Sérgio Tente

Pesca aos Sargos

Agradecimento

Pesca aos Sargos, Robalos e Douradas

Francisco Santos

Pesca com Sardinha

Douradas

Pesca à boia ás Douradas

Achigãs

Pesca de margem aos predadores de águas interiores

O estado do País

É com muita pena, resignação, indignação e revolta que escrevo este artigo.
Portugal um país à beira mar plantado com potencial natural para ser um paraíso turístico para quem cá vive e para os de fora.
Tem como todos sentimos um excesso de leis ocas e vazias de conteúdo lógico e sem nexo, idealizadas por utópicos sonhadores sentados em poltronas como grandes senhores feudais.

Não quero estar para aqui só a dizer mal, mas por vezes temos de gritar para acalmar.


Qual de nós em tenra idade não brincou nas rochas a apanhar Caranguejos, Camarões e Cabozes?
Penso que quase todos o fizemos, faz parte da aprendizagem de um povo que vive junto ao mar.....
Mas até isso nos querem tirar, os nossos filhos, sobrinhos, netos estão proibidos de brincar e aprender a brincar.

Vou passar férias para Peniche desde miúdo e gosto desta terra como se fosse a minha 2ª casa.

Ainda este verão em Peniche e na companhia de alguns amigos presenciamos uma triste cena interpretada por um individuo "agente de autoridade".
Tenho pena de não lhe ter tirado o nome que os pais supostamente lhe deram, mas como lá vou frequentemente, ainda o vou conseguir....Não lhe reconheço autoridade nem moral nem de estatuto para o chamar de autoridade.

Sem sequer dar uma boa noite ou qualquer outro cumprimento, esse dito agente ameaçou 3 miúdos com idades entre os 9 e 12 anos, que brincavam com um fio com menos de 1mt. a apanhar caranguejos.
E que os iria multar se os volta-se a encontrar a pescar aos ROBALOS.
Gente desta não pode estar e exercer cargos na autoridade policial.

Acho que se fosse pai de algum deles, nesse momento iria responder a tribunal por actos
implícitos contra a autoridade.
Esta situação passou-se numa zona que até à 6 meses atrás famílias inteiras pescavam ou passavam o seu tempo entretidos aos carapaus.

Agora segundo estas novas leis está proibido, mas só em Peniche, noutras localidades e em locais idênticos, os comandos das capitanias deixam pescar, mostrando bom senso e compreensão.

Parece que algumas pessoas com algum poder neste país perderam a noção do real.
Eu pago uma licença e não sei onde é aplicado o dinheiro, tenho esse direito como cidadão.

Sou obrigado a pescar nas rochas, onde o estado por via do IPIMAR aplica placas de aviso de queda e derrocada de pedras.
Onde os acessos que há muito foram feitos estão degradados e esses sim em derrocada e um verdadeiro perigo.

Ora vejam este exemplo;

Um pequeno miradouro lindíssimo sobre o mar e com a vista a alcançar a Berlenga e os Farilhões.

Ou este onde agora falta o resto das escadas que devido à erosão provocada pelos mares fortes de inverno.
A chamada descida para o abismo....
O mais certo é que se alguém sofrer um acidente, as autoridades responsáveis vedarem estes acessos em vez de os arranjar para se usufruir da paisagem e da pesca.

Então e a agora tão falada preservação ambiental?
É só para alguns........
O senhor presidente da Câmara municipal de Peniche anda um pouco distraído......

Já para não me alargar muito com este rio/esgoto de suiniculturas a descarregar directamente sobre a praia do molhe leste.
Com um cheiro nauseabundo a fezes e urina de porco, sobre o areal, mas que devido a falta de vontade política continua à anos o seu percurso triunfal sem que ninguém o derrube.
O lema deve ser:
Já que não se pode pescar, pode-se poluir.!!!!

Sinto vergonha ao ver a cara dos turistas quando se deparam com esta situação diária junto ao Molhe Leste.
99% deste lixo é deitado ao mar pelos profissionais, tudo o que não querem deitam borda fora.
Para eles não há limites de capturas, como também não há limites para o bom senso e preservação ambiental.
Compreendo que estas atitudes lhes tenham sido passadas de geração para geração, mas é tempo de se fazer alguma coisa....

Penso que um blog sobre pesca não se resume a fotos e filmes de capturas, de pesqueiros, de iscos e técnicas, mas sim ao um todo que nos envolve.
Sendo nós intervenientes activos, devemos expor, criticar e dar o apoio se for caso, não devemos ficar parados, mudos nem surdos.

Este artigo vou enviar por mail para as autoridades aqui comentadas, espero um dia me poder sentar e desenvolver uma conversa construtiva com quem de direito.
A ver vamos....

Até lá um abraço.

Aos Robalos com engodo

Boas
Esta é uma das formas com que faço a pesca nocturna aos Robalos com bóia,
com a técnica de engodagem que é utilizada para a pesca na praia ao fundo.
Geralmente procuro locais com fundos de areia e alguma (pouca) pedra, com o mar a bater indirectamente no pesqueiro como;
Cantos, enseadas e outros locais mais abrigados da rebentação.

Este ano o mar ainda não se proporcionou para os pesqueiros onde habitualmente faço este tipo de pesca, de qualquer forma aqui fica a explicação da técnica que eu utilizo.

Sardinhas frescas para engodo e isca, procuro sempre Sardinhas frescas para iscar, são mais consistentes e evita-se o uso do elástico de silicone para atar.
A areia deve ser a mais fina possível, tipo a areia fina de obra com alguma goma.
Com uma pedra batem-se e misturam-se as Sardinhas juntamente com a areia até formar uma massa consistente.
Com as mãos fazem-se bolas do tamanho de laranjas, e engoda-se para o pesqueiro.
Pessoalmente nunca engodo antes de fazer o 1º lançamento, depois vou engodando ritmadamente a cada lançamento.
Nos anzóis gosto de utilizar os tamanhos 2 e 3/0, iscando com lombinhos ou filetes de Sardinha sem pele.
As bóias vão das 10g até ás 35g, podendo ser de correr ou fixas mas com starlight.
As montagens podem e devem variar consoante o fundo as condições do mar e do pesqueiro.
Aqui deixo 2 montagens possíveis das muitas que se podem utilizar:

Esta é uma das que pode ser utilizada com rebentação fraca e mares mais calmos.


Esta utilizo-a com mares mais mexidos, o chumbo assente no fundo tranca mais a bóia na corrente e ondulação.
Deve ser utilizada em pesqueiros com fundos de areia.
Este foi o resultado duma pesca efectuada com neste tipo de pesca.

Agora é esperar que as condições se proporcionem para mais uma investida, espero ter ajudado e tirado algumas dúvidas.
Abraço

Man of War - Caravela Portuguesa

Depois de ouvir as notícias dos últimos dias, em que se falou da ocorrência de queimaduras em crianças provocadas por Caravelas Portuguesas na zona de Peniche.
E tendo uns dias de Férias ainda por gozar, pensei em ir ter com os responsáveis da capitania para fotografar ver e filmar esses seres.
Não foi necessário, num dos dias em que andei a recolher material para elaborar um artigo, encontrei mais uma.
De imediato fiz o registo em foto e filme, e comuniquei à guarda para fazerem a sua remoção.
Deixo aqui esse registo, para quem nunca as viu ao vivo ter uma ideia da sua aparência.

"Portuguese man o'war"

O clip



As informações que se seguem foram retiradas na sua totalidade do site Wikipédia.

A
caravela-portuguesa (Physalia physalis), também conhecida como garrafa-azul, é um animal do grupo dos cnidários. Tem cor azul e tentáculos cheios de células urticantes, e aparece nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos.

Características gerais:

A caravela-portuguesa não tem movimento próprio - flutua à superfície das águas, empurrada pelo vento, com os seus tentáculos por baixo, sempre prontos a envolver um peixe para a sua alimentação. Os seus tentáculos podem chegar aos 30 metros.

A caravela portuguesa é comummente identificada como uma água-viva, mas na verdade, é uma colónia de quatro tipos de pólipos. A caravela-portuguesa tem quatro tipos de pólipos:

  • Um pneumatóforo transformado numa vesícula cheia de ar;
  • Os dactilozoóides que formam os tentáculos;
  • Os gastrozoóides que formam os "estômagos" da colónia; e
  • Os gonozoóides que produzem os gâmetas para a reprodução.

Os cnidócitos, que são as células urticantes, portadoras dos nematocistos, encontram-se nos tentáculos e são accionados pela "rede nervosa". A caravela-portuguesa tem dois tipos de nematocistos: pequenos e grandes; estes "órgãos" conservam as suas propriedades por muito tempo, mesmo que o indivíduo tenha ficado várias horas a seco na praia. A sua acção é baseada nas suas pressões osmótica e hidrostática individuais. Existem numerosas células sensoriais localizadas na epiderme dos tentáculos e na região próxima à boca.

A caravela-portuguesa é importante para a alimentação das tartarugas marinhas, que são imunes ao veneno.

Um animal semelhante é a velella. O flutuador da caravela é simétrico bilateralmente com os tentáculos no final, enquanto a velella é simétrica radialmente com a vela em um ângulo. Além disso, a caravela tem um sifão, contudo a velella não.

Uma curiosidade é o nome da caravela-portuguesa noutras línguas: em inglês, chama-se "Portuguese man o'war", literalmente "homem de guerra português", sendo que man-of-war é uma expressão para um navio armado.

Abraço

Alguns Spots

Depois uns dias de férias,( as piores em capturas destes últimos anos ), vou partilhar convosco alguns dos spots mais quentes de spinning na zona de Peniche.
São pesqueiros já antes referenciados, desta vez levei a máquina para umas fotos mais abrangentes do local.
É em Peniche junto à marginal norte, numa zona que vai desde o "Alto do trovão", "praia do Abalo", lajões e praia do Carvoeiro.
É uma zona que em tempos era de eleição para a pesca ao Robalo, a corricar com buldo, e a pescar com sardinha.
Junto a estes pesqueiros há uma fabrica de conservas de Sardinha ( Sardinal ) que durante muitos anos tinha um "esgoto" que todos os dias deitava ao mar restos de sardinhas e óleos.
Foi a zona onde vi os maiores Robalos, e onde se chegaram a capturar com 11kg, hoje em dia o esgoto está desactivado, mas por vezes ainda se capturam bons exemplares.
Aqui fica um conjunto de fotos com esses spots.
Pesqueiros de spinning
Nestes dias fui até lá fazer um spinning, o mar até estava bonito mas não consegui capturar nenhum peixe de bom porte.
Fica um pequeno registo em clip da devolução de um pequeno Robalote, e da vista do pesqueiro.


Abraço

Portugueses no Mundo

Este artigo é uma homenagem aos nossos compatriotas que por motivos diversos procuram melhores condições e estabilidade no estrangeiro e elevam o nome do nosso país.
Como é o caso deste nosso amigo o ( Luís Morais de Vasconcelos ) de Vila Praia de Âncora que me enviou um mail com fotos de uma pesca sua, feita no Finisterra na Bretanha onde também reside.

Grandes Robalos capturados à bóia com isco vivo.


Ficou também combinado que assim que lhe for possível, enviará mais algumas fotos da técnica que utiliza, dos materiais e pesqueiros
Obrigado Luís, que continues com essas magníficas capturas.
Abraço e Obrigado

Percebes/Perceves

Este artigo foi já publicado por mim num site/forum de pesca em Portugal, mas penso que nunca será demais repetir a sua publicação neste espaço.
É sobre o Percebe ou Perceve
(Pollicipes pollicipes) é um crustáceo, pertencente à subclasse Cirripedia, superordem Thoracica, ordem Peduculata e subordem Scalpelloidea.(informação retirada de wikipédia).
Um petisco procurado por nós e um dos crustáceos que faz parte da base alimentar de Sargos e Douradas.
A sua pele rija e dura faz com que muitas vezes não se utilize como isco, retirá lo da rocha e desfazer a pele rija e aproveitar o miolo carnudo é tarefa difícil e por vezes ingrata.
Mas existe uma forma simples e eficaz de aproveitar todo seu o miolo para uma iscada.
Consiste em congelar os Percebes durante alguns dias, o frio e gelo "descarnam-lo" e a tarefa fica bem mais simplificada.
Mas passo a explicar com as fotos seguintes.
1º Não devemos retirar mais do que o necessário para uma jornada de pesca +- 250/400g que
congelamos por 3 a 4 dias.
Quando descongelados retirar a unha que sai com alguma facilidade e apertamos até sair por uma das extremidades.(como geralmente se faz com o casulo)
O aspecto será este e depois é só iscarmos da forma que acharmos mais correcta, eu prefiro enfia los pelo anzol até passar um pouco a aste.

Nota:Todo este processo deve ser feito no pesqueiro, se retirarmos o miolo em casa, perde humidade, volume, e seca.
Por este motivo todos os percebes que não forem utilizados podem ser lançados ao mar para servir de engodo.
Espero ter tirado algumas duvidas, abraço e até breve.

O meu material parte2 Carretos

Antes de começar por postar o artigo quero pedir desculpa por ter problema com a actualização do feed deste blog que ao se clicar vai parar ao flickr, quando deveria ficar no blog apresentado o ultimo artigo publicado.
Espero conseguir corrigir este problema em breve.

Mas voltando a este artigo, é sobre os carretos que geralmente utilizo com as canas de bóia, do artigo anterior.
Vou dar o mesmo tipo de pontuação nas características que penso serem as mais importantes num carreto.

A começar pelo Tica Taurus TP6000S (topo de gama)
- Peso 4
- Componentes 5
- Asa de Cesto 5
- Recuperação 5
- Força 5
- Enrolamento do fio 5
- Folgas 5
- Comportamento em acção de pesca 5
- Desgaste e durabilidade 5
- Drag ?
- Manivela 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 52
Notas finais:
Um autêntico relógio, suave, forte e com grande poder de elevação, o seu peso é reflexo dos bons materiais utilizados na sua concepção.
Como geralmente não utilizo o drag, não vou dar qualquer tipo de classificação.
O valor não é o seu ponto mais forte.

Sert Zebrax 6000


- Peso 4
- Componentes 4
- Asa de Cesto 5
- Recuperação 5
- Força 5
- Enrolamento do fio 5
- Folgas 5
- Comportamento em acção de pesca 5
- Desgaste e durabilidade ?
- Drag ?
- Manivela 3
- Valor Comercial 5
- Classificação final 46
Notas finais:É óptima escolha para quem não quer gastar muito dinheiro e ficar com um carreto que satisfaz bastante na generalidade das pescas.
A manivela não é de esforço, e apesar de ainda não ter tido nenhum problema, penso que o sistema de mola deveria ser trocado pelo fabricante, por outro mais robusto.
No item desgaste e durabilidade não dei pontuação por só pescar com este modelo à menos de um ano e considerar que só passado este tempo tirarei alguma conclusão.


Como só este ano iniciei a modalidade do Spinning, guardarei o artigo dos materiais que aí utilizo para um próximo artigo.
Abraço e até breve.

O meu material

Com o passar dos anos as técnicas de pesca evoluíram assim como os materiais.
20 anos pescava-se com canas de fibra e compositos, só alguns tinham a oportunidade de ter uma cana em carbono, que na altura tinham preços elevadíssimos.
A globalização com a abertura a novos mercados a Oriente e esta nova era tecnológica a nível mundial fez despertar as marcas os seus engenheiros e técnicos para novos desafios.
A prova disso são as canas de hoje, com pesos reduzidos que suportam elevações absolutamente inacreditáveis à anos atrás.
Este artigo é apenas a minha opinião acerca das canas de bóia que estou a utilizar, como é sabido pesco com materiais da Prosargos e da Tica.
Poderei dar opinião sobre mais algumas canas com que pesquei se assim for desejado por algum interessado.
Tenho andado a pensar como e que tipo de avaliação dar a estes materiais, acho que através de uma pontuação de 1 (pior) a 5 (melhor) em diferentes características será a forma mais simples.

Assim, vou diferenciar as características por;
- Peso
- Acabamentos
. Passadores

. Porta carretos
- Tipo de acção (em acção de pesca)

. Macia
. Dura
. Progressiva
- Força em elevação
- Projecção da bóia
- Comportamento da vara esticada
- Ferragem
- Trabalhar o peixe
- Valor Comercial

- Classificação final

Com este critério espero dar um contributo para tirar alguma dúvida, i
rei começar pela cana que utilizo à mais tempo;

Tica Taurus em 7mts
- Peso 4
. Passadores 5
. Porta carretos 5
- Tipo de acção (em acção de pesca)
. Progressiva 5
- Força em elevação 5kg 5
- Projecção da bóia 5
- Comportamento da vara esticada 5
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 47
Notas finais:
Para mim é uma cana que vai ficar na história das canas com 7mts.
Direita, forte, acção ideal para pesca em altura e e em grandes distancias, mas com preço um pouco elevado.

Prosargos Exclusive pro 6mts
- Peso 4
. Passadores 5
. Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
. Progressiva 5
- Força em elevação 3,5kg 5
- Projecção da bóia 5
- Comportamento da vara esticada 5
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 4
- Classificação final 47
Notas finais:
Cana forte que em nada compromete as pescas mais difíceis e com poder e força de elevação suficientes para a generalidade das pescas.
Preço promocional muito favorável para uma cana com estas características.

Prosargos Iridium 6mts

- Peso 4
- Passadores 3
- Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
- Progressiva 4
- Força em elevação 4kg 5
- Projecção da bóia 4
- Comportamento da vara esticada 4
- Ferragem 5
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 5
- Classificação final 43
Notas finais:
Cana indicada para quem não quer gastar muito dinheiro, permite pescar em altura, tem uma forte estrutura.
Preço acessível

Casini Tecknic sea 7mts ( Sodarca ) a actualizar foto.
- Peso 5
- Passadores 4
- Porta carretos 4
- Tipo de acção (em acção de pesca)
- Macia 4
- Força em elevação 1,5kg 2
- Projecção da bóia 3
- Comportamento da vara esticada 4
- Ferragem 4
- Trabalhar o peixe 5
- Valor Comercial 3
- Classificação final 38
Cana super leve indicada para pescas ao nível da água, trabalha bem o peixe com linhas finas, falta-lhe força e resistência para pescas mais agressivas.
Preço elevado ( fabricada em Itália na Fábrica JULIA ROD)

Num próximo artigo darei a minha opinião sobre os carretos que utilizo nestas canas.
Espero ter ajudado com este artigo de opinião.
Abraço e continuação

Mitos da engodagem

Boas, todos nós ouvimos histórias de como se "queimam pesqueiros", ora seja com engodo de Sardinha, Ouriço ou outro, quando me contam estas histórias pergunto porquê, e ou não sabem responder porque lhes foi ensinado por alguém que antes tinha sido ensinado por outro, ou simplesmente dão respostas que não concordo em absoluto.
Não sou muito de ouvir e ficar por aí, se alguém me diz que engodar com Ouriço 2 dias seguidos escalda o pesqueiro, sinto vontade de provar o contrário ou perceber o porquê destas afirmações.
Até pode ser, que o Ouriço tenha alguma substancia tóxica na sua composição e que os peixes se alimentem em pequenas quantidades de cada vez.
Mas não vou muito por esta teoria, quase todos os Sargos que amanho têm pontas de espinho de ouriço no bucho.

Como qualquer ser vivo os peixes fixam-se e criam o seu habitat ora seja em buracos, fendas, grutas...em determinados locais e em determinadas alturas do ano.
Ora se hoje vou à pesca a um determinado pesqueiro e capturo por ex. 15 Sargos, quer isto dizer que no dia seguinte estes 15 já lá não estão.
Se lá fôr alguns dias seguidos o normal será uma diminuição lógica das capturas, seja com ou sem engodo, a não ser que tenha encostado e fixado um cardume com algumas centenas de Peixes.
O mesmo se passa com as Sardinhas....ainda há poucos anos atrás numa praia de Peniche desaguava um esgoto duma instalação fabril de conservas.
Nesta praia as capturas eram em nº elevado de Sargos, Robalos e até Douradas, e todos os dias havia restos de sardinha pelo pequeno areal.
Os peixes vinham gordos, nunca me pareceu que tivessem enjoado tal manjar.
Já-me aconteceu em algumas situações de pesqueiros altos ver os peixes a mariscar na rocha, deito uma colher de engodo e rapidamente desaparecem.....mas será por ser do engodo?
Também não me parece, se tive-se deitado uma pedra a reacção teria sido idêntica.
O mundo subaquático é totalmente diferente no nosso, e ainda temos muito a aprender para compreendermos melhor as reacções dos peixes.
Por isso prefiro pensar que não é o engodo a desculpa para uma má pesca.

Este tema é sem dúvida um dos que mais polémicas levanta entre a nossa comunidade, "cada cabeça sua sentença" e cada um de nós terá a sua forma própria de pensar a respeito dele.
Até que me mostrem provas em contrário eu não sou apologista "dos pesqueiros queimados" pelo uso de engodo.
Se alguém quiser discutir este tema será uma mais valia enriquecedora para todos.

Abraço

Como geralmente faço....

Boas, este é um artigo prometido e que devido a circunstancias que me são um pouco desfavoráveis, só agora dou por iniciado, mas será mais adequado fazer este artigo por capítulos.
A pesca é um mundo de pormenores, e cada um de nós, adapta-se ás circunstancias que nos são apresentadas.
Não quero de forma alguma com este artigo dizer; que é assim que se faz ou é assim que se pesca....Não... é apenas a minha interpretação de leitura dos pesqueiros, da forma como se apresenta o mar, das expecies a procurar e da forma como as vou tentar capturar.
Muito há a dizer e a cada dia de pesca mais alguma coisa há a acrescentar, acontecendo por vezes mudar-mos de opinião, acerca desta ou daquela situação, e ainda bem, porque só assim se poder aprender e evoluir.

Neste artigo vou tentar retratar a forma de leitura de alguns pesqueiros, onde se vai fazer a engodagem, perceber se o engodo está a trabalhar bem no pesqueiro, onde provavelmente iremos fazer as capturas e com que iscos que utilizaria.
Pessoalmente não tenho preferência por pesqueiros tipo, pesco tanto em altura como de nível, recorrendo ao cesto e ao chalavar (camaroeiro) para auxiliar as capturas dos grandes
exemplares.
As pescas que geralmente faço são à bóia com canas de 6 e 7 mts e com carretos serie 6000, que num artigo seguinte falarei em pormenor.
O material que utilizo: Canas Iridium e Exclusive pro da prosargos em 6mts e Tica Taurus em 7mts.

Mas tomemos este pesqueiro com exemplo para iniciar este artigo, é um daqueles que me
agrada logo à 1ª vista para uma pesca aos Sargos.
Uma enseada em rocha, com o mar a entrar bem oxigenado com uma boca funda à saída, ladeada por 2 lajes.
Nestas condições iria engodar forte (com Sardinha moída, areia e água) o mais atrás possível, utilizando uma cana com 7mts armada com uma bóia tipo pião de 30g com um estralho de 4/5 mts.
Para isco, sem duvida as gambas congeladas e uns caranguejos partidos enfiando o anzol nº 3 ou 4 pelos orifícios das patas retiradas.

A pesca: lançar o mais distante possível e recolher até 1/2 mts da boca da enseada, aí procurava os Sargos alvorados (meia água) que viriam ao engodo.
Provavelmente o mar iria trazer a bóia até ao interior da enseada, nesse momento deitava mais uma colher de engodo, (os Sargos no meio do rebuliço investiriam sem medo e em disputa).
Um dos sinais que podemos seguir, são as Gaivotas, estas picam a água para onde escoa o engodo, e assim podemos ter uma ideia da corrente e lançar a bóia nessa direcção.
No clip seguinte pode se ver as zonas de pesca e engodagem.


A situação seguinte é o mesmo mesmo pesqueiro mas com condições de pesca totalmente diferentes.
O mar está com menos força, com uma ondulação mais pequena e regular.
Neste caso utilizaria
canas de 6 ou 7 mts, menos engodo e deitando pouco de cada vez, as bóias a utilizar seriam até 20g máximo, os iscos variavam entre as iscadas pequenas com gamba, percebe, mexilhão ou anelídeos
Com mares mais calmos tento utilizar iscos mais escuros.
Os fios nestas condições podem ser um dos factores mais importantes, e os fluo carbono a opção mais adequada.
A montagem a mais suave possível com pouco chumbo no estralho e anzois nº 4 ou 6
2 exemplos dos fio que utilizo; Prosargos Iridium fluocabono e Maxima Fluocarbono
A pesca seria feita dentro da enseada e junto ás extremidades dos lajões.
A pescar fora da enseada, é quase certo que as Bogas atacavam as iscadas assim que caíssem na água.
Aqui fica um outro clip com uma vista mais vasta com algumas escoas que podem ser bons
spots.

Outro factor importante quando observamos um pesqueiro, é a variedade e quantidade de alimento disponível nas rochas submersas à maré cheia.
O Sargo e a dourada são mariscadores por natureza alimentando-se dos mais variados crustaceos, moluscos, e sazonalmente de algas.
Quando um pesqueiro tem conjugados todos estes factores, a pesca de bons exemplares é
quase garantida.
Mexilhão e algas com algum percebe e Lapas.
Percebes e algumas Lapas
Neste caso "um pleno" todos os ingredientes necessários.

Os Ouriços são outro dos alimentos naturais dos sargos e Douradas.
Infelizmente ainda há pescadores "mal formados" que nestes pesqueiros levam uma arrilhada para triturar e desfazer o marisco virgem que está na rocha e assim engodar o pesqueiro.
Este acto deve ser condenável e evitado a todo o custo, é uma situação infeliz e egoísta por parte de quem a pratica.
Retirar o marisco do pesqueiro "seca-o" de peixe, é precisamente por ele lá estar que o pesqueiro é bom.
Não quero eu dizer que sou contra os mariscadores que fazem da apanha destes o seu ganha pão, mas sim contra os pescadores desportivos que praticam estes actos.

Aqui um outro pesqueiro típico para uns Sargos com uma profundidade até 2,50mts e onde logo nas 1ªs horas da manhã se pode tentar um Robalo.
O nº1 significa o ponto de engodagem, o nº2 o local onde eu pescaria aos sargos e o nº3 onde tentaria os Robalos com uma iscada de Sardinha.
Engodaria fraco ao "belisco" com Sardinha e com as cabeças das gambas iscadas mas moídas.

Muito mais há para escrever e por isso fica para um próximo "capitulo" novos pesqueiros, técnicas de engodagem, montagens e outras situações que possam vir a surgir através de comentários feitos por vós.
Até lá um abraço, vá aparecendo e comentando, em breve haverá um passatempo surpresa para quem participar com comentários neste blog.

As Douradas e os Grilos

Boas, depois de ter passado um dia de praia/pesca na Almagreira, aproveitei para apanhar Grilos e tentar as Douradas no dia seguinte.
Não sou um praticante assíduo desta modalidade (surfcasting/fundo) mas como apaixonado pela pesca, gosto de experimentar, aprender e aperfeiçoar técnicas.
Foi a única na noite em que não fez vento em Peniche, mas soprava uma ligeira brisa de sul (os pescadores locais dizem ser a melhor para pescar em Peniche).

Nas Praias dos Supertubos, Medão e no Molhe leste, havia dezenas de aficionados da pesca e eu juntei-me a eles....mais um a tentar a sorte.
Assim que cheguei ao pesqueiro vi um amigo local já com 2 Douradas de kg,....fiquei com o moral elevado.....

Montei a cana Vega Nostradamus de 4,50mts (é uma cana já fora de fabrico, macia com uma acção até 220g e que eu gosto bastante pela sua polivalência.
Não é uma cana de super lançamento, mas para pescar na mão com engodo na praia e em lançamentos médios sem partir ou perder o isco no lançamento.
A chumbada de 100g a correr 30cm e um estralho com 1 mt, iscando 1anzol Hayabusa fks130 nº 15 com 10 a 12 grilos atados com fio de silicone.
É geralmente assim que pesco das poucas vezes que pratico surfcasting.

O resultado foram 3 Douradas com tamanho aceitável e outras 2/3 perdidas ou não ferradas.
Deu para passar uma boa noite e ainda ver um pescador local sacar um Robalo com mais de 3kg, a pescar e engodar com Sardinha.
Aqui fica o registo fotográfico do isco e da capturas.

Os grilos ato-os com fio de silicone, faz uma iscada mais volumosa e sem rebentar a bolsa de sangue, também se aguentam bem num lançamento mais puxado sem caírem ou rebentarem.

Gostava de ouvir outras opiniões, comente este e outros artigos para uma melhor troca de ideias.
Abraço e continuação

Noite de spinning

Depois de algum tempo sem praticar esta modalidade, aproveitei uma noite de férias para tentar os robalos. Foi na vazante com 4 horas já a descer, ao 2º lançamento desferrei um peixe que me parecia ser de bom porte, de seguida capturei um com 700kg.
Depois de mais algumas tentativas veio a captura da noite, um Robalo com 2,400kg....
Ainda perdi outro a rondar os 2kg que se desferrou aos pés, tentei sacar o peixe à mão como se de um Achigã se trata-se...e o resultado foi perde-lo.
De qualquer forma foi uma noite bem passada com 2 capturas e alguma
emoção.

O peixe com 2,400kg, tinha um carapau de 15cm no bucho.

Material utilizado:
Cana:Sakura Shukan 2,90mts
Carreto:Sakura Borax 4000
Fio:Multifilamento 0,12
Amostra:River2sea sea minnow 120 ayu

Almagreira

Devido a problemas no computador, e de uns dias de férias, não me foi possível fazer o tal artigo sobre os materiais e técnicas de pesca.
Está em fase terminal e dentro de dias será publicado.

Aproveito para publicar um pequeno artigo sobre um dia diferente de pesca, habitualmente pesco à bóia, mas aproveitando um dia de praia, levei o material de surf para uns lançamentos.
O local escolhido foi a praia da Almagreira, junto à povoação de Ferrel no concelho de Peniche.
É uma praia não vigiada com um vasto areal que se estende desde o Baleal até ao Bom sucesso, com alguma formação rochosa em particular desde o Baleal até Ferrel.

Acho-a uma praia lindíssima e sossegada, óptima para o surf e pesca, ladeada por rocha avermelhada ( Almagre ) que é geralmente utilizada na concepção de peças cerâmicas e na pintura e que faz com que esta praia tenha uma beleza ímpar.

À maré vazia e sobre o lado esquerdo tem um "esporão" natural em rocha e onde se pescar para norte e sul.
É uma praia com pouca inclinação de areal, nem sempre tem fundões, com mares grandes fica com muito limo.
A partir de meia maré é possível apanhar Grilos com alguma facilidade, não são grandes como os da Foz do Arelho nem como os do Algarve mas servem perfeitamente para fazer umas boas iscadas.
Também se podem apanhar algumas Tiagens junto aos esporões e rochas submersas.
As expecies mais abundantes são o Sargo, o Robalo e a Dourada, esta última é por vezes capturada com grande porte.
A pesca:
Neste dia de pesca o mar estava grande 2,70mts tinha bastante corrente e muito limo à deriva.
Pesquei com Sardinha salgada ( é o isco que mais utilizo com este tipo de mar, em pesca na praia).
Aqui fica uma apresentação da iscada com Sardinha atada com fio de silicone.
NOTA: A Sardinha deve ficar com a carne para o lado de fora e com a pele escondida.


O resultado foram 2 Sargos que pesaram 1,500kg certos, senti apenas estes dois peixes, o excesso de limo não permitia pescar bem e cada lançamento durava no máximo 10 min.
O material utilizado:
Cana: Vega Nostradamus 4,50mts
Carreto: Shimano Ultegra 14000
Fio: 0,28 com ledear 0,45
Anzol: Hayabusa fks 130 nº.15
Isco:Sardinha

Como chegar a esta Praia:
A15 direcção Peniche , seguir para Baleal ir até Ferrel, junto à igreja tem uma pequena placa com a indicação da praia, depois encontra mais algumas por entre ruelas da povoação, até encontrar uma estrada em terra batida com uma bifurcação com a indicação "Moinho velho" essa vai dar a norte da Almagreira.

Deve seguir em frente nessa bifurcação, poucos mts mais à frente tem uma descida muito acentuada que deve evitar em dias de chuva.
Pode estacionar a viatura antes da descida ou ao funda da descida, depois delicie-se com a paisagem.

Abraço e até breve