assunto deixo apenas algumas dicas que podem ser úteis e que actualmente comecei a fazer:
- No final da jornada e ainda no pesqueiro limpar a cana com um pano para evitar que areias, impurezas ou salpicos de engodo/isco risquem ou estalem a cana quando estamos a recolher os elementos.
- Dar uma passagem em água doce quando chegamos a cana limpa mais convenientemente a cana e tira o sal que vai oxidar e estragar rapidamente o porta-carretos e os passadores.
- Se possível com um pano embebido em vaselina passar com o mesmo em toda a cana e esta fica quase como nova.

Para terminar defendo mais uma vez que muitos de nós temos gostos diferentes e existe muito e bom material no mercado, cabendo ao pescador encontrar os materiais e neste caso a cana que melhor preencha os seus requisitos. Independentemente da marca ou modelo das canas que escolhemos saber ler e entender os locais onde pescamos é o primeiro grande passo.

Abraço
Sérgio Tente

Sargos e couratos

Por pena minha não pude acompanhar o Nuno Costa e o Francisco nesta jornada aos Sargos.
Foi uma jornada de emoção, capturas e alguma sorte na viagem.
Segundo eles as capturas foram efectuadas logo pela manhã, até o sol se reflectir na água.
Muitos Sargos de bom porte e mais alguns devolvidos para ganharem mais algum "músculo".
Aqui fica o registo dessas capturas de Sargos:
De Sargos e couratos
De Sargos e couratos

A pesca foi feita com canas de 6 e 7mts,e a iscar com Gamba congelada.
Ainda e a caminho do local de pesca, por pouco não esbateram num Javali que concerteza deixou o carro onde embateu com alguma moça.
De Sargos e couratos
De Sargos e couratos

Fotos de Nuno e Francisco
Abraço

Segurança e normas de transporte dos Kayaks

O Gosto Pela Aventura é sempre muito, mas existem algumas regras de segurança básicas que devemos seguir e respeitar quando pensamos em nos ir divertir com o nosso Kayak.

Deixo aqui ao pessoal, alguns conselhos

-Nunca Navegar sem ter instruções de como utilizar a pagaia ou remo.
- Nunca exceda a capacidade máxima de carga de seu Kayak e verifique sempre o estado do seu equipamento antes de começar a pagaiar.
- Leve sempre o colete Salva-Vidas, em caso de virar o Kayak, ajuda-nos a manter a cabeça fora da água e a flutuação do corpo.
- Sentar correctamente no Kayak para obter uma melhor navegação, e usar o remo em condições.
- Informe sempre alguém do seu plano de navegação, incluindo: itinerário, actividades programadas, quanto tempo espera que dure a nossa pequena AVENTURA e quantas pessoas integram o nosso grupo.
- Procure saber informações sobre as condições meteorológicas e a temperatura da água. Esteja atento e preparado para mudanças nas condições meteorológicas e para a possibilidade de o Kayak virar.
- Caso o Kayak vire, permaneça por perto para subir novamente e nunca largar a pagaia ou remo.
- Usar protector solar e vestir-se segundo as condições climatéricas.
- Em caso de navegar em águas frias, usar roupa de neoprene para manter o corpo mais quente e cómodo. Com sol, usar uma camisa de mangas compridas para melhor protecção, e nunca esquecer o chapéu.
- Tenha cuidado com os ventos costeiros que podem dificultar a nossa volta á costa.
- Quando navegar num local novo, informar-se sobre as correntes marítimas, condições do contorno da costa e o comportamento do tempo.
- Planeie sempre uma rota alternativa para sair da água, caso as condições do clima mudem de repente.
- Nunca use álcool ou drogas enquanto navegar, pelo contrario, leve bebidas energéticas e alguma água para não corrermos o risco de desidratação.

Transporte de Kayak´s...

Para os efeitos do Regulamento de Autorizações Especiais de Trânsito.
Gostaria de informar que a portaria nº387/99 de 26 de Maio foi revogada pela portaria 472/2007 publicada no DRnº 119, 2ª série de 22 de junho. A presente portaria alterou, por exemplo o sinal P1. Que deve ser colocado à frente e atrás, no transporte do kayak quando este ultrapassa os contornos envolventes do veiculo de caixa fechada.

Estão autorizados a circular veículos ligeiros de caixa fechada que transportem objectos indivisíveis (para este caso, kayak's) que, pelas suas dimensões, não se contenham na caixa do veículo, desde que não sejam excedidas as seguintes dimensões:
- Em comprimento, 550 mm para a frente e 450 mm para a retaguarda, além do contorno envolvente do veículo;
- Em largura, a do veículo;
- Em altura, 4 m a contar do solo;

De acordo com o do n.º 2 do art.º 25º, da referida Portaria, os veículos a que se refere a alínea b) do número anterior estão dispensados do uso do painel P2, devendo os limites da carga ser sinalizados com o painel P1 ou com luzes delimitadoras.


"Para continuar-mos a ter AVENTURAS seguras e inesquecíveis é fundamental seguirmos a maior parte destes conselhos..."
Abraço
Walter Cabral


Um agradecimento ao Luis Miguel Costa do blog http://pescadoquinas.blogspot.com pela actualização desta ultima informação.
Obrigado
Pedro Batalha

Como escolher o teu kayak


Este é um artigo para vocacionado para aqueles que querem adquirir um Kayak, mas que não sabem ou não têm informação sobre a matéria.
É mais um belo artigo disponibilizado pelo Walter Cabral.
Antes de mais é necessário saber que não há um modelo que atenda a várias características simultâneamente.
Cada objectivo impõe uma característica própria, daí as escolhas deverem vir a ser prioritárias em algum aspecto.

ASPECTOS E OBJETIVOS QUE CADA KAYAK PODE TER:
· Facilidade de remar
· Estabilidade
· Velocidade em águas calmas
· Velocidade em ondas
· Capacidade de passar pelas ondas
· Ser Manobrável
· Segurança
· Facilidade de entrar e sair
· Facilidade de transporte
· Peso
· Resistência para o impacto com pedras e fundo
· Conforto ao sentar
· Flutuação (inclusive com água dentro)
· Capacidade de levar bagagem e outras cargas
· Capacidade para longas travessias em mar com ondas, etc
· Adequação para surfar em ondas
· Adequação para rios com grande volume de água
· Adequação para manobras de rodeio
· Capacidade de manter o canoísta bem "vestido no Kayak".
· Beleza estética
· Custo
Estes dois últimos itens não fazem parte da performance de um Kayak e não serão aqui analisados.

Para exemplificar o que foi dito acima, não é possível ter um Kayak que seja ao mesmo tempo veloz e manobrável ou estável.
Algumas características podem ser encontradas para cada fim a que um Kayak se proponha.
Abaixo uma descrição dos grandes grupos de tipos de Kayak´s:
Adequados para lazer e adequados para a prática de alguma das modalidades desportivas oficiais de canoagem competitiva.

KAYAK´S PARA A CANOAGEM DE LAZER:
Estes Kayak´s devem ter facilidade ao remar, conforto, segurança e ser práticos.
Serão descritos os seguintes tipos de Kayak´s que se encaixam na categoria lazer:
Aberto "Sit on Top", Fechado "Sit inside", Rápidos e expedição:

Kayak Aberto "Sit on Top":
Este Kayak não tem a parte de cima e não forma um buraco para o canoísta colocar os pés, é como se fosse uma prancha em cima da água.
De artigo kayaks
Uma das principais características é a facilidade de subir para cima do kayak, seja estando de lado em água rasa, ou num lugar onde não temos pé.
Estes Kayak´s devem ter um comprimento entre os ( 3,00mts a 4,5mts) e largos (mais que 0,65m ) para serem estáveis. Adaptam-se, com facilidade a qualquer situação de água, até um nível grau 2 (no máximo) para rios caudalosos. Acessórios para levar pequenas cargas e de conforto são instalados.
De artigo kayaks
A maior parte dos modelos são auto-drenáveis, pois tem furos para esgotar a água que entrar na parte de cima.
De artigo kayaks
Estes Kayak´s são, muito recomendados para praticar a pesca em Kayak "Kayak-Fishing"ou para o iniciante ou aquele que quer dar um passeio tranquilo sem preocupação de velocidade ou então aquele usuário que pretenda ficar confortavelmente sentado admirando a paisagem e pescando ou queira levar um equipamento de mergulho ou de fotografia.
De artigo kayaks
Os modelos em plástico podem até enfrentar leves rápidos.

Fechado "Sit inside"
Estes Kayak´s são fechados e tem, em geral um comprimento maior que 3,5mts. São Kayaks destinados a quem pretende fazer pequenas expedições ou passeios mais longos.
Eles são confortáveis, mas exigem alguma experiência e habilidade, em especial, para subir nele e esgotar água em caso de inundação interna.
De artigo kayaks
Quanto mais compridos e de formas delgadas (isto é, quanto mais fininho o Kayak) menor a sua resistência ao deslocamento na água e maior sua velocidade; porém os barcos finos são mais instáveis exigindo maior equilíbrio do Canoista.



De artigo kayaks

Kayak´s para Rápidos:
São Kayak´s de lazer, mas para serem usados em águas com rápidos, isto é, rios com ondas, pedras, redemoinhos, reflexos e outros movimentos em turbilhão e exigem experiência e prática do canoísta.
Como são feitos para resistir a impactos com pedras e com o fundo de rios e mar são sempre feitos de material plástico, não sendo adequados os Kayak´s de fibra.
De artigo kayaks
Há uma grande variedade de tipos de Kayak´s para rápidos, mas quase todos são barcos curtos (de 2,5 a 3,2m), com grande manobrabilidade e formas de proa e popa levantadas. Os modelos mais usuais, usados para descer rios, tem formas de grande volume (cheias) , na proa e popa. Os canoistas que querem fazer acrobacias nas ondas dos rios, ou seja ficar a brincar nos trechos do rio , controlando o seu Kayak para fazer piruetas, empregam barcos com pequeno volume isto é, formas mais delgadas e baixas especialmente na popa.
De artigo kayaks
Estes Kayak´s podem ser usados em outras situações e tem mostrado boa performance para descer ondas do mar como uma prancha de surf.
Estes Kayak´s tem acessórios de segurança para prever as possibilidades nos rios: flutuadores em forma de paredes montados internamente ao casco na proa e popa e que aumentam a resistência ao impacto do barco, finca-pés robustos, apoios de joelhos e de cochas para o canoísta ficar mais "vestido" no kayak e outros .

kayak´s de expedição:
São Kayak´s especialmente previstos para grandes travessias no mar ou rios, que dispõem de compartimentos para guardar a bagagem.
Recomendados para estas situações específicas.
De artigo kayaks
As mesmas características descritas acima podem ser encontradas nos Kayak´s duplos que acomodam duas ou mais pessoas, e que são, em geral, concebidos com a mesma finalidade que os modelos para um canoísta, mas têm capacidade e espaço para comportar 2 assentos de forma que os dois usuários remem.
Existindo também modelos adequados para a pratica da pesca.
De artigo kayaks
Num próximo artigo será dada importância à segurança a ter quando se navega ou pretende navegar com um Kayak.
Abraço
Texto de Walter Cabral, fotos de Pedro Batalha

Uma grande ponta final....por Sérgio Tente

Mais uma jornada combinada desta vez com o amigo Kiko e lá arrancámos bem cedo para fazer o nascer do dia aos Sargos.
Neste dia iríamos encontrar umas condições de mar difíceis pois previa-se que a ondulação estivesse de 2 metros a subir para 2.4 metros com algum vento.
chegados ao 1º pesqueiro confirmou-se que a ondulação estava muito forte e que iria dificultar bastante a nossa pesca. Ondas grandes e mar rebentado traziam quase sempre a bóia para cima das pedras.
Durante cerca de 3 horas de pesca neste pesqueiro conseguimos realizar 9 capturas de sargo todos eles com cerca de 300g o que desde logo nos levou a mudar de pesqueiro.
Arriba subida e lá fomos ver outra zona onde mais uma vez nada de interessante aconteceu.
Cerca das 17 horas decidi ir experimentar um local onde nunca tinha experimentado pescar e nesse dia devido às grandes vagas fazia um pequeno recanto que devido à forte ondulação se
mantinha sempre oxigenado.
O amigo Kiko foi até outra zona e por ali fiquei a preparar a recta final pois faltavam cerca de 2 horas para anoitecer. Após 30 minutos de pesca sem sentir peixe resolvi correr a bóia e pescar perto de umas pedras que vi numa parada de mar e logo ao primeiro lançamento ferro um bom sargo.
Daí em diante e até cerca das 19 horas o ritmo foi excelente tendo capturado nesse pesqueiro 27 Sargos sendo alguns pequenos e que obviamente devolvi à água. Como estava a pescar com fio fino perdi ainda 2 grandes exemplares a partir e uma série deles a desferrar.
A iscar com gamba e lombos de sardinha os peixes não me deram tréguas durante 1 hora e meia tendo no final totalizado os primeiros 10kg da temporada.


Foi uma ponta final de luxo com um ritmo estonteante....Esperemos que assim continue.

Material Utilizado:
Cana Tica Buffalo 6 metros e Barros Força 4
Carreto Shimano Twinpower 6000fb
Bóia Pião Tugaexpert 30g
Fio Maxima e Mirage
Anzois Owner

Abraço
Sérgio Tente

Lúcios de Orellana em Espanha

Barragem de Orellana. Entre Mérida e Ciudade Real fica este "embalse" no leito do Rio Guadiana.

Exibir mapa ampliado
Conhecida pelos pescadores lúdico/desportivos pelas capturas de grandes Achigãs e Lúcios, é sobre este último "magnifico" predador que se iniciará este artigo.
Nome Científico:
Esox lucius

Biometria:
Pode atingir
Mais de 100 cm.

Longevidade:
Média: 10-12 anos.
Máximo: + de 25 anos.

Distribuição:
Distribui-se por todo o hemisfério norte. Na albufeira do Azibo foi introduzida por pescadores no início dos anos 90 do séc. XX.


Foi introduzida na Península Ibérica no início da década de 50 do século XX. Actualmente existe nas bacias dos rios Douro, Tejo e Guadiana.

Identificação: Corpo alongado em forma de torpedo, cabeça bem desenvolvida e boca aplanada em forma de "bico de pato" provida de várias fiadas de dentes pontiagudos. As barbatanas dorsal e anal estão muito próximas da caudal, conferindo aos indivíduos um grande poder de propulsão. Cor verde-acastanhada com manchas amarelas nos flancos, podendo os indivíduos adoptar a coloração do meio envolvente.

Habitat: Prefere albufeiras ou cursos de água calmos onde escolhe zonas pouco profundas e com muita vegetação onde procura refúgio e a estabelece o seu território.

Reprodução: Atingem a primeira maturação sexual aos 2 anos. A reprodução ocorre entre os meses de Fevereiro e Abril. Esta espécie tem hábitos fortemente territoriais mas na época da reprodução reúnem-se em grupos de 2 a 3 machos e uma fêmea. A desova dá-se em zonas com pouca profundidade e muita vegetação. Uma fêmea de grandes dimensões pode libertar 25 000 a 30 000 ovos. A fecundação é externa.
Dieta: Os juvenis alimentam-se de larvas aquáticas de insectos e de outros invertebrados. Os adultos são predadores e alimentam-se de repteis, anfíbios, aves e peixes, inclusive da própria espécie, que capturam por emboscada.
Nas massas de água em que se estabelece, esta espécie é responsável pelo desaparecimento das populações piscícolas autóctones. Na albufeira do Azibo verificou-se que após a introdução do lúcio as outras espécies de peixes residentes quase que desapareceram.
Actualmente, nesta albufeira, o lúcio é a espécie dominante.


Melhores Amostras para a Pesca ao Lúcio. Superficie: As Poppers , Paseantes e Helices e por vezes buzzers quando o vento está muito forte.

Zara
Spook de tamanho magnum, chug bug da storm tamanho maior, skiter pop da rapala.

Jerkbaits: Shedow da mann´s Slug go lunker City tudo em tamanho médio e grande.
Para se pescar em águas pouco profundas e sítios com muitos obstáculos, vegetação, pedras paus, etc... Meia água e Fundo: Spinnebaits de tamanho grande a utilizar em qualquer capa de água, a técnica dentes de serra costuma ser muito efectiva.
Peixes de Vinil. Pinkis de tamanho médio e grande, marca Storm e recuperação continua com algumas pausas em dentes de serra.

As antigas Colheres em tamanhos grande também continuam a dar excelentes resultados o inconveniente é prenderem-se com muita facilidade. Crankbaits de tamanho médio e grande trabalhados em várias capas de água:

Rapala: os modelos Magnum destinados à água salgada são muito eficazes, os de tamanho medio para mim são os melhores, x-rap, Shad Rap, DeepTail Dancer,Deep Down Husky Jerk, jointed, etc... Cranks de várias marcas como a LukyCrafy, o Stretch da mann´s Norman lures, etc...
Este tipo de amostra para mim é dos mais eficazes quando trabalhado em cima do kayak, pois permite-nos cobrir grandes quantidades de água e utilizando várias capas de água e várias técnicas incluído o currico que é muito eficaz com os grandes exemplares. Pesca ao Fundo como se trata-se de pescar ao achigã: Lagostins e minhocas empate Texas e carolina costumam ser os mais produtivos.

Não esquecer os tão famosos terminais de aço, pois apesar de eu já ter pescado muitos lúcios sem ele é muito importante na captura de um exemplar para cima dos 5 kg. Os cabos de Aço que Eu uso são feitos por mim e foi com um destes que eu capturei este belo exemplar de 6,5kg com um Crank da Norman a imitar o Achigã Laughing.

A captura em Filme

Relato de “Um dia de pesca em Orellana (Estremadura)”

Após alguns dias de espera Eu o João e o Nep já estava-mos num estado de ansiedade por causa da nossa indecisão. Apesar disso, e embora as condições meteorológicas e as previsões não serem as mais favoráveis, decidimos assumir o risco, carregados os Kayak´s e a bagagem e fizémo-nos á estrada.
Ao longo da nossa rota "Portalegre - Orellana",a viagem foi acompanhada por várias tempestades, Chuva relâmpagos e trovoada, mas nada disto nos fez virar para traz, pois o Kayak-fishing e os grandes Lúcios de Orellana no pensamento ou neste caso pura besteira era mais forte.
Uma vez chegados ao nosso destino, como que por magia, o tempo melhorou, criando as condições mínimas de segurança para que pudéssemos desfrutar de algumas poucas horas de pesca.
Confrontado com estas vistas maravilhosas e enorme expectativa que tínhamos apenas nos esperava deslizar para baixo da água a bordo nossos kayak´s ...

As técnicas mais utilizadas e que foram bastantes produtivas foram o Corrico com Crankbaits, da Norman Lures e Rapala.
Algumas fotos desta e de outras aventuras nesta linda barragem.


Todas as capturas foram devolvidas, apenas as mantivemos para o registo fotográfico.
As Canas utilizadas foram as que te mandei na outra mensagem, Canas de Acção Médium em grafite e Fibra de vidro com Grafite, que tem bastante flexibilidade e sensibilidade para trabalhar estes tipos de Amostra, apesar de não ser uma questão crucial quando se trabalham amostras ao Corrico.

Abraço e boas capturas
Walter Cabral

Pescatuga Team

Como a pesca não é uma ciência exacta, e estamos em constante aprendizagem, pedi aos meus amigos que colaborassem neste espaço de forma a que as informações a disponibilizar sejam mais diversificadas e completas.
Para isso passo a apresentar os membros do Pescatuga Team.
Pedro Batalha
Idade:39
Natural de Santarém
Iníciação à pesca: Desde 1977

Tipos de pesca mais praticados:
Mar:

Boia, ocasionalmente spinning, buldo e surfcasting e em 2009 iniciação em Kayakfishing
Rio:

Spinning ao Achigã, pesca à francesa e inglêsa e em 2009 iniciação em Kayakfishing

Materiais mais usados:
Canas:
Boia: Tica Taurus 7mts, Prosargos Exclusive Pro 6mts
Spinning: Sakura Shukan 2.92mts
Surfcasting: Prosargos Pulse surf 4.50mts, Vega Nostradamus 4.50mts

Rio:
Francesa: Maver 13mts, Fly hulk 12.5mts
Inglêsa: Maver`s 3.90mts

Achigã: Prosargos Tsunami 1.80mt, Prosargos Specimen bassII 1.80MTS
Carretos: Sakura Borax 4000 e 6000, Tica Taurus 6000, Shimano Ultegra 14000
Kayak: Malibu X-13
Sérgio Tente
Idade:31
Natural de Santarém
Iníciação à pesca: Desde 1982

Tipos de pesca mais praticados:
Mar:
Boia, ocasionalmente spinning, buldo e surfcasting
Rio:
Spinning ao Achigã, ocasionalmente pesca à francesa e inglêsa

Materiais mais usados:
Canas:
Boia:Tica Taurus 6mts, Tica Buffalo 6mts, Barros Gold Class 6mts
Spinning:Tica Splendor Spin 3mts
Surfcasting:Mitchell, Daiwa, Barros, Prosargus Tempest 3.70mts (para buldo)
Rio:
Achigã: Prosargos Specimen bass 1.80mts

Carretos: Shimano Twinpower 6000Fb, Daiwa Capricorn 4500 J, Barros Xenos 4000, Tica Scepter

António Ferreira (KIKO)
Idade:53
Natural de Santarém
Iníciação à pesca: Desde 1967

Tipos de pesca mais praticados:
Mar:

Boia, ocasionalmente spinning, buldo e em 2009 iniciação em Kayakfishing
Rio:

Spinning ao Achigã e em 2009 iniciação em Kayakfishing

Materiais mais usados:
Canas:
Boia:Tica Taurus 7mts, Mário Barros Força 4 6mts
Spinning:Sakura Shukan 2.92mts
Rio:

Shimano Antares 1.90mts, Prosargos Iridium bass 1.80MTS, Berkley 1.80mts
Carretos: Sakura Borax 4000, Shimano Twinpower 6000, Quantum Cabo 5000

kAYAK:Malibu Pro-Explorer


Nuno Costa
Idade:31
Natural de Santarém

Iníciação à pesca: Desde 1990

Tipos de pesca mais praticados:
Mar:
Boia, ocasionalmente spinning, buldo e em 2009 iniciação em Kayakfishing

Rio:
Spinning ao Achigã e em 2009 iniciação em Kayakfishing


Materiais mais usados:
Canas:

Boia:Tica Taurus 6mts
Spinning:Daiwa Emblem 3mts
Rio:
Decathlon 1.80mts
Carretos: Sakura Borax 4000, Shimano Twinpower 6000, Tica Taurus 6000
kAYAK:Malibu Pro-Explorer

E o Walter, que tive a oportunidade de conhecer no encontro organizado pelo fórum kayakfishing. Praticante de kayakfishing faz algum tempo e que amavelmente se disponibilizou para colaborar em artigos sobre pesca de predadores e Kayakfishing.

Walter Cabral
Idade:36
Natural de Portalegre
Iniciação à pesca: Desde 1980

Tipos de pesca mais praticados:
Mar:
Ocasionalmente Kayakfishing.
Rio:
Casting ao Achigã, Lúcios, Lúciopercas e Barbos em Kayakfishing
Materiais mais usados:

Conjuntos de Casting
St.Croix PC 60/6´Medium 1.84 cm "Para as Spinnerbairs"
Carreto Daiwa Procastler 100 HL

Diwa Glass Fiber 6´Medium 1.84 cm "Para as amostras de meia água e CURRICO "
Carreto: Abu Garcia

Bass Pro Shops XPS 6´Med Hvy 1.84 cm "Shadow, Senkos,Slug-go, etc..."
Carreto Team Daiwa-s 103 HVLA 6.3:1

St.Croix Legend Elite 6´6 Fast Action 1.98 cm "Para as Técnicas de Fundo, Emp.Texas Emp.Carolina, Jigs, Etc..."
Carreto: Shimano Curado 201 DHSV 7.0:1

Berkley 6´Med Hev 1.84 cm "Para as amostras de Superfície"
Carreto: Shimano Curado CU-101 B
FlyFishing:
Cana: Scierra Avalanche 9.3 Feet Linha 7/8
Carreto: Shimano Biocraft XT la 78

Kayak:Malibu X-Factor e OceanKayak Big Game

Obrigado pelas vossas visitas e abraço
Pedro Batalha