Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

Pescando com a Tica Slendor Spin


Este artigo é da inteira responsabilidade do amigo
Sérgio Tente, que se estreou ao spinning com a captura de um robalo, já digno desse nome.


"Depois de ter iniciado no ano de 2007 a prática ocasional da pesca ao Spinning onde realizei 9 grades em 9 jornadas sem um único toque para moralizar voltei este ano a tentar a minha sorte. Incentivado pelo Pedro Batalha que se rendeu este ano a esta prática logo com excelentes resultados na 1ª jornada decidi fazer mais umas tentativas assim como tentar perceber melhor quais os factores propícios que levam a que se obtenha sucesso com esta tão badalada técnica.

Iniciei o ano pescando com uma cana de muito pouca qualidade de 3.00 metros em graphite de 2 secções e uma acção de 30-60g e um carreto bastante pesado para esta técnica.

Foi com este material que logo na primeira jornada do ano acabei por realizar uma captura na casa das 600g.

Foram-se seguindo as jornadas e comecei a sentir peixe mas na grande maioria das vezes a meio da jornada já estava muito cansado pois o conjunto que utilizava totalizava um peso excessivo.

Quando tive a oportunidade de pescar com o conjunto do Pedro: Cana Sakura Shukan 2.90 e Carreto Sakura Bórax 4000 fiquei maravilhado com a leveza do conjunto assim como com o prazer que o mesmo proporcionava. Decidi desde logo que teria de mudar de material apesar de ainda ter realizado cerca de 10 capturas com o material que tinha adquirido durante o ano transacto.

Entretanto comecei a aperceber-me que perdia muito peixe e muitas ferragens devido à falta de sensibilidade da cana.

Acabei por me informar acerca da Tica Slendor Spin que o amigo Kiko tinha adquirido e que tinha uma excelente relação qualidade/preço.

Quando de facto achei que estava na hora de arranjar uma boa cana acabei por ter uma excelente prenda de anos: Uma Tica Slendor Spin oferecida pela minha esposa e indicada pelo Pedro. Apressei-me a fazer a sua estreia numa jornada com o amigo Kiko que se estreou nessa noite com algumas boas capturas.

Nessa noite realizei 3 capturas e desde logo me apercebi que tinha adquirido uma excelente cana O carr

O carreto que utilizo é um Barros Xenos 4000 que aproveitei e que acabou por fazer um conjunto muito interessante com a cana.

Os factores que saliento são o facto de actualmente conseguir estar mais de o dobro do tento a pescar porque a leveza do material assim o permite.

Em relação às capturas realizadas com esta considero importante frisar que comecei desde logo a perder menos peixe assim como a falhar muito menos ferragens.

O trabalhar com peixe ferrado é exemplar e proporciona momentos de grande prazer assim como ao mesmo tempo fiabilidade e confiança ao próprio pescador.

Em termos de lançamento e dando como exemplo uma River2sea sea minnow 120 ayu atinge-.se distâncias consideráveis conseguindo o pescador colocar a amostra para trás da rebentação com alguma facilidade conseguindo assim capturar o peixe que se encontra um pouco mais afastado da costa"


Cumprimentos,

Sérgio Tente

Cana Prosargos Magic power 7mts

Boa noite

Este é um post sobre um dos prémios deste passatempo;a cana de 7mts Prosargos Magic Power.
É um modelo já com 2 anos no mercado, mas continua a ser uma cana actual, é rija com acção de ponta, com poder de elevação até 3,5kg e progressiva em acção de pesca.
Para quem gosta de pescas mais pesadas com bóias de 20g a 40g e em mares mais fortes.
É um prémio que teve a colaboração da empresa Magospesca da qual pode ver mais informações aqui.

abraço

Parque de Campismo PenichePraia

Neste artigo dou início a uma apresentação dos patrocinadores do novo passatempo.
Começo pelo apoio dado pelo parque de Campismo Penichepraia, fica situado em Peniche na marginal norte, a caminho do cabo Carvoeiro e a 20mts do mar.
Tem uma vista lindíssima sobre a Berlenga e todo o lado norte desta península, para quem quer pescar tem uma serie de pesqueiros a poucos mts de entrada.
Aqui fica um pequeno clip desta apresentação.


O parque dispõe de restaurante, parque para automóveis vigiado durante a noite, piscina, wifi para comunicações de internet e outros.
Photobucket

Aqui fica uma apresentação do prémio que é válido para 2 noites (de 6ª a Domingo)
Photobucket

Para saber mais sobre este patrocinador ver aqui

Pode começar a sua 1ª participação comentando este artigo.
Abraço

O estado do País

É com muita pena, resignação, indignação e revolta que escrevo este artigo.
Portugal um país à beira mar plantado com potencial natural para ser um paraíso turístico para quem cá vive e para os de fora.
Tem como todos sentimos um excesso de leis ocas e vazias de conteúdo lógico e sem nexo, idealizadas por utópicos sonhadores sentados em poltronas como grandes senhores feudais.

Não quero estar para aqui só a dizer mal, mas por vezes temos de gritar para acalmar.


Qual de nós em tenra idade não brincou nas rochas a apanhar Caranguejos, Camarões e Cabozes?
Penso que quase todos o fizemos, faz parte da aprendizagem de um povo que vive junto ao mar.....
Mas até isso nos querem tirar, os nossos filhos, sobrinhos, netos estão proibidos de brincar e aprender a brincar.

Vou passar férias para Peniche desde miúdo e gosto desta terra como se fosse a minha 2ª casa.

Ainda este verão em Peniche e na companhia de alguns amigos presenciamos uma triste cena interpretada por um individuo "agente de autoridade".
Tenho pena de não lhe ter tirado o nome que os pais supostamente lhe deram, mas como lá vou frequentemente, ainda o vou conseguir....Não lhe reconheço autoridade nem moral nem de estatuto para o chamar de autoridade.

Sem sequer dar uma boa noite ou qualquer outro cumprimento, esse dito agente ameaçou 3 miúdos com idades entre os 9 e 12 anos, que brincavam com um fio com menos de 1mt. a apanhar caranguejos.
E que os iria multar se os volta-se a encontrar a pescar aos ROBALOS.
Gente desta não pode estar e exercer cargos na autoridade policial.

Acho que se fosse pai de algum deles, nesse momento iria responder a tribunal por actos
implícitos contra a autoridade.
Esta situação passou-se numa zona que até à 6 meses atrás famílias inteiras pescavam ou passavam o seu tempo entretidos aos carapaus.

Agora segundo estas novas leis está proibido, mas só em Peniche, noutras localidades e em locais idênticos, os comandos das capitanias deixam pescar, mostrando bom senso e compreensão.

Parece que algumas pessoas com algum poder neste país perderam a noção do real.
Eu pago uma licença e não sei onde é aplicado o dinheiro, tenho esse direito como cidadão.

Sou obrigado a pescar nas rochas, onde o estado por via do IPIMAR aplica placas de aviso de queda e derrocada de pedras.
Onde os acessos que há muito foram feitos estão degradados e esses sim em derrocada e um verdadeiro perigo.

Ora vejam este exemplo;

Um pequeno miradouro lindíssimo sobre o mar e com a vista a alcançar a Berlenga e os Farilhões.

Ou este onde agora falta o resto das escadas que devido à erosão provocada pelos mares fortes de inverno.
A chamada descida para o abismo....
O mais certo é que se alguém sofrer um acidente, as autoridades responsáveis vedarem estes acessos em vez de os arranjar para se usufruir da paisagem e da pesca.

Então e a agora tão falada preservação ambiental?
É só para alguns........
O senhor presidente da Câmara municipal de Peniche anda um pouco distraído......

Já para não me alargar muito com este rio/esgoto de suiniculturas a descarregar directamente sobre a praia do molhe leste.
Com um cheiro nauseabundo a fezes e urina de porco, sobre o areal, mas que devido a falta de vontade política continua à anos o seu percurso triunfal sem que ninguém o derrube.
O lema deve ser:
Já que não se pode pescar, pode-se poluir.!!!!

Sinto vergonha ao ver a cara dos turistas quando se deparam com esta situação diária junto ao Molhe Leste.
99% deste lixo é deitado ao mar pelos profissionais, tudo o que não querem deitam borda fora.
Para eles não há limites de capturas, como também não há limites para o bom senso e preservação ambiental.
Compreendo que estas atitudes lhes tenham sido passadas de geração para geração, mas é tempo de se fazer alguma coisa....

Penso que um blog sobre pesca não se resume a fotos e filmes de capturas, de pesqueiros, de iscos e técnicas, mas sim ao um todo que nos envolve.
Sendo nós intervenientes activos, devemos expor, criticar e dar o apoio se for caso, não devemos ficar parados, mudos nem surdos.

Este artigo vou enviar por mail para as autoridades aqui comentadas, espero um dia me poder sentar e desenvolver uma conversa construtiva com quem de direito.
A ver vamos....

Até lá um abraço.

Aos Robalos com engodo

Boas
Esta é uma das formas com que faço a pesca nocturna aos Robalos com bóia,
com a técnica de engodagem que é utilizada para a pesca na praia ao fundo.
Geralmente procuro locais com fundos de areia e alguma (pouca) pedra, com o mar a bater indirectamente no pesqueiro como;
Cantos, enseadas e outros locais mais abrigados da rebentação.

Este ano o mar ainda não se proporcionou para os pesqueiros onde habitualmente faço este tipo de pesca, de qualquer forma aqui fica a explicação da técnica que eu utilizo.

Sardinhas frescas para engodo e isca, procuro sempre Sardinhas frescas para iscar, são mais consistentes e evita-se o uso do elástico de silicone para atar.
A areia deve ser a mais fina possível, tipo a areia fina de obra com alguma goma.
Com uma pedra batem-se e misturam-se as Sardinhas juntamente com a areia até formar uma massa consistente.
Com as mãos fazem-se bolas do tamanho de laranjas, e engoda-se para o pesqueiro.
Pessoalmente nunca engodo antes de fazer o 1º lançamento, depois vou engodando ritmadamente a cada lançamento.
Nos anzóis gosto de utilizar os tamanhos 2 e 3/0, iscando com lombinhos ou filetes de Sardinha sem pele.
As bóias vão das 10g até ás 35g, podendo ser de correr ou fixas mas com starlight.
As montagens podem e devem variar consoante o fundo as condições do mar e do pesqueiro.
Aqui deixo 2 montagens possíveis das muitas que se podem utilizar:

Esta é uma das que pode ser utilizada com rebentação fraca e mares mais calmos.


Esta utilizo-a com mares mais mexidos, o chumbo assente no fundo tranca mais a bóia na corrente e ondulação.
Deve ser utilizada em pesqueiros com fundos de areia.
Este foi o resultado duma pesca efectuada com neste tipo de pesca.

Agora é esperar que as condições se proporcionem para mais uma investida, espero ter ajudado e tirado algumas dúvidas.
Abraço

Man of War - Caravela Portuguesa

Depois de ouvir as notícias dos últimos dias, em que se falou da ocorrência de queimaduras em crianças provocadas por Caravelas Portuguesas na zona de Peniche.
E tendo uns dias de Férias ainda por gozar, pensei em ir ter com os responsáveis da capitania para fotografar ver e filmar esses seres.
Não foi necessário, num dos dias em que andei a recolher material para elaborar um artigo, encontrei mais uma.
De imediato fiz o registo em foto e filme, e comuniquei à guarda para fazerem a sua remoção.
Deixo aqui esse registo, para quem nunca as viu ao vivo ter uma ideia da sua aparência.

"Portuguese man o'war"

O clip



As informações que se seguem foram retiradas na sua totalidade do site Wikipédia.

A
caravela-portuguesa (Physalia physalis), também conhecida como garrafa-azul, é um animal do grupo dos cnidários. Tem cor azul e tentáculos cheios de células urticantes, e aparece nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos.

Características gerais:

A caravela-portuguesa não tem movimento próprio - flutua à superfície das águas, empurrada pelo vento, com os seus tentáculos por baixo, sempre prontos a envolver um peixe para a sua alimentação. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros.

A caravela portuguesa é comummente identificada como uma água-viva, mas na verdade, é uma colónia de quatro tipos de pólipos. A caravela-portuguesa tem quatro tipos de pólipos:

  • Um pneumatóforo transformado numa vesícula cheia de ar;
  • Os dactilozoóides que formam os tentáculos;
  • Os gastrozoóides que formam os "estômagos" da colónia; e
  • Os gonozoóides que produzem os gâmetas para a reprodução.

Os cnidócitos, que são as células urticantes, portadoras dos nematocistos, encontram-se nos tentáculos e são accionados pela "rede nervosa". A caravela-portuguesa tem dois tipos de nematocistos: pequenos e grandes; estes "órgãos" conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia. A sua acção é baseada nas suas pressões osmótica e hidrostática individuais. Existem numerosas células sensoriais localizadas na epiderme dos tentáculos e na região próxima à boca.

A caravela-portuguesa é importante para a alimentação das tartarugas marinhas, que são imunes ao veneno.

Um animal semelhante é a velella. O flutuador da caravela é simétrico bilateralmente com os tentáculos no final, enquanto a velella é simétrica radialmente com a vela em um ângulo. Além disso, a caravela tem um sifão, contudo a velella não.

Uma curiosidade é o nome da caravela-portuguesa noutras línguas: em inglês, chama-se "Portuguese man o'war", literalmente "homem de guerra português", sendo que man-of-war é uma expressão para um navio armado.

Abraço

Alguns Spots

Depois uns dias de férias,( as piores em capturas destes últimos anos ), vou partilhar convosco alguns dos spots mais quentes de spinning na zona de Peniche.
São pesqueiros já antes referenciados, desta vez levei a máquina para umas fotos mais abrangentes do local.
É em Peniche junto à marginal norte, numa zona que vai desde o "Alto do trovão", "praia do Abalo", lajões e praia do Carvoeiro.
É uma zona que em tempos era de eleição para a pesca ao Robalo, a corricar com buldo, e a pescar com sardinha.
Junto a estes pesqueiros há uma fabrica de conservas de Sardinha ( Sardinal ) que durante muitos anos tinha um "esgoto" que todos os dias deitava ao mar restos de sardinhas e óleos.
Foi a zona onde vi os maiores Robalos, e onde se chegaram a capturar com 11kg, hoje em dia o esgoto está desactivado, mas por vezes ainda se capturam bons exemplares.
Aqui fica um conjunto de fotos com esses spots.
Pesqueiros de spinning
Nestes dias fui até lá fazer um spinning, o mar até estava bonito mas não consegui capturar nenhum peixe de bom porte.
Fica um pequeno registo em clip da devolução de um pequeno Robalote, e da vista do pesqueiro.


Abraço

Portugueses no Mundo

Este artigo é uma homenagem aos nossos compatriotas que por motivos diversos procuram melhores condições e estabilidade no estrangeiro e elevam o nome do nosso país.
Como é o caso deste nosso amigo o ( Luís Morais de Vasconcelos ) de Vila Praia de Âncora que me enviou um mail com fotos de uma pesca sua, feita no Finisterra na Bretanha onde também reside.

Grandes Robalos capturados à bóia com isco vivo.


Ficou também combinado que assim que lhe for possível, enviará mais algumas fotos da técnica que utiliza, dos materiais e pesqueiros
Obrigado Luís, que continues com essas magníficas capturas.
Abraço e Obrigado

Percebes/Perceves

Este artigo foi já publicado por mim num site/forum de pesca em Portugal, mas penso que nunca será demais repetir a sua publicação neste espaço.
É sobre o Percebe ou Perceve
(Pollicipes pollicipes) é um crustáceo, pertencente à subclasse Cirripedia, superordem Thoracica, ordem Peduculata e subordem Scalpelloidea.(informação retirada de wikipédia).
Um petisco procurado por nós e um dos crustáceos que faz parte da base alimentar de Sargos e Douradas.
A sua pele rija e dura faz com que muitas vezes não se utilize como isco, retirá lo da rocha e desfazer a pele rija e aproveitar o miolo carnudo é tarefa difícil e por vezes ingrata.
Mas existe uma forma simples e eficaz de aproveitar todo seu o miolo para uma iscada.
Consiste em congelar os Percebes durante alguns dias, o frio e gelo "descarnam-lo" e a tarefa fica bem mais simplificada.
Mas passo a explicar com as fotos seguintes.
1º Não devemos retirar mais do que o necessário para uma jornada de pesca +- 250/400g que
congelamos por 3 a 4 dias.
Quando descongelados retirar a unha que sai com alguma facilidade e apertamos até sair por uma das extremidades.(como geralmente se faz com o casulo)
O aspecto será este e depois é só iscarmos da forma que acharmos mais correcta, eu prefiro enfia los pelo anzol até passar um pouco a aste.

Nota:Todo este processo deve ser feito no pesqueiro, se retirarmos o miolo em casa, perde humidade, volume, e seca.
Por este motivo todos os percebes que não forem utilizados podem ser lançados ao mar para servir de engodo.
Espero ter tirado algumas duvidas, abraço e até breve.

O meu material parte2 Carretos

Antes de começar por postar o artigo quero pedir desculpa por ter problema com a actualização do feed deste blog que ao se clicar vai parar ao flickr, quando deveria ficar no blog apresentado o ultimo artigo publicado.
Espero conseguir corrigir este problema em breve.

Mas voltando a este artigo, é sobre os carretos que geralmente utilizo com as canas de bóia, do artigo anterior.
Vou dar o mesmo tipo de pontuação nas características que penso serem as mais importantes num carreto.

A começar pelo Tica Taurus TP6000S (topo de gama)
- Peso 4
- Componentes 5
- Asa de Cesto 5
- Recuperação 5
- Força 5
- Enrolamento do fio 5
- Folgas 5
- Comportamento em acção de pesca 5
- Desgaste e durabilidade 5
- Drag ?
- Manivela 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 52
Notas finais:
Um autêntico relógio, suave, forte e com grande poder de elevação, o seu peso é reflexo dos bons materiais utilizados na sua concepção.
Como geralmente não utilizo o drag, não vou dar qualquer tipo de classificação.
O valor não é o seu ponto mais forte.

Sert Zebrax 6000


- Peso 4
- Componentes 4
- Asa de Cesto 5
- Recuperação 5
- Força 5
- Enrolamento do fio 5
- Folgas 5
- Comportamento em acção de pesca 5
- Desgaste e durabilidade ?
- Drag ?
- Manivela 3
- Valor Comercial 5
- Classificação final 46
Notas finais:É óptima escolha para quem não quer gastar muito dinheiro e ficar com um carreto que satisfaz bastante na generalidade das pescas.
A manivela não é de esforço, e apesar de ainda não ter tido nenhum problema, penso que o sistema de mola deveria ser trocado pelo fabricante, por outro mais robusto.
No item desgaste e durabilidade não dei pontuação por só pescar com este modelo à menos de um ano e considerar que só passado este tempo tirarei alguma conclusão.


Como só este ano iniciei a modalidade do Spinning, guardarei o artigo dos materiais que aí utilizo para um próximo artigo.
Abraço e até breve.

O meu material

Com o passar dos anos as técnicas de pesca evoluíram assim como os materiais.
20 anos pescava-se com canas de fibra e compositos, só alguns tinham a oportunidade de ter uma cana em carbono, que na altura tinham preços elevadíssimos.
A globalização com a abertura a novos mercados a Oriente e esta nova era tecnológica a nível mundial fez despertar as marcas os seus engenheiros e técnicos para novos desafios.
A prova disso são as canas de hoje, com pesos reduzidos que suportam elevações absolutamente inacreditáveis à anos atrás.
Este artigo é apenas a minha opinião acerca das canas de bóia que estou a utilizar, como é sabido pesco com materiais da Prosargos e da Tica.
Poderei dar opinião sobre mais algumas canas com que pesquei se assim for desejado por algum interessado.
Tenho andado a pensar como e que tipo de avaliação dar a estes materiais, acho que através de uma pontuação de 1 (pior) a 5 (melhor) em diferentes características será a forma mais simples.

Assim, vou diferenciar as características por;
- Peso
- Acabamentos
. Passadores

. Porta carretos
- Tipo de acção (em acção de pesca)

. Macia
. Dura
. Progressiva
- Força em elevação
- Projecção da bóia
- Comportamento da vara esticada
- Ferragem
- Trabalhar o peixe
- Valor Comercial

- Classificação final

Com este critério espero dar um contributo para tirar alguma dúvida, i
rei começar pela cana que utilizo à mais tempo;

Tica Taurus em 7mts
- Peso 4
. Passadores 5
. Porta carretos 5
- Tipo de acção (em acção de pesca)
. Progressiva 5
- Força em elevação 5kg 5
- Projecção da bóia 5
- Comportamento da vara esticada 5
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 47
Notas finais:
Para mim é uma cana que vai ficar na história das canas com 7mts.
Direita, forte, acção ideal para pesca em altura e e em grandes distancias, mas com preço um pouco elevado.

Prosargos Exclusive pro 6mts
- Peso 4
. Passadores 5
. Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
. Progressiva 5
- Força em elevação 3,5kg 5
- Projecção da bóia 5
- Comportamento da vara esticada 5
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 4
- Classificação final 47
Notas finais:
Cana forte que em nada compromete as pescas mais difíceis e com poder e força de elevação suficientes para a generalidade das pescas.
Preço promocional muito favorável para uma cana com estas características.

Prosargos Iridium 6mts

- Peso 4
- Passadores 3
- Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
- Progressiva 4
- Força em elevação 4kg 5
- Projecção da bóia 4
- Comportamento da vara esticada 4
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 5
- Classificação final 43
Notas finais:
Cana indicada para quem não quer gastar muito dinheiro, permite pescar em altura, tem uma forte estrutura.
Preço acessível

Casini Tecknic sea 7mts ( Sodarca ) a actualizar foto.
- Peso 5
- Passadores 4
- Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
- Macia 4
- Força em elevação 1,5kg 2
- Projecção da bóia 3
- Comportamento da vara esticada 4
- Ferragem 4
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 38
Cana super leve indicada para pescas ao nível da água, trabalha bem o peixe com linhas finas, falta-lhe força e resistência para pescas mais agressivas.
Preço elevado ( fabricada em Itália na Fábrica JULIA ROD)

Num próximo artigo darei a minha opinião sobre os carretos que utilizo nestas canas.
Espero ter ajudado com este artigo de opinião.
Abraço e continuação

Mitos da engodagem

Boas, todos nós ouvimos histórias de como se "queimam pesqueiros", ora seja com engodo de Sardinha, Ouriço ou outro, quando me contam estas histórias pergunto porquê, e ou não sabem responder porque lhes foi ensinado por alguém que antes tinha sido ensinado por outro, ou simplesmente dão respostas que não concordo em absoluto.
Não sou muito de ouvir e ficar por aí, se alguém me diz que engodar com Ouriço 2 dias seguidos escalda o pesqueiro, sinto vontade de provar o contrário ou perceber o porquê destas afirmações.
Até pode ser, que o Ouriço tenha alguma substancia tóxica na sua composição e que os peixes se alimentem em pequenas quantidades de cada vez.
Mas não vou muito por esta teoria, quase todos os Sargos que amanho têm pontas de espinho de ouriço no bucho.

Como qualquer ser vivo os peixes fixam-se e criam o seu habitat ora seja em buracos, fendas, grutas...em determinados locais e em determinadas alturas do ano.
Ora se hoje vou à pesca a um determinado pesqueiro e capturo por ex. 15 Sargos, quer isto dizer que no dia seguinte estes 15 já lá não estão.
Se lá fôr alguns dias seguidos o normal será uma diminuição lógica das capturas, seja com ou sem engodo, a não ser que tenha encostado e fixado um cardume com algumas centenas de Peixes.
O mesmo se passa com as Sardinhas....ainda há poucos anos atrás numa praia de Peniche desaguava um esgoto duma instalação fabril de conservas.
Nesta praia as capturas eram em nº elevado de Sargos, Robalos e até Douradas, e todos os dias havia restos de sardinha pelo pequeno areal.
Os peixes vinham gordos, nunca me pareceu que tivessem enjoado tal manjar.
Já-me aconteceu em algumas situações de pesqueiros altos ver os peixes a mariscar na rocha, deito uma colher de engodo e rapidamente desaparecem.....mas será por ser do engodo?
Também não me parece, se tive-se deitado uma pedra a reacção teria sido idêntica.
O mundo subaquático é totalmente diferente no nosso, e ainda temos muito a aprender para compreendermos melhor as reacções dos peixes.
Por isso prefiro pensar que não é o engodo a desculpa para uma má pesca.

Este tema é sem dúvida um dos que mais polémicas levanta entre a nossa comunidade, "cada cabeça sua sentença" e cada um de nós terá a sua forma própria de pensar a respeito dele.
Até que me mostrem provas em contrário eu não sou apologista "dos pesqueiros queimados" pelo uso de engodo.
Se alguém quiser discutir este tema será uma mais valia enriquecedora para todos.

Abraço

Como geralmente faço....

Boas, este é um artigo prometido e que devido a circunstancias que me são um pouco desfavoráveis, só agora dou por iniciado, mas será mais adequado fazer este artigo por capítulos.
A pesca é um mundo de pormenores, e cada um de nós, adapta-se ás circunstancias que nos são apresentadas.
Não quero de forma alguma com este artigo dizer; que é assim que se faz ou é assim que se pesca....Não... é apenas a minha interpretação de leitura dos pesqueiros, da forma como se apresenta o mar, das expecies a procurar e da forma como as vou tentar capturar.
Muito há a dizer e a cada dia de pesca mais alguma coisa há a acrescentar, acontecendo por vezes mudar-mos de opinião, acerca desta ou daquela situação, e ainda bem, porque só assim se poder aprender e evoluir.

Neste artigo vou tentar retratar a forma de leitura de alguns pesqueiros, onde se vai fazer a engodagem, perceber se o engodo está a trabalhar bem no pesqueiro, onde provavelmente iremos fazer as capturas e com que iscos que utilizaria.
Pessoalmente não tenho preferência por pesqueiros tipo, pesco tanto em altura como de nível, recorrendo ao cesto e ao chalavar (camaroeiro) para auxiliar as capturas dos grandes
exemplares.
As pescas que geralmente faço são à bóia com canas de 6 e 7 mts e com carretos serie 6000, que num artigo seguinte falarei em pormenor.
O material que utilizo: Canas Iridium e Exclusive pro da prosargos em 6mts e Tica Taurus em 7mts.

Mas tomemos este pesqueiro com exemplo para iniciar este artigo, é um daqueles que me
agrada logo à 1ª vista para uma pesca aos Sargos.
Uma enseada em rocha, com o mar a entrar bem oxigenado com uma boca funda à saída, ladeada por 2 lajes.
Nestas condições iria engodar forte (com Sardinha moída, areia e água) o mais atrás possível, utilizando uma cana com 7mts armada com uma bóia tipo pião de 30g com um estralho de 4/5 mts.
Para isco, sem duvida as gambas congeladas e uns caranguejos partidos enfiando o anzol nº 3 ou 4 pelos orifícios das patas retiradas.

A pesca: lançar o mais distante possível e recolher até 1/2 mts da boca da enseada, aí procurava os Sargos alvorados (meia água) que viriam ao engodo.
Provavelmente o mar iria trazer a bóia até ao interior da enseada, nesse momento deitava mais uma colher de engodo, (os Sargos no meio do rebuliço investiriam sem medo e em disputa).
Um dos sinais que podemos seguir, são as Gaivotas, estas picam a água para onde escoa o engodo, e assim podemos ter uma ideia da corrente e lançar a bóia nessa direcção.
No clip seguinte pode se ver as zonas de pesca e engodagem.


A situação seguinte é o mesmo mesmo pesqueiro mas com condições de pesca totalmente diferentes.
O mar está com menos força, com uma ondulação mais pequena e regular.
Neste caso utilizaria
canas de 6 ou 7 mts, menos engodo e deitando pouco de cada vez, as bóias a utilizar seriam até 20g máximo, os iscos variavam entre as iscadas pequenas com gamba, percebe, mexilhão ou anelídeos
Com mares mais calmos tento utilizar iscos mais escuros.
Os fios nestas condições podem ser um dos factores mais importantes, e os fluo carbono a opção mais adequada.
A montagem a mais suave possível com pouco chumbo no estralho e anzois nº 4 ou 6
2 exemplos dos fio que utilizo; Prosargos Iridium fluocabono e Maxima Fluocarbono
A pesca seria feita dentro da enseada e junto ás extremidades dos lajões.
A pescar fora da enseada, é quase certo que as Bogas atacavam as iscadas assim que caíssem na água.
Aqui fica um outro clip com uma vista mais vasta com algumas escoas que podem ser bons
spots.

Outro factor importante quando observamos um pesqueiro, é a variedade e quantidade de alimento disponível nas rochas submersas à maré cheia.
O Sargo e a dourada são mariscadores por natureza alimentando-se dos mais variados crustaceos, moluscos, e sazonalmente de algas.
Quando um pesqueiro tem conjugados todos estes factores, a pesca de bons exemplares é
quase garantida.
Mexilhão e algas com algum percebe e Lapas.
Percebes e algumas Lapas
Neste caso "um pleno" todos os ingredientes necessários.

Os Ouriços são outro dos alimentos naturais dos sargos e Douradas.
Infelizmente ainda há pescadores "mal formados" que nestes pesqueiros levam uma arrilhada para triturar e desfazer o marisco virgem que está na rocha e assim engodar o pesqueiro.
Este acto deve ser condenável e evitado a todo o custo, é uma situação infeliz e egoísta por parte de quem a pratica.
Retirar o marisco do pesqueiro "seca-o" de peixe, é precisamente por ele lá estar que o pesqueiro é bom.
Não quero eu dizer que sou contra os mariscadores que fazem da apanha destes o seu ganha pão, mas sim contra os pescadores desportivos que praticam estes actos.

Aqui um outro pesqueiro típico para uns Sargos com uma profundidade até 2,50mts e onde logo nas 1ªs horas da manhã se pode tentar um Robalo.
O nº1 significa o ponto de engodagem, o nº2 o local onde eu pescaria aos sargos e o nº3 onde tentaria os Robalos com uma iscada de Sardinha.
Engodaria fraco ao "belisco" com Sardinha e com as cabeças das gambas iscadas mas moídas.

Muito mais há para escrever e por isso fica para um próximo "capitulo" novos pesqueiros, técnicas de engodagem, montagens e outras situações que possam vir a surgir através de comentários feitos por vós.
Até lá um abraço, vá aparecendo e comentando, em breve haverá um passatempo surpresa para quem participar com comentários neste blog.